sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Leonardo di Caprio e outros imbecis.

Eu não tenho olhos fechados para a tristeza do momento cruel que passamos no Brasil em chamas, muito menos sabendo que muitas das queimadas poderiam ter sido evitadas.

É sempre muito fácil para quem tem algum conhecimento e cultura recriminar as pessoas que vivem sem acesso ao estudo e que mantém as tradições familiares, mesmo que seja o erro de queimar o solo.
Também não tenho olhos fechados para a política revanchista que vivemos, que só existe pela forte intolerância implantada pelos governos anteriores, represada durante anos e que agora, alforriada, queima tudo o que pode por ter a franca sensação de impunidade.

Infelizmente o Brasil é o paraíso dos impunes.

Entretanto eu tenho um forte olhar de reprovação para quem faz beicinho mundialmente, jogando com a imagem de "amigo da Amazônia" e que não faz nada pela Amazônia além de usar no marketing pessoal.

É o caso do Leonardo di Caprio. O máximo que ele conhece da Amazônia foi uma incursão que ele fez quando namorava a Giselle Bundchen, que é outra ambientalista de meia tigela, que usa pele de marmota e age como uma marmota.

Ou desse senhor casado com uma pedófila que morre de medo dos agricultores franceses.

E tenho muito mais raiva daqueles que, por motivação política, replicam as bobagens como as ensinadas pela Universidade de Havard em seu curso de preservação ambiental.
Para quem tiver a curiosidade de ver o que ensina esse curso insano, basta digitar: 
“The Health Effects of Climate Change” e dominar a língua inglesa, para ver que absurdo é o ponto de vista de gente no mínimo idiota e certamente ignorante para o que acontece na parte de baixo do Equador.

Ainda que a Globo queira fazer parecer que só o Pantanal e Amazônia estão ardendo, e logicamente os incêndios da Califórnia e região, toda linha tropical e subtropical da América do Sul, África e Ásia está ardendo.

As razões são duas: 

Primeiro: o mundo está seco; 

Segundo: contribuímos muito para chegarmos a esta situação.

A Europa, que arde em todas as suas bordas aonde existem as raras áreas florestais, tem talvez o maior pecado e a maior culpa nisso tudo.
Afinal, a Inglaterra é feita de móveis de Mogno e Cerejeira extraídos da Amazônia, Portugal quase acabou com o Pau Brasil de nossas terras e a Espanha, Bélgica, Itália, Holanda, Alemanha e França, em seus episódios colonizadores, devastaram praticamente todas as florestas do mundo, seja na África, na Índia, no Canadá ou na Oceania.

Temos nossos problemas como o mundo todo tem; eu tenho problemas em casa e cuido disso do eu jeito. Se algum vizinho meu vier dar palpite, eu vou estrilar muito.


Dessa forma, não vou aliviar para qualquer governo - pois não podemos nos orgulhar de qualquer governo que tivemos depois de 1.959 - mas não vou deixar esses idiotas que não sabem nada de nada, virem empinar seus narizes empinados para mim.

Aceitam um cappuccino?

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

“PROVA DE VIDA”.

 

Hoje eu me submeti à humilhação de fazer a “PROVA DE VIDA”.

Essa prática é o troféu dos bandidos que agem no Brasil varonil, gentalha que frauda a Previdência, o Auxílio Emergencial, as Cotações Públicas e todas as formas de roubar o dinheiro do Contribuinte.

Essa pratica é também o troféu a Ineficiência dos Governos e Governantes, gentalha indisposta a tomar medidas sérias, como o fim do Foro Privilegiado, a Prisão na Segunda Instância que, na verdade, deveria ser na Primeira Instância, se nossa polícia fosse completamente séria e agisse sempre de forma completamente séria.

Essa prática é o troféu dado à JUSTIÇA que demora para julgar, quando julga, maldita herança da Primeira República, proclamada ara proteger 2% da população, elite que se acha o máximo até hoje, que acha que pode roubar, matar e não ser preso como a gente comezinha, o pobretão.

Assim nós nos submetemos à essa famigerada prova que não estamos roubando dinheiro público no pais que milhares vivem às custas de aposentadorias, nem sempre conseguidas de forma honesta ou correta, e que se agarram a qualquer grana que veem pela frente.

Mesma gente que a cada eleição vota messianicamente por um salvador que vai nos livrar dessa vida marvada e da corrupção endêmica.
E que vai continuar a levar seus idosos a passos curtos, de cadeira de rodas, no lombo de burros até “os pessoal do Banco” - pois o INSS é incompetente para fazer esse serviço desprezível - para provar que vão poder receber seus direitos.

Pobre Brasil! Hoje parte dele está sob fumaça da irresponsabilidade governamental, três quartos vivendo sob o domínio de facções de cadeias públicas, e todo território vivendo as lamúrias resultante das facções instaladas no Planalto Central.

A parcela correta do povo brasileiro não merecia isso.

terça-feira, 12 de maio de 2020

Cinodependência



Há alguns anos um brasileiro, filho de um colega meu do Banco do Brasil, abandonou sua tecelagem aqui e foi para a China produzir ternos e roupas afins. Um negócio da China!
Deixava o país dos impostos e salários inviáveis para enfim lucrar com seu capital.
Faria o João Amoedo morrer de inveja.
Esse brasileiro exportava para seus clientes contumases no Brasil e o terno era tão barato que as pessoas nem ligavam para a qualidade do produto. Uma vez, o pai dele, querendo dizer que a qualidade era boa, deu uma pequena puxada numa das mangas e ela descosturou 5, 6 pontos no ombro. Era isso: produção em massa, baixo custo e, Graças a Deus, as melhores empresas do ramo no Brasil sobreviveram por causa dos clientes dos Shoppings.
O mundo todo foi para a China: empresas americanas, alemãs, japonesas, todas acharam o Eldorado do capital.
A China passou a ser, então, o que sempre foi: um país fechado, quase um feudo, só que agora nas mãos do Partido Comunista, e partiu para um contra-ataque feroz.
Vendia, posto no Brasil, lápis a US$0,01, custo menor que o valor do grafite dentro dele. Resultado, fechamos a Faber Castel.
Assim a China acabou com as fábricas de lâmpadas no Brasil e na Holanda, placas-mãe da Coréia do Sul, e sucessivamente foi derrubando indústrias no mundo inteiro, principalmente aquelas que os europeus chama de “sujas”. Lá é praticamente o único lugar no mundo que desmonta integralmente computadores, para aproveitar os metais, mesmo que seja ao custo da vida do operário, que não pode escolher onde trabalhar.
E assim passou a exportar tudo, até turista mal-educados. Quando um dirigente europeu reclamou do comportamento dos chineses nos museus, a China fez o que faz de melhor: mentiu. Disse que faria um programa de educação dos seus habitantes e espalhou pelo mundo a mentira que só poderiam viajar chineses bem-educados.
Sabe qual o critério para saber se o chinês é bem-educado ou não?
Se salvam os que não falam mal do governo ou não criam encrenca no trabalho por salários.
Tomou?
Poucos dias atrás o Japão falou que retirará todas as empresas que exportou para a China. Não suportam duas coisas: a dependência externa e os chineses, de longa data, diga-se de passagem. Sentimento mútuo.
Espero que mais países ajam assim, inclusive o Brasil que deixou várias tecelagens em Santa Catarina fechadas enquanto importava máscaras da China, ignorou os respiradores baratos da USP para trazer alguns que nem funcionam por preços estratosféricos.
É a vida que segue, no meu caso, confinada.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

A primeira vítima


Nestes tempos em que aprendemos o significado de comorbidade, fico impressionado com a morbidez do jornalismo mundial, brasileiro em particular.
É chocante ver nossas apresentadoras e apresentadores informarem o número de mortos como se estivessem narrando um gol no futebol: “Os mortos pela COVID 19 chegam a trezeeeentos!!!”

Já coloquei esta frase mais de uma vez, criada por Samuel Clemens, que assinava Mark Twin:
“ A imprensa separa o joio do trigo e publica o joio! ”.

Nunca vi jornalistas tão satisfeitos em levantarem da cama e não se preocupar em procurar matéria.
Eles têm uma peste para trabalhar.
Mais chocado ainda estou com a morbidez de parte da imprensa que faz um jogo político.

Vi uma entrevista com um “cientista renomado”, que nunca tinha ouvido falar, onde ele afirmava que as notificações no Rio grande do Sul estavam subnotificadas.
Ia tudo bem até ele chegar na conclusão e dizer: Eu ACHO que o Rio Grande tem cinco vezes mais casos e mortes que o informado.
Como um cientista diz ACHO?!?
Ciência é ou não é! Isto não é fé!!!!

Hoje fiquei chocado também com uma postagem de um professor universitário carioca, muito sério, que repercutia a notícia da Reuters que afirma que no Brasil os casos são 12 vezes maiores que os publicados!!!
Como assim?
É certo que não temos este número correto, preciso, mas nenhum país do mundo tem!
Doze?  De onde vem a base para esse cálculo?
Se fosse o dobro já daria para desconfiar que o articulista acabara de acordar e estava em cima do prazo para mandar o artigo e chutou. Mas 12?
Ele pensa que estamos na China?
Pois eu não ACHO que a China publicou seus números corretamente, mas nem lá ACHO que as notificações foram 12 vezes menores.

Em suma, a imprensa, com o advento da internet, que poderia melhorar e agilizar suas notícias, se deixa cair na futilidade política, na vaidade pessoal e, parafraseando Winston Churchill que dizia: “na guerra a primeira vítima é a verdade”, digo sem medo de exagerar:
“Na guerra e na pandemia a primeira vítima são os leitores, ouvintes e espectadores”.
Aceitam um cappuccino?

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Entendo perfeitamente

Como boa parte da população brasileira, acho  que os noticiários que assistimos tem extrapolado e exposto somente o que tem de pior na crise da pandemia; seguem a risca a piada do Grouxo Marx:
"A imprensa separa o joio do trigo e publica o joio".
Simplesmente parei de ver noticiários.
Estou revendo jogos do Guga Kuerten, vitórias do Ayrton Senna, séries toscas na TV, e lendo mornamente o livro LONGA PÉTALA DE MAR, da adorável Isabel Allende.
Três ou quatro vezes por dia tenho feito uma aposta que, ao abrir meu FB vou ver postagens com fotos maravilhosas de amigos meus em suas viagens. Infelizmente perco a maioria das vezes.
Sinceramente, já estou esclarecido sobre o COVID 19 e não quero acompanhar o números de infectados, mortos ou recuperados.
Só espero a crise passar.

Mas tenho que ser sincero e dizer que entendo porquê o Governo - ou parte dele - faz esse escarcéu todo e nos mandar ficar em casa.
É fácil!
Basta ver esses jornalistas ou apresentadores que parecem ter sangue na boca ao dar o noticiário e te mandar ficar em casa, sendo pegos passeando na praia.
Tem uma moça que ficou conhecida como "Pseudo Passionária" porque sempre dizia que o Capitão "não passaria" nas eleições de 2018, que hoje m dia faz uma campanha danada contra qualquer fala do presidente e repete o mantra "Fique em casa" milhares de vezes.
Entretanto, hoje ela passeava com seu cãozinho na parte externo do Parque que está fechado para evitar esses passeios.
Ela "precisa" sair e espairar! Está mantendo distância das pessoas à frente, embora muitos passem por ela no sentido contrário. 'Tá bom, ela pôs uma mascara de pano feita em casa.
Eu, todavia, "tenho" que ficar em casa! Com máscara ou sem tenho que colaborar para a espiral não subir.
Entendi,.
Sim, eu e uma pá de amigos temos consciência disto, mas, é o resto?

É nessa hora que eu entendo perfeitamente esse terror todo: o problema do Brasil é esta parte que chamamos de povinho egoísta, incapaz de pensar coletivamente.

O cara vai fazer mochilão na Ásia, acaba a grana dele no meio da crise e aí ele acha que o governo tem que mandar um avião para ele voltar.
É isso! Nada além do próprio umbigo.

Então ficamos vendo o comércio fechado e uma turba em frente ao banco, para pegar o abono, ou diante da prefeitura para pegar a cesta básica.

Não é incongruência; é ciência que boa parte do povo é absolutamente incapaz de agir coletivamente.
Se não se fizer o terror, vai ter churrasco na lage, samba na praia, happy hour.

Entendo perfeitamente.

sábado, 28 de março de 2020

Quem tiver razão, sobreviverá!



Hoje eu quero falar com as pessoas que ainda conseguem manter alguma lucidez nesta crise.
Estamos num barco, como bem disse o Papa Francisco ontem, e de um lado batem forças malignas e do outro muito malignas.
Quem está certo? Não sei, vou tentar sobreviver para ver.

Hoje vemos as forças da esquerda, uma seita já conhecida, agindo como agiram nos anos que antecederam às últimas eleições: batendo e denegrindo o possível candidato de direita.
Já vimos essa história; enquanto o chefe da seita estava recluso e poupado, se dizia tudo sobre o capitão do mato.
Agora o chefe da seita está passeando com nosso dinheiro na Europa, quietinho, e todos os seguidores bombando um monte de postagens dizendo que o capitão é aquilo que já sabíamos que era.
Afinal ele não foi eleito pela verborragia: foi eleito porque o outro lado representava o roubo, o atraso e o Brasil rumo a venezuelização.

Agora, com a ajuda da boca maldita do capitão, e de seus filhos, está acontecendo tudo de novo.
Ninguém pensa no Corona vírus; estão todos de olho em 2.022.

E ainda temos um novo personagem nessa briga entre o Falso Messias e o Capitão do Mato: o Playboy.
Outro que se elegeu na carona do combate à seita maldita, está vendo o barco da reeleição ficar mais longe, então se perde no bate-boca e contamina a nós todos.
Oportunista, quer se colocar na disputa, só isso!

O que nos resta fazer?

Sugiro não alimentarmos a fogueira.
Um ou outro desmentido, quando a coisa for muito grave.
Não saberemos se o combate ao Corona Vírus vai dar certo ficando em casa, nem vou entrar nessa discussão científica. Só veremos se o combate deu certo se sobrevivermos.

Então, coloquem-se a salvo, pois muita gente que quer ver o país quebrar, está postando seu veneno de apartamentos quentinhos, com muito dinheiro na poupança, com pobres carregadores entregando marmitas para pobres porteiros, ambos expostos ao vírus para que essa pessoa má possa ficar fazendo intriga.

Pense bem, vale a pena ficar em qualquer um desses lados?
Você que sempre foi correto, não roubou, se irritava com o roubo, vale a pena bater boca com o pessoal da seita?
Vale a pena defender as ideias e as falas na contramão do Capitão?
Não vale.
Você só vai se contaminar com o veneno que só sobreviverá se o MAL for alimentado.

Mantenha-se salvo!
Muitos têm fé! Rezem!

Ao final da crise, vamos pegar os trapos e fazer o que fizeram os alemães e japoneses depois da II Grande Guerra: construir um novo país.

Aceitam um cappuccino?

terça-feira, 24 de março de 2020

Meu amor nos tempos do cólera.



- Você quer um cafezinho, acabei de passar?
- Que bom, quero sim.
- A propósito, você já trocou a luz do corredor?
- Sim.
- Colocou a cadeirinha no travão da cortina?
- Agora a pouco.
- Não esquece do rejunte da escada ...
- Fiz hoje de manhã.
- Tem também que ajustar as portas do armário embutido...
- Fiz isto ontem, você não reparou?
- Não, não vi. Pregou o botão no paletó branco?
- Ontem a noite, enquanto via CSI.
- E o livro da Isabel Allende, está gostando?
- Terminei hoje à tarde.
- Gostou?
- Adorei.
- Bom, então porque você não dá um cochilo?
- Acabei de levantar do sofá.
- Nesse caso, por favor, lave a louça, que vou pintas as unhas.
- Você vai sair???
- Não, só vou ficar linda para você, meu amor.


domingo, 15 de março de 2020

Quem sabe agora é a hora?



Recentemente assisti o filme O Milagre de Cokeville, baseado em fatos reais, sobre um casal que invadiu uma escola nessa cidade em 16 de maio de 1986.
Eles explodiram uma bomba e foram as únicas vítimas.
 
O que se seguiu depois que transformou a história em algo contagiante:
As crianças sobreviventes comentaram que haviam sido salvas por
uma mulher vestida de branco e, cada criança havia visto no rosto dessa senhora uma antepassada dela.
Outro fator que levou a todos a se emprenharem na investigação
da história, foi o fato das crianças, seus pais, a cidade toda rezarem e pedirem proteção.
 Hoje vi, com alegria, uma postagem de um desses meus amigos de
infância que conheci no Facebook, mostrando que na Itália sobrevoaram uma cidade com um Padre portando o Santíssimo e uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, para abençoar os enfermos e a cidade.

Talvez a chegada do Covid 19 venha com um propósito adicional: nos dar um tempo para nós mesmos.
Uma introspecção.
Quem sabe aos nos vermos forçados a nos recolher, possamos
pensarmos nas nossas boas lembranças, nas nossas orações relaxadas e esquecidas, coisas que nos elevem.
Estou certo que isto vai nos ajudar tanto quanto lavar as mãos e todas essas sugestões de higiene que talvez estivessem fazendo companhia às nossas orações.

Aceitam um cappuccino?

domingo, 26 de janeiro de 2020

Não deixe para viajar depois, nunca



Tem gente que não liga para viagens, mas o sonho da maioria das pessoas é viajar.
Basta ver aquelas reportagens sem imaginação, quando a repórter pergunta na porta da lotérica o que a pessoa vai fazer se ganhar o prêmio acumulado.
Quase todas as respostas vêm com a frase “ajudar a família e viajar bastante”.

Dizia-me um amigo espírita que as pessoas querem viajar para visitar as terras aonde viveram outras encarnações. Se isto for verdade, já reencarnei no mundo todo.

Hoje vejo com tristeza meus limites diminuindo e isto tem pesado muito na minha alegria de viver.
Pedaços do mundo que já puderam ser visitados, hoje são um verdadeiro perigo à existência, seja por intolerância religiosa, seja por fatores climáticos.
Diga a verdade: é possível visitar o Líbano? Tem alguma graça visitar a Austrália depois desse desastre? Como fazer para ver o Exército de Terracota de Xian, com o Corona vírus a um vento de distância?
Dá para se sentir seguro visitando cidades da Europa, como a extremamente pacífica Ostrava, na República Tcheca, sabendo que, do nada, um maluco saiu esfaqueando pessoas.
Será que poderemos visitar Berlim ou Munique sem que algum fundamentalista invada a rua com um caminhão? Ou Barcelona?

Na primeira chance que tive na minha vida, visitei a Igreja da Penha, no Rio de Janeiro.
Apesar de uma antipática equipe da Globo estar lá gravando uma novela, consegui realizar o sonho de subir as escadarias sabendo que a favela ao lado estava “pacificada” e lá embaixo se via um caminhão com policiais exibindo fuzis. Sinceramente, dá para fazer o mesmo programa hoje?

Lembro quando levei minhas filhas para visitar a Disney, na década de 90. Um colega do Banco falou que gostaria de viajar comigo e, na última hora, ele precisou cancelar a viagem pois tinha sido promovido para uma gerência melhor que a que ocupava.  Concordamos em deixar para o ano seguinte. Três dias depois ele teve um enfarte fulminante na sua mesa de trabalho. Soube no dia seguinte e sai imediatamente para comprar o meu pacote.

Deveria ter pautado minha vida nessa experiência. Mas não; muitas coisas deixei para depois. Hoje vejo, com tristeza, que esse depois pode não chegar.
Dinheiro a gente corre atrás, carro se pode trocar em outro ano. Fronteiras, entretanto, podem ser fechadas sem aviso prévio. Fundamentalismo não tem como ser evitado e novos vírus estão aí sendo criados.

Então, três coisas não devem ser deixadas para depois nesta vida: amar, viajar e tomar seu cappuccino.