quinta-feira, 2 de julho de 2015

Liberdade ainda que tarde

Não vou entrar no mérito da maioridade penal. Ponto final.
Vou entrar no mérito da democracia.
O que está acontecendo na nossa Câmara Federal é um grande risco e um fiasco; ou se faz o que o presidente da Câmara quer ou ele vota até aprovar.
De que servem aqueles deputados que foram colocados lá para representar a opinião das diversas parcelas da sociedade?
Estamos vivendo o culto personalista, messiânico, e isto é extremamente grave.
Nenhuma nação se faz construir com um político isolado, mas a vontade política do chefe da nação e os chefes dos seus poderes democráticos são os responsáveis por crescer ou afundar países.
Tenho deixado claro que não gosto da presidente da República, mas achei de péssimo gosto esse escárnio que estão fazendo com a imagem dela, seja a mixagem com Lula, Foster e Cerveró, seja o episódio dos tanques de gasolina. Fizeram algo parecido com a Margaret Thatcher também, e ela respondeu com um governo austero que, por bem ou por mal, colocou a Inglaterra e o Reino Unido nos trilhos de novo, tapando a boca da oposição.
“Ridendo castigat mores” é uma das raras expressões latinas que sempre lembro, pelo seu significado.
Nós castigamos nossos políticos de diversas formas e precisamos aceitar as críticas também: vi gente se irritando com o que aconteceu com a Dilma e postando nas redes sociais CUnha para se referir ao presidente da Câmara. 
Ah bom! Ele não presta.
Não temos mais tempo para frescuras: ou nos tornamos pessoas corretas e respeitadoras das liberdades individuais e exigimos isso na totalidade, ou vamos ter que engolir esses políticos de meia tigela.


Embora esteja cada vez mais caro, aceitam um cappuccino?


sexta-feira, 15 de maio de 2015

Dona Geralda

Vou chama-la de Geralda por pudor.
Ela veio de Caririaçu – próximo a Juazeiro do Norte, no Ceará - para tentar a vida em São Paulo e trabalha como diarista todos os dias, exceto aos domingos. 
Isto porque no sábado trabalha meio expediente fazendo limpeza e depois vai cuidar de uma idosa até meio dia de domingo.
Em suma, só trabalha.
Em função disto foi deixando para visitar a mãe, mesmo quando adoeceu.
Ajudava a comprar os remédios, visto que a família da mãe dependia da pensão dela.
Finalmente quando disseram que a mãe estava nas últimas, ela me pediu ajuda para comprar ma passagem para Juazeiro do Norte.
Fazendo caridade, abri mão dos meus serviços e arrumei um voo por R$650,00, que ela pagará no cartão em 3 vezes.
Ontem cedo Dona Geral foi para Cumbica pegar o voo, mas no caminho encontrou IMBECIS travestidos de PROFESSORES fazendo um paredão e impedindo que a burguesia tomasse seus aviões para PARIS.
São tão imbecis que não sabem que a maioria das pessoas que pegam voo cedo estão a trabalho e os voos internacionais para a Europa saem quase todos próximos à meia-noite.
Esses IMBECIS fizeram a manifestação à revelia, disse o Sindicato.
Dona Geral perdeu seu voo.
Após mostrar seu desespero e contando com a muito boa vontade do supervisor da companhia aérea ela foi encaixada num voo mais tarde, não antes de sacar seu cartão de crédito e pagar uma diferença de R$360,00, quatro dias e meio de ganhos com seu trabalho.
Enquanto os IMBECIS comemoravam seu feito tomando uma breja no bar, dona Geralda aguardou 8 horas no aeroporto, gastou mais meio dia de trabalho para comer alguma coisinha – os preços do aeroporto estão pela hora da morte – e chegou a Juazeiro do Norte duas horas após o falecimento de sua mãe.
Espero que, se algum desses IMBECIS venha a tomar conhecimento desta história, se sinta muito feliz: afinal, uma diarista viajando de avião só mesmo no Brasil de hoje.

A propósito, cerca de 5% dos professores estão em greve. 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Mentiras que aceitamos como verdade, porque não questionamos nada.

Não é segredo que eu acho o Oscar uma chateação; 
é uma festa feita pelo Cinema Americano, para o Cinema Americano, como forma de promover o Cinema Americano.

A gente fica vendo aquela sequência interminável de artistas americanos, recheados, vez por outra, de um estrangeiro que atua nos Estados Unidos.

Então, para pegar trouxas, a Academia coloca duas categorias que sempre tem participação de estrangeiros: Documentários e o Filme em Língua Estrangeira.

Aí uns oito ou dez países ficam esperando – e assistindo – duas horas para ver se ganharam o grande prêmio americano.

Via de regra milhões ficam frustrados, como neste ano em que concorria na categoria documentário um filme sobre Sebastião Salgado – nem mencionado na festa – e que foi solenemente esmagado pela obra americana que transforma em herói aquele rapaz que - quando viu que se daria mal – resolveu entregar todas as sacanagens do Governo Americano. 
Estava na cara.

Ainda assim vários personagens da classe intelectual tupiniquim ficaram até tarde a divulgação do resultado, para poderem se indignar nas redes sociais logo em seguida.
Bem feito.

E onde está a mentira nessa história toda?
Fácil.

A festa começou as 18 horas de Los Angeles, Meia-noite no Brasil, 3 da manhã em Londres, 4 em Madri, 5 na França, Alemanha e Itália, além dos países nórdicos.

No meio da festa sempre tem algum pau mandado dizendo que o programa passa em mais de cem países, com audiência de mais de um bilhão de pessoas. Nem precisa assistir para saber que eles falam isso, pois falam todo ano.

Sinceramente eu duvido que as fábricas da China fiquem paradas para ver essa lengalenga. Idem Índia – que não tinha seus meninos explorados querendo serem milionários – o lado islâmico certamente ignora solenemente a fala do satânica.
A Europa, como já disse, está dormindo.
O Brasil, Argentina e Uruguai certamente pensa no preto da folhinha da segunda-feira.

Então, onde está esse bilhão de pessoas? Afinal, pouco mais de um quarto dos 300 milhões de americanos dão audiência para o programa.

Estariam no Canadá, México ou Japão?
Está bom, conta outra.

Quer saber, vamos saber no dia seguinte quem recebeu os prêmios, pois nossa imprensa é mesmo vassala nessa questão. A troco do que vou dar minha audiência, deixar minha mulher brava comigo por deitar tarde, perder meu sono?



Aceitam um cappuccino?

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Não nos deixemos enganar: foi um crime contra a Humanidade

De repente começam a surgir críticas aos cartunistas franceses e defesa aos assassinos, disfarçadas em análises e nuances que tentam diminuir o peso do que foi feito.
A mensagem clara e vadia que foi mandada com os assassinatos foi uma só: nós temos o poder do terror e a liberdade de vocês nos permite atingi-los a hora que quisermos; então, enquadrem-se.
Qualquer outra análise neste caso é tergiversar e desconstruir o crime.
O Chalie criticava a Igreja Católica, os Protestantes, políticos, prostitutas, tudo, indiscriminadamente.
Vamos deixar bem claro que a função do cartunista é irritar!
Não existe sentido na charge se não for a crítica e, num país onde a liberdade, igualdade e fraternidade é cultivada há mais de três séculos, nada pode escapar às críticas.
É certo que vez ou outra erravam a mão, como a charge que retratava a Ministra da Justiça francesa, uma negra, como uma macaca.
Infelizmente o irracionalismo do racismo acaba aflorando até mesmo em pessoas que julgávamos acima dessa besteira.
É muito interessante que o cinema americano satanizou a Igreja Católica em diversas nuances. Ali estava claro uma briga entre a indústria cinematográfica, judia, e uma Igreja que eles desprezam. Como o país tem sua maioria protestantes, essa crítica sempre foi absorvida e disseminada no mundo todo.
Agora que fazem a mesma coisa com o Islã, a reação é brutal; isto não é permitido. Agora é coisa do Tio Sam contra os oprimidos. Será?
Quem ficou em silêncio esses anos todos, agora ruge.
O silêncio se deu – e dá – com as execuções sumárias e covardes de jornalistas e cristãos, cujas cabeças são separadas do corpo em rituais de supremo ódio.
E na hora que alguns se dizem em nome do profeta e matam covardemente pessoas – como o policial caído no chão e com a mão levantada pedindo clemência (policial de origem árabe, diga-se de passagem) – logo saem diversas representações islâmicas pedindo para não confundir a religião com o terror.
Ora, esse terror está sendo feito por uma facção religiosa, que impõe a sharia em bairros de Londres.
Por que esses religiosos não usam o microfone para pedir para os irmãos entregarem os criminosos à Justiça?
Esse rugido é obsequiosamente esquecido.
Não vamos deixar nos enganar pela mensagem que está sendo mandada até mesmo pelos líderes que condenam – da boca para fora – os assassinatos covardes:
“O atentado ao CHARLIE foi um atentado à liberdade de todos nós. Liberdade de imprensa, religiosa, de ir e vir, de não ter medo”.
Não existe como amenizar esse fato.


Aceitam um cappuccino?

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Uma pena nosso cerimonial

Acho cerimônia de Posse sempre algo muito bonito e sempre torço para que a posse do Presidente do Brasil seja algo que nos orgulhe.
Esta posse, entretanto, me pareceu extremamente mal planejada.
1º) Aquela camionete indo à frente do carro com a presidente e sua filha, coisa mais absurda. Cameraman de terno naquele calor e a camioneteestragando qualquer tomada de maior distância;

2º) Desculpem a expressão, "mas que porra é essa?" esse táxi furando o esquema de segurança; quem planejou isso?











3º) O Hino Nacional foi tocado pela Banda de Fuzileiros Navais. Alguém viu essa banda gloriosa alguma vez na transmissão? Não, preferiram mostrar o Maduro, a Benedita, o plenário e não mostraram a banda, que estava acima do telão, nenhuma vez. Completa falta de sensibilidade e de educação!







4º) Mas a jóia da coroa foram aqueles refletores, colocados aos dois lados da presidente, que DEVERIAM SER TRANSPARENTES, mas que apareceram o tempo todo. Que coisa vexatória! Não fizeram testes de imagem antes?


O mal desse pessoal que nunca teve finesse é não ouvir que tem, quiça por achar gente de classe um ser inferior, alguém que não faz parte do "nóis" e, sim, alguém do "eles".

O Brasil não vai mal só pela corrupção, pela péssima administração; vai mal pelo fato dos eleitos acharem que Governo Popular é não ter educação, postura, sensibilidade. Duvido que o pessoal do Itamarati tenha aprovado essas coisas. Se aprovaram, estamos aparelhados de vez.

Aceitam um cappuccino?



fotos editadas do site da Globo.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Se é para ser policial, que seja na Austrália.

Como é diferente a vida do policial em Sidney, Austrália.
Senão vejamos:
Um sequestrador, logo depois tratado como terrorista, entra numa lanchonete e, de forma covarde e soez, resolve que a vida das pessoas que ali estão, tomando café da manhã, tem menos valor que seu fundamentalismo. 
Faz várias dezenas de reféns e, mesmo depois que muitos escaparem, restaram 17 pessoas inocentes e infelizes e ele.
A polícia, depois de negociar, resolveu que era hora de entrar por julgarem que, se não o fizesse, vários reféns iriam morrer. 
Nessa hora avaliaram: “Vamos ter de 0 a 30% de baixas”.
Está certo que, para quem morre a baixa é 100 por cento, mas para quem sobrreviveu, a chance também passou de 70 para 100%.
Então entraram.
Um refém teve um ataque cardíaco e morreu; outro não teve sorte e morreu também.
O sequestrador, como de praxe, foi morto.
O Chefe de Polícia pede para que se verifique quais armas mataram o refém e o terrorista por uma mera questão burocrática, e colocará o resultado no relatório.
E em vários bares de Sidney a população vai comemorar o êxito da operação.

E se fosse no Brasil.
Jesus Cristo! Se fosse no Brasil é muito provável que uma senhora - que vamos chamar "Maria do Terço" -logo se colocaria do lado do "infeliz sequestrador/terrorista/lutador contra a opressão capitalista judaica" e com seu controle remoto ligaria para o Governador pedindo serenidade para sua polícia.
A polícia certamente iria ser obrigada a negociar por vários dias e, mesmo depois do "infeliz sequestrador/terrorista/lutador contra a opressão capitalista judaica" matar alguém, ainda iria titubear se entrariam em ação ou não.
Mas aí um bravo capitão de nossa Polícia Militar iria mandar essa corja dos Direitos Humanos para o inferno e iria dar a cara para bater.
Resultado: um refém morreria de ataque cardíaco (maktub), outro baleado e o "infeliz sequestrador/terrorista/lutador contra a opressão capitalista judaica" também seria morto.
Ao contrário do que aconteceu na Austrália, toda mídia iria querer saber quem foi que deu a ordem para a invasão que redundou num tremendo fracasso.
Nosso Governador diria que ele não tolera truculência e o Secretário de Segurança iria declarar que as armas foram recolhidas para se investigar se o tiro que matou o refém foi disparado por um policial, pois ele é incapaz de pensar que o "infeliz sequestrador/terrorista/lutador contra a opressão capitalista judaica" disparou no refém pelas costas.
A senhora "Maria do Terço" falaria com a presidente da república pelo seu controle remoto dizendo que a polícia do partido da oposição foi de uma truculência ímpar, mesmo tendo chegada atrasada à lanchonete por ter que ficar numa reunião do partido.
Bem provavelmente os policiais envolvidos na ação vão até sentir vergonha de serem reconhecidos pelos vizinhos que, a boca pequena, os chamarão de “assassinos”.

Em suma, se um dia seu filho ou filha resolverem entrar para a polícia, ofereçam para ele um curso de inglês na Austrália.


Aceitam um cappuccino?

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

SOU UM ASNO, MAS NEM TANTO.


Em 1959 o povo de São Paulo, indignado com a baixa qualidade dos candidatos, votou em peso no Cacareco, nome dado a um rinoceronte que acabara de desembarcar no Zoológico da cidade e que era um sucesso de visitas. Recebeu mais de 100.000 votos, enquanto o partido mais votado somou menos de 95.000 votos.
Em 2.002, alavancado pelo voto dos jovens, Enéas Carvalho – o meu nome é Enéas – recebeu a maior votação que um deputado federal já teve no Estado, mais de um milhão e meio de votos.
Embora eleito com pouco mais de um milhão de votos este ano, o palhaço Tiririca foi eleito em 2.010 com mais de 1,3 milhão e, pasme-se, tornou-se o deputado que mais participou das seções na Câmara, superando em muito todos os demais eleitos que torcem o nariz para ele e o ridicularizam sempre que podem.
De quando em quando, São Paulo comete alguns enganos sérios. Em 1988, face à perspectiva de eleger Maluf ou Leiva (dá para lembrar quem era?), os paulistanos fizeram uma virada espetacular e elegeram a terceira colocada, Luiza Erundina que, na avaliação que fariam depois, foi um verdadeiro desastre e acabou com as pretensões do Suplicy, do seu partido e, para tristeza geral, Maluf foi eleito.
Talvez escolados com os desastres acima, os paulistas não deram chance ao cantor de hinos Francisco Rossi e elegeram de uma vez Mario Covas em 1994, mesmo ano que o pais escolheu Fernando Henrique com 55% dos votos, deixou Lula com 27% e olha o Enéas aí, com debochados 7,5% dos votos dos brasileiros.
Isto é São Paulo, isto é o Brasil onde as pessoas são obrigadas a ir até a seção eleitoral. Lá não são obrigadas a votar e, sim, exercem o direito de anular seus votos, ficar indiferentes.


Eu tenho certeza que se pudessem escrever o nome dos seus candidatos, possivelmente o mais votado no Brasil este ano seria o Bastian Schweinsteiger, que comandou a Alemanha no maior vexame da Seleção Brasileira em todos os tempos.

De certa forma houve um protesto de um milhão e seiscentos mil brasileiros que votaram naquela moça de voz esquisita.

 


Eu fui chamado de asno por não votar num candidato específico, mas não ligo. Nem todo mundo sabe respeitar a democracia.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Depois de muito titubear, vou tirar do forno esta crônica.
Resolvi publicá-la depois do último Grande Prêmio de 21 de abril de 2013, ou seja, vejam há quanto tempo quero contar esta história, escrita depois da corrida do Milhão de 2012, na Stock Car Brasil.


"Não precisa acreditar no que vou contar.
Mas vou.
Há muitos anos que convivi, de uma forma turbulenta, com aquilo que meu amigo Francisco chama de mediunidade.
Convivo, mas não sei lidar com isso.
Tento não dar bola e procuro deixar para lá toda cutucada que esse assunto e suas situações me provocar.

Por anos a fio tive um sonho recorrente: nele um senhor idoso me pedia, insistentemente, que conversasse com a Silvana, mulher do Rubinho, para convencê-lo a usar alguma coisa amarela no seu capacete, pois isso alteraria para melhor sua carreira. 
Isto começou mais ou menos em 1.998.
Não existia uma freqüência específica nesse sonho; podia sonhá-lo duas noites seguidas ou passar uma temporada sem sonhá-lo.
O problema desse sonho - muito estranho, não – era a insistência com a qual o senhor passava a noite inteira me falando. Era uma noite de sono perdida. Acordava exausto.

Nunca tive uma real oportunidade de me aproximar da Silvana até aquele dia 25 de maio de 2012.
Fomos para o autódromo de Indianápolis, Elisa, eu e meus compadres Ana e Roberto. 
Deu tudo errado naquele dia; pegamos um trânsito monumental, quando fomos entrar no estacionamento nos remeteram a uma central que ficava mais adiante, uns duzentos metros, vencidos em qualquer coisa como 15 minutos.
Nossos ingressos, que havíamos comprado no final de janeiro, teriam sido remetidos ao Brasil e sem eles não poderíamos entrar no autódromo. Para consertar isso - os ingressos só foram entregues em agosto - perdemos um bom tempo.
O dia seguiu e nossa programação atrasou. 
Chegamos ao HALL of FAME dentro do autódromo no final da tarde, a tempo de pegar a homenagem que foi feita ao Giafone.
De repente apareceu o Rubinho. 
Ele vinha conversando com uma pessoa e eu só olhei para ele, respeitando sua privacidade.
Pouco depois eu vejo uma moça falando inglês com alguém de nome Silvana.
Estavam bem atrás de mim.
Foi minha oportunidade.
Em poucas palavras comentei o que disse acima sobre os meus sonhos.
Ela sorriu, descrente.
Paciência, deve haver um monte de malucos, como eu, falando um monte de tolices para ela e minha narrativa deve ter sido mais uma.

Interessante foi o meu sonho naquela noite: o velhinho me agradeceu, disse que “tanto ele como eu havíamos cumprido a nossa missão”.
Confesso que foi demais para mim, mas tive uma boa noite de sono.
No dia seguinte, com cuidado, comentei isso tudo com minha mulher e meus compadres que me acompanhavam na viagem. Acho que a reação foi a mesma da Silvana, descontado o fato de todos saberem que eu efetivamente não sou nada normal.

Algum tempo depois comentei com mais duas pessoas da minha família e não toquei mais no assunto.
Hoje, depois da corrida do milhão, me senti meio besta.
Fiquei pensando, e ainda penso, se não teria sido melhor ter comentado isso tudo diretamente para o Rubinho e, mais ainda, se teria sido bom para ele, o que confesso, até eu duvido.
Seja lá como for, essa foi uma passagem bastante excêntrica da minha vida."

Está escrito.

Aceitam um cappuccino?



terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Como preparar a mala para viagem longa ou excursão.


Minha sugestão começa por uma experiência pessoal:
Peguei sacos plásticos que envolviam travesseiros,  mais resistentes e separei para o uso.
Depois foi só separar as roupas por tipos: camisas, polos, camisetas, calças e bermudas e fazer pequenos grupos.
Esta roupas, maiores, serão colocadas nos envelopes plásticos, em montinhos, lado a lado.
Lembre de colocar as roupas com cuidado nos sacos/envelopes, para que as pontas e mesmo o miolo não fique amassado ou com vincos.
Com cuidado, dobre para que tudo fique bem compacto e não se mova durante a viagem.

Para roupas íntimas, meias, roupas de banho, use envelopes menores, pois serão muito úteis para preencher os espaços restantes na mala.
Se você levar joias, coloque em uma caixa mais resistente envolva nessas roupas ou use um envelope que não seja transparente. Não sei se ajuda em alguma coisa em caso de furto, mas pelo menos dê trabalho para que seja encontrado. E não se esqueça aonde guardou, senão o trabalho será seu.

A separação também poderá ser feita por previsão de uso, com conjuntos camisa, calça, roupas íntimas a ser usadas a cada dia de uma excursão; e não esqueça de se informar de lugares que são frios do lado de fora e quentes nos interiores.


Nos hotéis ficará mais fácil você escolher qual envelope fica no armário, qual fica na mala.
Se você quiser um vestido ou uma camisa específica, já sabe que não estará no envelope de camisetas.
Também é muito interessante levar envelopes plásticos extras para colocar as roupas usadas, as que serão mandadas para lavanderias de hotéis, etc.
Diga-se de passagem, se você vai ficar mais que dois ou três dias em uma cidade, considere mandar sua roupa para a lavanderia do hotel ou usar uma lavanderia expressa próxima. Sobrará espaço na mala para comprinhas.

Use um envelope de emergência, com uma ou duas mudas de roupa, para colocar em uma mala que não seja a que carrega a maioria delas.
Será fundamental caso você esteja em Lisboa e a companhia aérea tenha mandado suas roupas para Londres.
Aliás, tenha também um muda de roupa na sua bagagem de mão. Vai lá que suas duas malas extraviem.
Estas regrinhas valem também para quem viaja junto com alguém.
Pegue seu envelope de emergência e coloque na mala do parceiro ou parceira. E vice-versa.

Quanto à roupa usada, é bom lembrar três coisas:
Estão suadas e/ou malcheirosas.
E, socadas num envelope, ocupam mais espaço do que deveriam.
Tenha paciência: dobre e coloque a roupa usada no plastico como se estivesse limpa. Sobrará lugar para as comprinhas também.

Se sua mala for razoavelmente vazia, fixe bem os envelopes com as presilhas das malas, ou nada disso será útil.

Bom, siga os passos com as fotos e veja as instruções nas legendas, e boa viagem.


Aceita um cappuccino?


 
Sacos de travesseiros

   
Separar por tipos de roupa: camisas, polos, camisetas, calças, bermudas. 

 
Coloque os grupos dentro dos sacos com cuidado para não amassar.
 
Com cuidado, lado a lado.

  
dobrar com cuidado,
para evitar que as pontas se movam



Voilá!
   
O mesmo se faz com calças e bermudas.
As calças terão que ser dobradas.
Há uma tendência de centro ficar mais alto.
Não se preocupe. 
    
É recomendável que se coloque as calças por baixo. São menos usadas.



Prenda nas presilhas da mala
e use envelopes com roupas íntimas
e meias para ocupar os espaços restantes.

Uma cartolina, dessas que embrulha camisas, pode ser usada para evitar que as roupas fiquem marcadas.

Um envelope com vestidos e roupas mais fáceis de amassar pode ser colocado naquele espaço que tem na tampa da mala. Use a presilha da mala e também pedaços de cartolina, para que fiquem bem firmes. Nenhum carregador terá dó de sua mala.
 
Sapatos e tenis, obviamente, são
colocados em um envelope à parte.
 
Pegue um cooler que feche bem
para colocar champús, desodorantes, cremes.
Dentro dele coloque uma
pequena necessaire com remédios.
Será bastante útil quando você quiser
encontrar um comprimido.



quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O engano da esquerda.

Sartre dizia que a direita é prática e a esquerda romântica.
Uma forma sutil de dizer que a esquerda é burra e se perde em detalhes como, por exemplo, a já famosa "marcha dos 20", um malogrado ato de repúdio ao ex-presidente Lula acontecido na Avenida Paulista no domingo passado.
Sem entrar no mérito moral dos nossos governantes atuais, passados e futuros, vou direto ao ponto do que quero tratar: assim como eu, a maioria das pessoas que conheço só ficou sabendo dessa manifestação - mal organizada - através de gente da esquerda.
Os blogs e pseudo-blogs de esquerda, espertos, achando que estavam ridicularizando os 20 bobões, publicaram mais a notícia que os jornais declaradamente de direita.

Ao invés de serem práticos e sepultar de uma vez essa droga, ficam se divertindo e caindo em seguidos enganos como, por exemplo, querem atar a "marcha dos  20" ao "cansei", outra iniciativa malograda, pois, além de desordenada, desta vez - principalmente - vários empresários ficaram com medo de sofrerem represálias dos apeados ao poder.
Desculpem minha sinceridade: não vi nenhuma madame desfilando entre os 20. Aliás, todos estavam mesmo mal vestidos.
Lamentavelmente ainda, associaram a Avenida Paulista ao poder financeiro, como se os corintianos não tivessem comemorado seus títulos passeando por ali, só para citar um exemplo de massa.
Então, como diria Xenofontes Azambuja, "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa".
Enterrem esse assunto e não fiquem dando idéia para a direita se organizar de vez por que, se quiserem eles fazem e invariavelmente o resultado é repressão.

O martelar inconstante desse turma vem de uma realidade no Brasil:
A imprensa é manipulada no Brasil.
Como diria aquela mocinha: "alôoou", a imprensa é manipulada nos Estados Unidos, na Austrália, na Itália, no mundo todo.
A diferença, "gente", é que no Brasil só quem lê jornal é intelectual. A quase totalidade da população, uns 95%, dá outros usos para jornais e revistas e, para esse uso, não devemos nos preocupar.
Esqueçam essa imprensa e não lhes dê repercussão que eles vão se afogar em suas próprias palavras.
Afinal, só no Brasil - e na Argentina - se publica com frequência que aquele anão argentino foi melhor que o Pelé. Você pode levar essa gente à serio? Vá dormir!

Temos dois mensalões recentes que abalaram nossas estruturas:
um de esquerda e outro de extrema esquerda.
Ambas malham ou elogiam alguns ministros do Supremo, particularmente um negro, ora herói, ora traidor.
A extrema esquerda diz ele julga um e não julga outro, como se a falta de julgamento do mensalão de Minas justificasse as mazelas do mensalão de Brasília.
Temos que nos juntar na Praça dos Três Poderes, diariamente, protestando e pedindo cadeia para todos, sem exceção. Afinal, somos honestos e decentes, não somos?
O resultado prático dessa briga boba foi a quase eleição de um bonequinho, filhote do maior corrupto da politica brasileira dos últimos 50 anos, como prefeito de São Paulo.
Abram seus olhos e não se deixem manipular pela direita. E pela esquerda também.