sexta-feira, 14 de agosto de 2015

COVARDIA DA CASSI


PUBLICADO NA MINHA PÁGINA DO FACEBOOK.
Prezados amigos do FACEBOOK não originários do Banco do Brasil, onde trabalhei por 33 anos, sete meses e 2 dias, desculpem o desabafo, mas acho importante que vocês tenham uma pincelada da COVARDIA que está sendo usada pela Direção do Banco do Brasil.
Em todas as Eleições para presidente, desde 1998, o PT sempre lembra aos funcionários que o Governo FHC não deu aumento aos funcionários, implantam um terror sobre privatização do Banco, etc.
O Banco do Brasil foi - sem dúvida - o segundo grande celeiro do PT.
Sempre teve apoio de grande parte dos trabalhadores - entre eles, eu - nas eleições passadas.
Agora a Diretoria - que o PT alega ser do PMDB, mas foi nomeada pela Dilma, que simplesmente arrepiar o contrato de trabalho e SE LIVRAR DOS APOSENTADOS, tentando extinguir qualquer participação na CASSI, a mesma Caixa de Assistência que o Banco sempre usou como atrativo para os jovens virem trabalhar nas suas fileiras.
Tudo isso para que os dirigentes - que já recebem uma nota federal - possam ter futuramente maiores bônus.
Se fosse o governo FHC não seria surpresa esse pensamento, mas nesses 13 anos de Governo PT os aposentados são tratados, cada vez mais, como um peso e um lixo.
E sempre que protestamos recebemos um selo de peessedebistas, como se isto pudesse esconder a COVARDIA desses dirigentes empossados por Sua Excelência a PresidentE.
Nossas batidas nas panelas também envolvem essa situação.

Aceitam um cappuccino? Por enquanto ainda da para pagar.

domingo, 9 de agosto de 2015

Nossa esquerda é uma lástima.

Panelaço não tem a ver com barriga vazia, não se deixe enganar.
Em 1971 o governo de Salvador Allende estava longe de ser uma unanimidade no país e, apesar do quase controle de preços, a inflação disparava.
Allende recebeu Fidel Castro, que permaneceu 25 dias no pais. O Governo vivia o sonho vermelho.
A mesma polícia que depois caçou comunistas, caçava oposicionistas ao governo.
A popularidade de Allende despencava dia a dia.
CONHECE ESSE QUADRO?

O Governo cantava vitórias, dizendo que os mais pobres estavam sendo lembrados e os mais ricos ficaram enraivecidos com esse progresso.
Para o Governo o Chile era um modelo de pais.
CONHECE ESSE QUADRO, II, alguma coisa como APESAR DA CRISE?

Muito bem, como o governo não autorizava protestos em nenhuma cidade, dispersando qualquer agrupamento de pessoas com gás lacrimogênio e muita pancadaria, em 1º de dezembro de 1971 as mulheres dos partidos de oposição encontraram uma clara maneira de mostrar seu desgosto e SUA OPOSIÇÃO AO GOVERNO:
Assim surgiu o primeiro PANELAÇO DA HISTÓRIA.
Bravas mulheres chilenas.

As uruguaias protestavam assim contra a Ditadura Militar do seu país nos anos 70.
Até Chávez tentou dar um golpe de estado na Venezuela em 1990, aproveitando um panelaço na noite anterior. “Quié quié isso, companheiro Chávez Vive?

Panelaços ocorrem na Europa estudada.
Vivi um em Paris. Desculpe, sou da odiosa classe média, mas nem por isso estava de acordo com aquele panelaço ou achei bonitinho. Achei que era um simples protesto.

Em nenhum país do mundo o panelaço foi adotado como forma de protesto como na nossa querida Argentina.
Não há nada que o governo de lá mais tenha medo.
Entendeu porque o pessoal aqui quer desviar a atenção?

No Brasil ninguém reclama pela falta de comida; RECLAMAMOS PELO EXCESSO DE BANDALHEIRA.


Aceitam um cappuccino?

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

FORA O FASCISMO

Não há nada mais FASCISTA que a manipulação da informação, principalmente aquela que tece loas ao regime político que, ao mandar seus agentes agirem assim, tem forte tendência ao fascismo.

Vejam por exemplo a manipulação da informação que houve um aumento das vendas de passagens aéreas.
Manipulação sim, pois quando o dólar e euro começaram nessa disparada, várias pessoas que tinham programações de férias, viagens a trabalho e negócios, anteciparam suas compras na tentativa de diminuir seus prejuízos.
Então houve algum aumento de venda no primeiro trimestre.

Como age o pilantra que que manipular a informação: procura um sítio ou agência de viagens que tenha tido algum aumento de venda e manipula a MANCHETE: PASSAGENS AÉREAS TEM AUMENTO DE VENDAS. Aí é só colocar a frase Apesar da crise ao lado e o serviço está completo.
Naturalmente será escondido o fato que foi EM DETERMINADA AGÊNCIA e num certo período o aumento de vendas. Não se falará nada da queda no instante seguinte; isto não interessa.

Não há bem que sempre dure e nem mal que não se acabe, dizia minha mãe.
Não há mentira que sobreviva a internet nos dias de hoje.

No mesmo instante que “se vende” mais passagens, Companhias Aéreas estão cancelando ROTAS (não vôos) no Brasil. Isto é muito mais sério. É retirar produto da prateleira. E não são somente vôos internacionais como Guarulhos-Milão ou outros onze que saíam do Rio de Janeiro. São Rotas como São Paulo – Ribeirão Preto, a Califórnia Paulista.

Algumas companhias, por pudor comercial, cancelam vôos com poucos passageiros. Provavelmente você já ouviu de alguém que “estava dentro do avião” quando foi comunicado que a nave apresentava uma falha técnica.  Então os passageiros foram realocados em outros vôos.

Por fim, vamos pensar em dois detalhes:
1º) Por que você não vê tamanha propagação nas redes sociais do aumento de venda de dólares e Euros no primeiro trimestre?
2º) que pobre pode comprar uma passagem aérea na última hora, com preços como R$2.200,00 para vir de Porto Alegre ou Florianópolis para São Paulo? Ou R$3.000,00 para ir até Juazeiro do Norte?



Apesar da crise, aceitam um cappuccino?

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Liberdade ainda que tarde

Não vou entrar no mérito da maioridade penal. Ponto final.
Vou entrar no mérito da democracia.
O que está acontecendo na nossa Câmara Federal é um grande risco e um fiasco; ou se faz o que o presidente da Câmara quer ou ele vota até aprovar.
De que servem aqueles deputados que foram colocados lá para representar a opinião das diversas parcelas da sociedade?
Estamos vivendo o culto personalista, messiânico, e isto é extremamente grave.
Nenhuma nação se faz construir com um político isolado, mas a vontade política do chefe da nação e os chefes dos seus poderes democráticos são os responsáveis por crescer ou afundar países.
Tenho deixado claro que não gosto da presidente da República, mas achei de péssimo gosto esse escárnio que estão fazendo com a imagem dela, seja a mixagem com Lula, Foster e Cerveró, seja o episódio dos tanques de gasolina. Fizeram algo parecido com a Margaret Thatcher também, e ela respondeu com um governo austero que, por bem ou por mal, colocou a Inglaterra e o Reino Unido nos trilhos de novo, tapando a boca da oposição.
“Ridendo castigat mores” é uma das raras expressões latinas que sempre lembro, pelo seu significado.
Nós castigamos nossos políticos de diversas formas e precisamos aceitar as críticas também: vi gente se irritando com o que aconteceu com a Dilma e postando nas redes sociais CUnha para se referir ao presidente da Câmara. 
Ah bom! Ele não presta.
Não temos mais tempo para frescuras: ou nos tornamos pessoas corretas e respeitadoras das liberdades individuais e exigimos isso na totalidade, ou vamos ter que engolir esses políticos de meia tigela.


Embora esteja cada vez mais caro, aceitam um cappuccino?


sexta-feira, 15 de maio de 2015

Dona Geralda

Vou chama-la de Geralda por pudor.
Ela veio de Caririaçu – próximo a Juazeiro do Norte, no Ceará - para tentar a vida em São Paulo e trabalha como diarista todos os dias, exceto aos domingos. 
Isto porque no sábado trabalha meio expediente fazendo limpeza e depois vai cuidar de uma idosa até meio dia de domingo.
Em suma, só trabalha.
Em função disto foi deixando para visitar a mãe, mesmo quando adoeceu.
Ajudava a comprar os remédios, visto que a família da mãe dependia da pensão dela.
Finalmente quando disseram que a mãe estava nas últimas, ela me pediu ajuda para comprar ma passagem para Juazeiro do Norte.
Fazendo caridade, abri mão dos meus serviços e arrumei um voo por R$650,00, que ela pagará no cartão em 3 vezes.
Ontem cedo Dona Geral foi para Cumbica pegar o voo, mas no caminho encontrou IMBECIS travestidos de PROFESSORES fazendo um paredão e impedindo que a burguesia tomasse seus aviões para PARIS.
São tão imbecis que não sabem que a maioria das pessoas que pegam voo cedo estão a trabalho e os voos internacionais para a Europa saem quase todos próximos à meia-noite.
Esses IMBECIS fizeram a manifestação à revelia, disse o Sindicato.
Dona Geral perdeu seu voo.
Após mostrar seu desespero e contando com a muito boa vontade do supervisor da companhia aérea ela foi encaixada num voo mais tarde, não antes de sacar seu cartão de crédito e pagar uma diferença de R$360,00, quatro dias e meio de ganhos com seu trabalho.
Enquanto os IMBECIS comemoravam seu feito tomando uma breja no bar, dona Geralda aguardou 8 horas no aeroporto, gastou mais meio dia de trabalho para comer alguma coisinha – os preços do aeroporto estão pela hora da morte – e chegou a Juazeiro do Norte duas horas após o falecimento de sua mãe.
Espero que, se algum desses IMBECIS venha a tomar conhecimento desta história, se sinta muito feliz: afinal, uma diarista viajando de avião só mesmo no Brasil de hoje.

A propósito, cerca de 5% dos professores estão em greve. 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Mentiras que aceitamos como verdade, porque não questionamos nada.

Não é segredo que eu acho o Oscar uma chateação; 
é uma festa feita pelo Cinema Americano, para o Cinema Americano, como forma de promover o Cinema Americano.

A gente fica vendo aquela sequência interminável de artistas americanos, recheados, vez por outra, de um estrangeiro que atua nos Estados Unidos.

Então, para pegar trouxas, a Academia coloca duas categorias que sempre tem participação de estrangeiros: Documentários e o Filme em Língua Estrangeira.

Aí uns oito ou dez países ficam esperando – e assistindo – duas horas para ver se ganharam o grande prêmio americano.

Via de regra milhões ficam frustrados, como neste ano em que concorria na categoria documentário um filme sobre Sebastião Salgado – nem mencionado na festa – e que foi solenemente esmagado pela obra americana que transforma em herói aquele rapaz que - quando viu que se daria mal – resolveu entregar todas as sacanagens do Governo Americano. 
Estava na cara.

Ainda assim vários personagens da classe intelectual tupiniquim ficaram até tarde a divulgação do resultado, para poderem se indignar nas redes sociais logo em seguida.
Bem feito.

E onde está a mentira nessa história toda?
Fácil.

A festa começou as 18 horas de Los Angeles, Meia-noite no Brasil, 3 da manhã em Londres, 4 em Madri, 5 na França, Alemanha e Itália, além dos países nórdicos.

No meio da festa sempre tem algum pau mandado dizendo que o programa passa em mais de cem países, com audiência de mais de um bilhão de pessoas. Nem precisa assistir para saber que eles falam isso, pois falam todo ano.

Sinceramente eu duvido que as fábricas da China fiquem paradas para ver essa lengalenga. Idem Índia – que não tinha seus meninos explorados querendo serem milionários – o lado islâmico certamente ignora solenemente a fala do satânica.
A Europa, como já disse, está dormindo.
O Brasil, Argentina e Uruguai certamente pensa no preto da folhinha da segunda-feira.

Então, onde está esse bilhão de pessoas? Afinal, pouco mais de um quarto dos 300 milhões de americanos dão audiência para o programa.

Estariam no Canadá, México ou Japão?
Está bom, conta outra.

Quer saber, vamos saber no dia seguinte quem recebeu os prêmios, pois nossa imprensa é mesmo vassala nessa questão. A troco do que vou dar minha audiência, deixar minha mulher brava comigo por deitar tarde, perder meu sono?



Aceitam um cappuccino?

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Não nos deixemos enganar: foi um crime contra a Humanidade

De repente começam a surgir críticas aos cartunistas franceses e defesa aos assassinos, disfarçadas em análises e nuances que tentam diminuir o peso do que foi feito.
A mensagem clara e vadia que foi mandada com os assassinatos foi uma só: nós temos o poder do terror e a liberdade de vocês nos permite atingi-los a hora que quisermos; então, enquadrem-se.
Qualquer outra análise neste caso é tergiversar e desconstruir o crime.
O Chalie criticava a Igreja Católica, os Protestantes, políticos, prostitutas, tudo, indiscriminadamente.
Vamos deixar bem claro que a função do cartunista é irritar!
Não existe sentido na charge se não for a crítica e, num país onde a liberdade, igualdade e fraternidade é cultivada há mais de três séculos, nada pode escapar às críticas.
É certo que vez ou outra erravam a mão, como a charge que retratava a Ministra da Justiça francesa, uma negra, como uma macaca.
Infelizmente o irracionalismo do racismo acaba aflorando até mesmo em pessoas que julgávamos acima dessa besteira.
É muito interessante que o cinema americano satanizou a Igreja Católica em diversas nuances. Ali estava claro uma briga entre a indústria cinematográfica, judia, e uma Igreja que eles desprezam. Como o país tem sua maioria protestantes, essa crítica sempre foi absorvida e disseminada no mundo todo.
Agora que fazem a mesma coisa com o Islã, a reação é brutal; isto não é permitido. Agora é coisa do Tio Sam contra os oprimidos. Será?
Quem ficou em silêncio esses anos todos, agora ruge.
O silêncio se deu – e dá – com as execuções sumárias e covardes de jornalistas e cristãos, cujas cabeças são separadas do corpo em rituais de supremo ódio.
E na hora que alguns se dizem em nome do profeta e matam covardemente pessoas – como o policial caído no chão e com a mão levantada pedindo clemência (policial de origem árabe, diga-se de passagem) – logo saem diversas representações islâmicas pedindo para não confundir a religião com o terror.
Ora, esse terror está sendo feito por uma facção religiosa, que impõe a sharia em bairros de Londres.
Por que esses religiosos não usam o microfone para pedir para os irmãos entregarem os criminosos à Justiça?
Esse rugido é obsequiosamente esquecido.
Não vamos deixar nos enganar pela mensagem que está sendo mandada até mesmo pelos líderes que condenam – da boca para fora – os assassinatos covardes:
“O atentado ao CHARLIE foi um atentado à liberdade de todos nós. Liberdade de imprensa, religiosa, de ir e vir, de não ter medo”.
Não existe como amenizar esse fato.


Aceitam um cappuccino?

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Uma pena nosso cerimonial

Acho cerimônia de Posse sempre algo muito bonito e sempre torço para que a posse do Presidente do Brasil seja algo que nos orgulhe.
Esta posse, entretanto, me pareceu extremamente mal planejada.
1º) Aquela camionete indo à frente do carro com a presidente e sua filha, coisa mais absurda. Cameraman de terno naquele calor e a camioneteestragando qualquer tomada de maior distância;

2º) Desculpem a expressão, "mas que porra é essa?" esse táxi furando o esquema de segurança; quem planejou isso?











3º) O Hino Nacional foi tocado pela Banda de Fuzileiros Navais. Alguém viu essa banda gloriosa alguma vez na transmissão? Não, preferiram mostrar o Maduro, a Benedita, o plenário e não mostraram a banda, que estava acima do telão, nenhuma vez. Completa falta de sensibilidade e de educação!







4º) Mas a jóia da coroa foram aqueles refletores, colocados aos dois lados da presidente, que DEVERIAM SER TRANSPARENTES, mas que apareceram o tempo todo. Que coisa vexatória! Não fizeram testes de imagem antes?


O mal desse pessoal que nunca teve finesse é não ouvir que tem, quiça por achar gente de classe um ser inferior, alguém que não faz parte do "nóis" e, sim, alguém do "eles".

O Brasil não vai mal só pela corrupção, pela péssima administração; vai mal pelo fato dos eleitos acharem que Governo Popular é não ter educação, postura, sensibilidade. Duvido que o pessoal do Itamarati tenha aprovado essas coisas. Se aprovaram, estamos aparelhados de vez.

Aceitam um cappuccino?



fotos editadas do site da Globo.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Se é para ser policial, que seja na Austrália.

Como é diferente a vida do policial em Sidney, Austrália.
Senão vejamos:
Um sequestrador, logo depois tratado como terrorista, entra numa lanchonete e, de forma covarde e soez, resolve que a vida das pessoas que ali estão, tomando café da manhã, tem menos valor que seu fundamentalismo. 
Faz várias dezenas de reféns e, mesmo depois que muitos escaparem, restaram 17 pessoas inocentes e infelizes e ele.
A polícia, depois de negociar, resolveu que era hora de entrar por julgarem que, se não o fizesse, vários reféns iriam morrer. 
Nessa hora avaliaram: “Vamos ter de 0 a 30% de baixas”.
Está certo que, para quem morre a baixa é 100 por cento, mas para quem sobrreviveu, a chance também passou de 70 para 100%.
Então entraram.
Um refém teve um ataque cardíaco e morreu; outro não teve sorte e morreu também.
O sequestrador, como de praxe, foi morto.
O Chefe de Polícia pede para que se verifique quais armas mataram o refém e o terrorista por uma mera questão burocrática, e colocará o resultado no relatório.
E em vários bares de Sidney a população vai comemorar o êxito da operação.

E se fosse no Brasil.
Jesus Cristo! Se fosse no Brasil é muito provável que uma senhora - que vamos chamar "Maria do Terço" -logo se colocaria do lado do "infeliz sequestrador/terrorista/lutador contra a opressão capitalista judaica" e com seu controle remoto ligaria para o Governador pedindo serenidade para sua polícia.
A polícia certamente iria ser obrigada a negociar por vários dias e, mesmo depois do "infeliz sequestrador/terrorista/lutador contra a opressão capitalista judaica" matar alguém, ainda iria titubear se entrariam em ação ou não.
Mas aí um bravo capitão de nossa Polícia Militar iria mandar essa corja dos Direitos Humanos para o inferno e iria dar a cara para bater.
Resultado: um refém morreria de ataque cardíaco (maktub), outro baleado e o "infeliz sequestrador/terrorista/lutador contra a opressão capitalista judaica" também seria morto.
Ao contrário do que aconteceu na Austrália, toda mídia iria querer saber quem foi que deu a ordem para a invasão que redundou num tremendo fracasso.
Nosso Governador diria que ele não tolera truculência e o Secretário de Segurança iria declarar que as armas foram recolhidas para se investigar se o tiro que matou o refém foi disparado por um policial, pois ele é incapaz de pensar que o "infeliz sequestrador/terrorista/lutador contra a opressão capitalista judaica" disparou no refém pelas costas.
A senhora "Maria do Terço" falaria com a presidente da república pelo seu controle remoto dizendo que a polícia do partido da oposição foi de uma truculência ímpar, mesmo tendo chegada atrasada à lanchonete por ter que ficar numa reunião do partido.
Bem provavelmente os policiais envolvidos na ação vão até sentir vergonha de serem reconhecidos pelos vizinhos que, a boca pequena, os chamarão de “assassinos”.

Em suma, se um dia seu filho ou filha resolverem entrar para a polícia, ofereçam para ele um curso de inglês na Austrália.


Aceitam um cappuccino?

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

SOU UM ASNO, MAS NEM TANTO.


Em 1959 o povo de São Paulo, indignado com a baixa qualidade dos candidatos, votou em peso no Cacareco, nome dado a um rinoceronte que acabara de desembarcar no Zoológico da cidade e que era um sucesso de visitas. Recebeu mais de 100.000 votos, enquanto o partido mais votado somou menos de 95.000 votos.
Em 2.002, alavancado pelo voto dos jovens, Enéas Carvalho – o meu nome é Enéas – recebeu a maior votação que um deputado federal já teve no Estado, mais de um milhão e meio de votos.
Embora eleito com pouco mais de um milhão de votos este ano, o palhaço Tiririca foi eleito em 2.010 com mais de 1,3 milhão e, pasme-se, tornou-se o deputado que mais participou das seções na Câmara, superando em muito todos os demais eleitos que torcem o nariz para ele e o ridicularizam sempre que podem.
De quando em quando, São Paulo comete alguns enganos sérios. Em 1988, face à perspectiva de eleger Maluf ou Leiva (dá para lembrar quem era?), os paulistanos fizeram uma virada espetacular e elegeram a terceira colocada, Luiza Erundina que, na avaliação que fariam depois, foi um verdadeiro desastre e acabou com as pretensões do Suplicy, do seu partido e, para tristeza geral, Maluf foi eleito.
Talvez escolados com os desastres acima, os paulistas não deram chance ao cantor de hinos Francisco Rossi e elegeram de uma vez Mario Covas em 1994, mesmo ano que o pais escolheu Fernando Henrique com 55% dos votos, deixou Lula com 27% e olha o Enéas aí, com debochados 7,5% dos votos dos brasileiros.
Isto é São Paulo, isto é o Brasil onde as pessoas são obrigadas a ir até a seção eleitoral. Lá não são obrigadas a votar e, sim, exercem o direito de anular seus votos, ficar indiferentes.


Eu tenho certeza que se pudessem escrever o nome dos seus candidatos, possivelmente o mais votado no Brasil este ano seria o Bastian Schweinsteiger, que comandou a Alemanha no maior vexame da Seleção Brasileira em todos os tempos.

De certa forma houve um protesto de um milhão e seiscentos mil brasileiros que votaram naquela moça de voz esquisita.

 


Eu fui chamado de asno por não votar num candidato específico, mas não ligo. Nem todo mundo sabe respeitar a democracia.