sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

A Ignorância nossa de cada dia e o índice de maldade do Brasileiro.

No ano passado faltavam vacinas para a febre amarela em Minhas Gerais, mas um espertinho arrumou um jeito de tomar a vacina três vezes, para ter certeza que ficaria imune. Resultado, morreu, pois a vacina de febre amarela é um vírus vivo atenuado.

Da mesma forma, essa vacina não é indicada para bebês e idosos, pois a capacidade de reação ao vírus para essas pessoas é menor.
Como vejo telejornais o dia todo, veio a cabeça a ignorância de três casos, o que me faz preocupar muito com  resultado das mossas eleições. O brasileiro é extremamente egoísta.

O primeiro caso foi um habitante de São Paulo, fora da chamada área de risco, que levou sua mãe até Mairiporã, cidade vizinha onde o risco de contrair a doença é enorme.
Assim como esse espertinho, milhares de outros espertinhos tiveram a mesma idéia, e acabou a vacina em Mairiporã, prejudicando seus habitantes que estão, efetivamente, em risco.
Aí, quando a repórter – tolinha – se aproximou dele, ele se queixou que sua mãe de 94 anos aguardava no carro.
A semana toda reportagens mostraram que é perigoso o idoso tomar a vacina, mas não adiantou:
“Se a farinha é pouca, meu pirão primeiro”.

Uma outra espertinha que também foi a Mairiporã, com um bebê no colo, ao ser barrada e informada que só moradores da cidade seriam imunizados, alegou que a vacina não era municipal e sim nacional.
Errado senhora egoísta; a vacina se destina à população daquela cidade que está em risco e a senhora só ficou em risco ao ir à Mairiporã.

A última maldade do dia veio num jornal da tarde. Após noticiar que um idoso de 76 anos – aquele que não deveria receber a vacina – morreu por ter contraído a febre após de vacinar, a âncora questionou “ se o idoso havia sido informado do risco? ”. A família, correndo, disse que não.
Mais idiota impossível. Estão quebrando portões, invadindo UPAs, e o funcionário vai ter como discutir o risco e – provavelmente – apanhar dos parentes?
Se tivesse sido alertada, iria adiantar ou e idoso iria exigir sua vacinação?
Será que essa âncora desconhece a ignorância e maldade do povo brasileiro, que é notícia no jornal dela o tempo todo?

Por isso que nos damos mal nas eleições: sempre votamos num Messias e esperamos que essa pessoa conserte o pais, pois nós brasileiros não fazemos a nossa parte.

domingo, 7 de janeiro de 2018

DEIXA DE SER BESTA: MULATA NÃO VEM DE MULA!

É certo que nós temos várias expressões na Língua Portuguesa que tem conotação racista, mas não são todas essas que se pede para varrer para fora de nossa linguagem.
Por exemplo: judiar, efetivamente, vem de machucar o judeu, ato que se fazia para transformá-lo em cristão. Com o tempo a palavra perdeu essa conotação e passou a ser usada quando se machucava propositalmente alguém ou algum animal.

Também temos expressões segregacionistas como boçal, imbecil ou idiota, palavras que há pouco mais de um século eram usadas para definir um deficiente (ou débil) mental. Assim como outras expressões malvadas, foram perdendo sua característica original e virando uma corruptela.

Então vamos limpar a área de expressões que algum idiota literário resolveu que seriam originárias com conotação racista.

MULATA: é a campeã da bobagem.
Dizem que é ofensivo por vir da mula, cruzamento de cavalo com besta ou égua com burro.
Pois é, burro foi quem associou a isto, pois na verdade a expressão vem da cor de uma batata portuguesa usada para assar – chamada MULATA – que, assada, adquire um tom que se assemelhava ao da pele de uma criança de alguém da raça negra com a raça branca.
Simples assim.

A COISA ESTÁ PRETA, por exemplo, não vem do racismo e sim da peste negra ou da gangrena.
É uma expressão que vem da Idade Média, quando a peste escurecia a pele das pessoas ou a gangrena produzia aquele grená escuro que resultaria, fatalmente, na extirpação do membro gangrenado. Significava um problema, só isso.

NOITES NEGRAS: Também é uma expressão da Idade Média.
Acredito que tomo mundo já viu um filme ou leu um livro onde alguém do alto de uma torre ou muralha, diz: “Meia-noite e tudo vai bem”.
Pois é, esse vigia conseguia ver os campos e as cercanias do castelo com a luz da lua. A falta de claridade produzia uma noite “escura como o breu”. Era uma noite em que tropas inimigas poderiam avançar sem serem vistas.
Também era usado por vigias do caralho, que avisavam o capitão do navio que a noite escura levava a nave para uma rota que não se podia ver.

É  daí também que vem o verbo DENEGRIR, tornar GRIS, aportuguesamento de CINZA em francês.
O céu se tornava de cinza a cinza escuro até se perder a vista do horizonte.
Todas as demais associações feitas a essas palavras foram posteriores.
Assim, quem tinha a imagem denegrida, a expressão mais usual, significava que tenha uma mancha na sua vida, um pecado público. Era muito aplicada a senhoras que haviam traído seus maridos. E basta.

MERCADO NEGRO também está associado à noite sem lua, pois era quando, em tempos imemoriais, se fazia contrabando. Nada mais que isso.

OVELHA NEGRA produzia uma lã rara, mas sem valor, pois não se usava entre as cortes, lá na Idade Média, lã que não fosse branca. Então essa ovelha tinha que ser apartada, para não cruzar acidentalmente e produzir mais lã recusada pelo mercado.

Mais uma que acho que deve ter alguma consideração, é o famoso lápis bege, ou COR DE PELE. Foi criado numa associação à pele branca. Deveria ter lápis associado à cor de pele de gente ruiva? Sim, é claro, da mesma forma que gente negra, oriental.

Li também em algum lugar que DOMÉSTICA e MEIA TIGELA são expressões racistas.
ERRADO.
Doméstica é uma expressão segregacionista, pois igualava quem trabalha nessa profissão a um animal doméstico.Porém, com o passar do tempo e a aquisição de direitos por essas empregadas, hoje é uma profissão regulamentada e, certamente, perdeu a conotação de origem.

MEIA TIGELA está longe de ser alguma expressão racista; era aplicada a escravos não cumpriam sua meta de produção, recebendo metade da ração.
Mas esses escravos eram desde os hebreus, nos tempos de faraós, àqueles que foram traficados para o Brasil.

Quase terminando vou para a expressão usada no título: BESTA.
As feministas poderiam se queixar dizendo que é ofensivo às mulheres, pois se dizia “deixa de ser burro” para homens, com o passar do tempo, “deixa de ser besta” para as mulheres. Se é para levar tudo à ferro e fogo...

Não quero terminar minhas considerações sobre esse assunto em levar em conta a expressão NEGA ou NEGO.
Essa é uma das riquezas que os negros colocaram na nossa Língua. Minha Nega ou meu Nego é uma expressão de carinho.
Chamo minha mulher de Nega há mais de 40 anos e não vou abrir mão disso porque algum trouxa possa se sentir ofendido.


Aceitam um cappuccino?

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

O que fazer com sua passagem aérea em caso de nevasca.

Algumas informações sobre alterações de voos devido a acontecimentos inesperados.
Sabe quando você compra uma passagem com muita antecedência para fazer economia e chega na hora não dá para viajar porque o aeroporto na Europa ou Estados Unidos está fechado por uma nevasca?
Sinto dizer que você dançou.
Isto porque as Companhias Aéreas fazem o reembolso integral do que você pagou, caso sua viagem não tenha sido iniciada.
Aí, se o aeroporto abrir dois dias depois, o preço da passagem será – infelizmente para você – sem promoção e muito mais caro.
Tem como reclamar?
Claro que tem, mas não vai resolver nada além de chorar abraçado ao travesseiro. Os atendentes das Cias. Aéreas estão treinadíssimos para todos os desaforos e ameaças. Inclusive aquela de que você vai ao PROCON.

Algumas companhias – poucas – tentam colocar os passageiros em outros voos, mas isto não vai ressarcir seu gasto com hotéis, traslados ou excursão marcada.
Qual a solução para isso?
Além de chorar, se for fazer uma excursão, a sugestão é sempre chegar com um ou dois dias de antecipação ao início. Assim, caso aconteça algum imprevisto a Operadora poderá conseguir adiar a excursão.
Mas sempre terão multas ou taxas administrativas.

E o que acontece quando o aeroporto fecha por questões de segurança - como aconteceu recentemente em Paris – e você perde a conexão ou qualquer coisa assim?
Assim como acontece quando o mau tempo te impede de voar depois de já iniciada a viagem, colecione os recibos de tudo: lanche, hotel, táxi e pode até colocar o que você pagou para ir ao banheiro. É normal a Companhia Aérea se antecipar e mandar uma mensagem pedindo que você informe os gastos e a conta a ser creditado o valor.

E outros problemas, como falecimento de pessoa próxima ou algo inesperado com sua saúde?
Bom, se você não tiver um seguro de viagem que cubra essas despesas, vai depender muito da Companhia Aérea.
Por isso que eu não recomendo que voar pela Air Europa, por exemplo.
E infelizmente várias Aéreas nacionais – ou quase – estão indo pelo mesmo caminho: ressarcimento, com taxa administrativa, somente em caso de falecimento. Caso contrário, a multa é de €200, mais taxas administrativas.

E aí, como nossa Justiça é aquela porcaria, mesmo que um Tribunal de Pequenas Causas determine o pagamento, as companhias recorrem. Como o STF está preocupado em julgar deputados ou visitar cadeias em Goiânia, já viu.

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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Maladragem no BRASIL é mato

Como funcionário do Banco do Brasil vejo sempre com muita tristeza a manipulação que se faz ao pregarem a sua privatização como fórmula de evitar que políticos gananciosos lancem mão dos seus tesouros, tal como fizeram o fundador do Banco, Dom João, e seu filho Pedro I.
Fazia-se uma piada, usando como mote uma propaganda de uma marca de uísque nacional: “Roubado de pai para filho desde 1808”.
Recentemente o honesto senador Aécio Neves e alguns outros iguais a ele lançaram uma campanha visando colocar nas Entidades de empresas estatais seus apaniguados ou asseclas.
Como sempre se justifica muito bem colocar a mão no dinheiro alheio, sugere-se que empresas especializadas escolheriam esses dirigentes que melhor gerariam as empresas, sem viés político. 
Uma ova.
O único detalhe é não existir empresa no Brasil capaz de indicar dirigentes para, por exemplo, a PREVI.
Outro detalhe é perguntar se alguém que vai gerir um patrimônio de 168 bilhões vai se contentar com o salário de R$50.000,00. Algum altruísta, quem sabe?

Em nenhum estágio da política brasileira se consegue apontar alguém fora do alcance da bandidagem.
Vejam o que acontece no Rio de Janeiro onde uma gangue se instalou na Assembleia Legislativa no longínquo governo do Brizola e se mantem lá, roubando de pai para filho, desde então.
Ou na cidade de São Bernardo, onde o prefeito e sua gangue roubaram milhões ao construir um emblemático Museu do Trabalhador. Foram parcos 16 milhões de Reais. Imaginem se tivessem 168 bilhões à sua disposição?

Está muito claro que não são as estatais os problemas; afinal o privatizado aeroporto de Cumbica tem dirigentes com a mão na cumbuca.
Ou deputados que receberam dinheiro da privatizada Vale do Rio Doce se lambuzaram a mão e mantém a empresa longe de indenizar pessoas que perderam tudo e não têm sequer uma foto de aniversário ou casamento por conta da ruptura da barreira que danifica até com Abrolhos.

Vamos nós abrir os olhos e não cair na cantilena fácil de quem quer acabar com as raras riquezas que temos no país.


Aceitam um cappuccino?

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Não chorem por sermos nada.

Meus caros amigos brasileiros, em especial os mineiros, na verdade lhes digo:
Não se sintam mal pelo fato dos estrangeiros desconhecerem o Brasil; na verdade nós não temos importância nenhuma acima do Equador, ainda mais agora, depois de tantas notícias de corrupção.

Não se sintam mal pelo fato dos brasileiros não colocarem bandeiras do Brasil ou de Minas sob suas fotos, mas colocarem a bandeira da França; a diferença da situação é gritante.

Enquanto o crime cometido em Minas foi o da ganância pura e simples, crime de desleixo e desconsideração pela vida, tanto dos ribeirinhos quanto da fauna e flora, o crime na França foi contra o tipo de vida que levamos.
Isso mesmo, nossa vida.

Você que tem uma filha que vai para a balada e sai de casa perto da hora que você era obrigado a voltar por seus pais;
Você que evoluiu no pensamento e vai para a praia pensando na diversão e cervejinha, além de uma piscadela ou outras nas meninas que passam com roupas sumárias;
Você que pode divergir do Governo Central sem imaginar que tomara chibatadas ou será expurgado simplesmente;
Você que falta nas missas de domingo;
Você que pode entrar num estádio de futebol ou vôlei com o namorado;
É um crime contra a liberdade de opinião, religiosa, afeta o nosso discernimento.

Esqueçam essa besteira de que foi uma retaliação.
Todas as pessoas de esquerda que você conhece não serão capazes de pensar diferente de “uma questão de ação e reação” e todos os de direita tentaram te convencer que os muçulmanos são uns loucos. Sabemos que não é assim.
Como já dizia Otto von Bismark: “nunca se mente tanto como antes de uma eleição – isso nós aprendemos -, durante uma guerra – estamos vendo e depois de uma caçada – coisa de europeus. ”

Voltando a Minas, tive um chefe que dizia sempre não se conformar com o fato “dos não mineiros desconhecerem o fato que Minas está exatamente no centro do mundo”.

Infelizmente teremos que conviver com isso.

Ressalto dois comentários que vi na internet que refletem bem esta questão:
O primeiro: “comentou-se muito mais sobre os mineiros do Chile que sobre a tragédia de Mariana”
O segundo: “enquanto taxistas de Paris transportavam as pessoas de graça após o atentado, em Governador Valadares o preço dos galões de água potável triplicaram”
Façamos nosso “mea culpa”.


Aceitam um cappuccino?

sábado, 14 de novembro de 2015

VIVA NOSSA LIBERDADE, DE NOVO.


Quando no começo de janeiro me alinhei à postura contrária aos atentados ao Jornal Charlie, houve quem esfriasse a amizade comigo e outros que justificassem a barbárie por causa das bobagens que aquele pasquim publica.
Pois bem, e agora?
Como vamos justificar matarem pessoas inocentes que estavam se divertindo vendo um jogo de futebol ou dançando numa casa noturna?
Estão matando inocentes por causa da morte de seus chefes terroristas, é isso?
Talvez agora fique claro que o que perdemos foi nossa liberdade de viver a vida e agora estaremos mergulhados, novamente, numa idade das trevas, pois poderemos ser alvos em potencial a qualquer instante, seja porque nos divertimos em festas de aniversário ou casamento, porque participamos de ritos religiosos condenados pelos bárbaros, ou ainda porque jovens vão às discotecas pensando em sexo após a discotecas.
Condenados por presunção de sexo, diga-se de passagem, por aqueles que acreditam que terão um sem-número de virgens esperando por eles no paraíso.
Enquanto nos compadecemos com suas crianças mortas - por fugirem deles mesmos - em praias, eles hoje comemoram a morte de jovens e inocentes como um trunfo sem precedentes à decadência do Ocidente.
Somos decadentes?
Qual é o pecado de nossas mulheres ao andarem de cabeça descoberta e sozinhas pelas ruas? Podem pecar?
As crianças não poderem empinas pipas para não verem mulheres em suas casas e pensarem em sexo. É isso?
Vamos ser executados por termos alto grau de liberdade por aqueles que pensam nas virgens pós morte, de novo?
Esqueçam as charges do Charlie, esqueçam qualquer justificativa que a esquerda imbecil possa dar para essa tragédia: 
É NOSSA LIBERDADE DE IR E VIR, DE PENSAR E VIVER QUE ESTÁ EM JOGO.

Nossa liberdade de tomar um cappuccino sossegado ao final da tarde sem que um idiota se exploda ao nosso lado.
Vamos refletir, vou refletir, pois agora estou muito bravo e eu não consigo perdoar, neste instante, os que foram provincianos no começo do ano; temos que sair dos nossos pobres pensamentos para podermos.

Afinal, já se dizia no século XVI que “não se consegue descobrir novos mares e novas terras sem se pisar nas areias das praias”

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

PARABÉNS PELÉ, POR SEUS 75 ANOS

Hoje é o dia do aniversário do Pelé, o maior gênio que o futebol viu jogar.

Curiosamente várias amigas minhas na internet publicaram a mesma postagem:
“Chama Pelé ou Maradona de ‘gênios’, aí vê que Corradini fez isso num bloco de mármore e fica sem adjetivos’












Acho que a frase acima foi muito infeliz, extremamente preconceituosa, discriminatória, com um grande fundo de ignorância e, certamente, quem a cunhou sem dúvida tem uma grande inveja do sucesso do Pelé.

Cada arte tem seus gênios; é assim na literatura, escultura, pintura e também nos esportes.

Pelé foi um atleta diferenciado e é reverenciado no mundo todo como o maior artista que o esporte já teve.
Ele parou de jogar em 1978 e ainda hoje não pode circular tranquilo em qualquer lugar do planeta, pois logo será parado, assediado e tratado como um grande ídolo.
Somente quem é completamente ignorante na arte de controlar uma bola com os pés pode achar que não existe mérito no ato e isto não merece estar no mesmo nível da genialidade humana.

Antonio Corradini encontrou um nível de excelência e um nicho na escultura de mármores que ninguém pode copiar.

O mesmo se aplica ao Pelé: ele teve um nível inalcançável por outro atleta, apesar do grande esforço que imprensa argentina e, infelizmente, parte da brasileira – na maioria racistas simples – tentar igualar seus feitos a atletas medíocres.

Estamos vivendo um grande perigo social e não nos damos conta disto: a sociedade está sectária, imbecil, egoísta.

Nossa rede social é nosso reino e aí desfiamos nossas crenças sem admitir o contraditório e, a partir desse princípio, dane-se os valores que não me são caros.

Assim como aconteceu com Airton Senna, os brasileiros certamente só terão noção da dimensão do Pelé quando, infelizmente, ele morrer.

Antes disso vão se escorar nas suas frases mal pensadas e mal ditas, como se não tivéssemos, todos nós, defeitos.


Aceitam um cappuccino?

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

LIÇÕES DA INFÂNCIA E JUVENTUDE.


Hoje um amigo lembrou de uma passagem que teve numa escola de Padres, onde resistiu bravamente, junto com os colegas, à tentação de delatar um deles. O Padre reconheceu a atitude deles.
Boa época em que nossos professores eram nossos educadores e respeitados por isso.

Isto nos remete, nos dias de hoje, a famigerada Delação Premiada, motivo das lembranças do meu amigo e desta minha ponderação.
Lembrei-me a um senhor que morava em nossa rua, de nome Geraldo Oliveira, alto, forte, com cara de gente amiga, sempre disposto a nos orientar.
Várias vezes quando o filho dele e eu íamos ao equivalente de hoje “baladas”, ele nos aconselhava:
“Cuidado, a malandragem nunca dorme. Vocês estarão se divertindo e eles pensando em como aprontar para vocês”.
Outra de suas frases que guardo com carinho é - na essência e não nas palavras literais - “o bandido é bandido sempre. Ele não conhece o bem ou a amizade. Não faça amizade com bandido, porque na primeira chance ele ferra você”.

Nós vivíamos no Chora Menino, então franja da civilização da cidade. Os bairros adiante eram perigosos, uma época onde sabíamos os nomes das ruas que nos representavam perigo.

Hoje os bandidos estão em todos os lugares e tem idiotas a seu serviço dispostos a ficar o tempo todo nas redes sociais acusando os adversários de podres e disseminando o conceito que todos os políticos e ricos não prestam.
Faz parte de sua legítima defesa.
Boa parte desses bandidos legislam e fizeram a tal da Lei da “delação premiada”, uma péssima cópia dos países onde existem situações parecidas. Assemelham-se, mas com uma diferença muito grande: lá fora o bandido devolve todo dinheiro possível que roubou e CUMPRE uma pena menor numa cadeia melhor.
Aqui o pilantra faz um acordo e devolve parte do dinheiro que conseguem descobrir que ele roubou, vai para casa com piscina e whisky contrabandeado e, em dois anos, está limpo como o bumbum de um bebe banhado.
Por uma lástima da minha lembrança esqueci o nome de um professor de História do colégio dos Salesianos que um dia tivemos a infeliz idéia de apelidá-lo de Chacrinha.
Ele dizia, em plena Ditadura, que deveríamos “ deixar o Comunismo se instalar no Brasil que, em dez anos, os brasileiros o desmoralizaríamos”. Ele não estava errado; nós não só não conseguimos implantar o Comunismo na acepção da palavra como desmoralizamos um regime de esquerda em menos de um ano e meio.


Aceitam um cappuccino?

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

COVARDIA DA CASSI


PUBLICADO NA MINHA PÁGINA DO FACEBOOK.
Prezados amigos do FACEBOOK não originários do Banco do Brasil, onde trabalhei por 33 anos, sete meses e 2 dias, desculpem o desabafo, mas acho importante que vocês tenham uma pincelada da COVARDIA que está sendo usada pela Direção do Banco do Brasil.
Em todas as Eleições para presidente, desde 1998, o PT sempre lembra aos funcionários que o Governo FHC não deu aumento aos funcionários, implantam um terror sobre privatização do Banco, etc.
O Banco do Brasil foi - sem dúvida - o segundo grande celeiro do PT.
Sempre teve apoio de grande parte dos trabalhadores - entre eles, eu - nas eleições passadas.
Agora a Diretoria - que o PT alega ser do PMDB, mas foi nomeada pela Dilma, que simplesmente arrepiar o contrato de trabalho e SE LIVRAR DOS APOSENTADOS, tentando extinguir qualquer participação na CASSI, a mesma Caixa de Assistência que o Banco sempre usou como atrativo para os jovens virem trabalhar nas suas fileiras.
Tudo isso para que os dirigentes - que já recebem uma nota federal - possam ter futuramente maiores bônus.
Se fosse o governo FHC não seria surpresa esse pensamento, mas nesses 13 anos de Governo PT os aposentados são tratados, cada vez mais, como um peso e um lixo.
E sempre que protestamos recebemos um selo de peessedebistas, como se isto pudesse esconder a COVARDIA desses dirigentes empossados por Sua Excelência a PresidentE.
Nossas batidas nas panelas também envolvem essa situação.

Aceitam um cappuccino? Por enquanto ainda da para pagar.

domingo, 9 de agosto de 2015

Nossa esquerda é uma lástima.

Panelaço não tem a ver com barriga vazia, não se deixe enganar.
Em 1971 o governo de Salvador Allende estava longe de ser uma unanimidade no país e, apesar do quase controle de preços, a inflação disparava.
Allende recebeu Fidel Castro, que permaneceu 25 dias no pais. O Governo vivia o sonho vermelho.
A mesma polícia que depois caçou comunistas, caçava oposicionistas ao governo.
A popularidade de Allende despencava dia a dia.
CONHECE ESSE QUADRO?

O Governo cantava vitórias, dizendo que os mais pobres estavam sendo lembrados e os mais ricos ficaram enraivecidos com esse progresso.
Para o Governo o Chile era um modelo de pais.
CONHECE ESSE QUADRO, II, alguma coisa como APESAR DA CRISE?

Muito bem, como o governo não autorizava protestos em nenhuma cidade, dispersando qualquer agrupamento de pessoas com gás lacrimogênio e muita pancadaria, em 1º de dezembro de 1971 as mulheres dos partidos de oposição encontraram uma clara maneira de mostrar seu desgosto e SUA OPOSIÇÃO AO GOVERNO:
Assim surgiu o primeiro PANELAÇO DA HISTÓRIA.
Bravas mulheres chilenas.

As uruguaias protestavam assim contra a Ditadura Militar do seu país nos anos 70.
Até Chávez tentou dar um golpe de estado na Venezuela em 1990, aproveitando um panelaço na noite anterior. “Quié quié isso, companheiro Chávez Vive?

Panelaços ocorrem na Europa estudada.
Vivi um em Paris. Desculpe, sou da odiosa classe média, mas nem por isso estava de acordo com aquele panelaço ou achei bonitinho. Achei que era um simples protesto.

Em nenhum país do mundo o panelaço foi adotado como forma de protesto como na nossa querida Argentina.
Não há nada que o governo de lá mais tenha medo.
Entendeu porque o pessoal aqui quer desviar a atenção?

No Brasil ninguém reclama pela falta de comida; RECLAMAMOS PELO EXCESSO DE BANDALHEIRA.


Aceitam um cappuccino?