sábado, 28 de março de 2020

Quem tiver razão, sobreviverá!



Hoje eu quero falar com as pessoas que ainda conseguem manter alguma lucidez nesta crise.
Estamos num barco, como bem disse o Papa Francisco ontem, e de um lado batem forças malignas e do outro muito malignas.
Quem está certo? Não sei, vou tentar sobreviver para ver.

Hoje vemos as forças da esquerda, uma seita já conhecida, agindo como agiram nos anos que antecederam às últimas eleições: batendo e denegrindo o possível candidato de direita.
Já vimos essa história; enquanto o chefe da seita estava recluso e poupado, se dizia tudo sobre o capitão do mato.
Agora o chefe da seita está passeando com nosso dinheiro na Europa, quietinho, e todos os seguidores bombando um monte de postagens dizendo que o capitão é aquilo que já sabíamos que era.
Afinal ele não foi eleito pela verborragia: foi eleito porque o outro lado representava o roubo, o atraso e o Brasil rumo a venezuelização.

Agora, com a ajuda da boca maldita do capitão, e de seus filhos, está acontecendo tudo de novo.
Ninguém pensa no Corona vírus; estão todos de olho em 2.022.

E ainda temos um novo personagem nessa briga entre o Falso Messias e o Capitão do Mato: o Playboy.
Outro que se elegeu na carona do combate à seita maldita, está vendo o barco da reeleição ficar mais longe, então se perde no bate-boca e contamina a nós todos.
Oportunista, quer se colocar na disputa, só isso!

O que nos resta fazer?

Sugiro não alimentarmos a fogueira.
Um ou outro desmentido, quando a coisa for muito grave.
Não saberemos se o combate ao Corona Vírus vai dar certo ficando em casa, nem vou entrar nessa discussão científica. Só veremos se o combate deu certo se sobrevivermos.

Então, coloquem-se a salvo, pois muita gente que quer ver o país quebrar, está postando seu veneno de apartamentos quentinhos, com muito dinheiro na poupança, com pobres carregadores entregando marmitas para pobres porteiros, ambos expostos ao vírus para que essa pessoa má possa ficar fazendo intriga.

Pense bem, vale a pena ficar em qualquer um desses lados?
Você que sempre foi correto, não roubou, se irritava com o roubo, vale a pena bater boca com o pessoal da seita?
Vale a pena defender as ideias e as falas na contramão do Capitão?
Não vale.
Você só vai se contaminar com o veneno que só sobreviverá se o MAL for alimentado.

Mantenha-se salvo!
Muitos têm fé! Rezem!

Ao final da crise, vamos pegar os trapos e fazer o que fizeram os alemães e japoneses depois da II Grande Guerra: construir um novo país.

Aceitam um cappuccino?

terça-feira, 24 de março de 2020

Meu amor nos tempos do cólera.



- Você quer um cafezinho, acabei de passar?
- Que bom, quero sim.
- A propósito, você já trocou a luz do corredor?
- Sim.
- Colocou a cadeirinha no travão da cortina?
- Agora a pouco.
- Não esquece do rejunte da escada ...
- Fiz hoje de manhã.
- Tem também que ajustar as portas do armário embutido...
- Fiz isto ontem, você não reparou?
- Não, não vi. Pregou o botão no paletó branco?
- Ontem a noite, enquanto via CSI.
- E o livro da Isabel Allende, está gostando?
- Terminei hoje à tarde.
- Gostou?
- Adorei.
- Bom, então porque você não dá um cochilo?
- Acabei de levantar do sofá.
- Nesse caso, por favor, lave a louça, que vou pintas as unhas.
- Você vai sair???
- Não, só vou ficar linda para você, meu amor.


domingo, 15 de março de 2020

Quem sabe agora é a hora?



Recentemente assisti o filme O Milagre de Cokeville, baseado em fatos reais, sobre um casal que invadiu uma escola nessa cidade em 16 de maio de 1986.
Eles explodiram uma bomba e foram as únicas vítimas.
 
O que se seguiu depois que transformou a história em algo contagiante:
As crianças sobreviventes comentaram que haviam sido salvas por
uma mulher vestida de branco e, cada criança havia visto no rosto dessa senhora uma antepassada dela.
Outro fator que levou a todos a se emprenharem na investigação
da história, foi o fato das crianças, seus pais, a cidade toda rezarem e pedirem proteção.
 Hoje vi, com alegria, uma postagem de um desses meus amigos de
infância que conheci no Facebook, mostrando que na Itália sobrevoaram uma cidade com um Padre portando o Santíssimo e uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, para abençoar os enfermos e a cidade.

Talvez a chegada do Covid 19 venha com um propósito adicional: nos dar um tempo para nós mesmos.
Uma introspecção.
Quem sabe aos nos vermos forçados a nos recolher, possamos
pensarmos nas nossas boas lembranças, nas nossas orações relaxadas e esquecidas, coisas que nos elevem.
Estou certo que isto vai nos ajudar tanto quanto lavar as mãos e todas essas sugestões de higiene que talvez estivessem fazendo companhia às nossas orações.

Aceitam um cappuccino?

domingo, 26 de janeiro de 2020

Não deixe para viajar depois, nunca



Tem gente que não liga para viagens, mas o sonho da maioria das pessoas é viajar.
Basta ver aquelas reportagens sem imaginação, quando a repórter pergunta na porta da lotérica o que a pessoa vai fazer se ganhar o prêmio acumulado.
Quase todas as respostas vêm com a frase “ajudar a família e viajar bastante”.

Dizia-me um amigo espírita que as pessoas querem viajar para visitar as terras aonde viveram outras encarnações. Se isto for verdade, já reencarnei no mundo todo.

Hoje vejo com tristeza meus limites diminuindo e isto tem pesado muito na minha alegria de viver.
Pedaços do mundo que já puderam ser visitados, hoje são um verdadeiro perigo à existência, seja por intolerância religiosa, seja por fatores climáticos.
Diga a verdade: é possível visitar o Líbano? Tem alguma graça visitar a Austrália depois desse desastre? Como fazer para ver o Exército de Terracota de Xian, com o Corona vírus a um vento de distância?
Dá para se sentir seguro visitando cidades da Europa, como a extremamente pacífica Ostrava, na República Tcheca, sabendo que, do nada, um maluco saiu esfaqueando pessoas.
Será que poderemos visitar Berlim ou Munique sem que algum fundamentalista invada a rua com um caminhão? Ou Barcelona?

Na primeira chance que tive na minha vida, visitei a Igreja da Penha, no Rio de Janeiro.
Apesar de uma antipática equipe da Globo estar lá gravando uma novela, consegui realizar o sonho de subir as escadarias sabendo que a favela ao lado estava “pacificada” e lá embaixo se via um caminhão com policiais exibindo fuzis. Sinceramente, dá para fazer o mesmo programa hoje?

Lembro quando levei minhas filhas para visitar a Disney, na década de 90. Um colega do Banco falou que gostaria de viajar comigo e, na última hora, ele precisou cancelar a viagem pois tinha sido promovido para uma gerência melhor que a que ocupava.  Concordamos em deixar para o ano seguinte. Três dias depois ele teve um enfarte fulminante na sua mesa de trabalho. Soube no dia seguinte e sai imediatamente para comprar o meu pacote.

Deveria ter pautado minha vida nessa experiência. Mas não; muitas coisas deixei para depois. Hoje vejo, com tristeza, que esse depois pode não chegar.
Dinheiro a gente corre atrás, carro se pode trocar em outro ano. Fronteiras, entretanto, podem ser fechadas sem aviso prévio. Fundamentalismo não tem como ser evitado e novos vírus estão aí sendo criados.

Então, três coisas não devem ser deixadas para depois nesta vida: amar, viajar e tomar seu cappuccino.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

O poder do pensamento positivo e a Lei da Atração.



Desde tempos imemoriais o mundo se divide entre céticos, crentes e indiferentes.
Os crentes sempre foram a maioria, pois a Humanidade habituou-se a atribuir ao Divino aquilo que não compreendia.
Também sempre foi mais fácil chama o sol de Rá, um deus, que explicar porque ele clareava a vida das pessoas e depois descansava, levando a Terra à escuridão temerária.

Pulando bastante os caminhos e os conhecimentos adquiridos por nós, humanos, chegamos ao rito da passagem do ano.
Por motivos religiosos, uma parte razoável dos brasileiros passam o ano com vestimentas brancas, atitude relacionada à pratica espiritual e associada ao forte desejo de paz.
É ponto pacífico que o Branco, cientificamente comprovado como a soma de todas as cores, representa a Paz. É a cor da rendição, ao desejo de finalizar batalhas inúteis e preservar vidas.
De repente alguém pensou que se vestisse vermelho, iria atrair o amor.
Se deu certo, ou não, várias outras pessoas aderiram e essa prática.
Ato contínuo, alguém acho que azul servia para um determinado objetivo, outrem que amarelo também e assim começaram a variar suas crenças e desejos.

Funciona? Sim para os crentes, não para os céticos.
Então os crentes continuam suas práticas e os céticos sempre se dispõe a tirar um barato de quem crê. Não sei o que poderão ganhar com isso, pois debochar de alguém nunca traz nada de positivo. E mais, quem acredita não dá a menor bola para o descrente; fé não se discute.

Eu estou entre os crentes; acredito no Divino, no poder da Oração e na Lei da Atração.
“Ora, isso é superstição”, diriam os céticos!
Se é ou não é, tudo bem para mim; jamais vou começar uma viagem sem uma peça de roupa amarela. Já dá certo há mais de 50 anos e não tenho motivo para mudar porque alguém acha isso bobagem.
Então, quando o novo ano for raiar, e começarmos a viajar por 2.020, podem ter certeza que estarei usando uma peça amarela na minha vestimenta, nem que seja um par de meias ou a cueca. Ponto pacífico.
Acredito que direcionar minha mente para uma determinada coisa, ajuda.
Direcionar minhas orações, também.

Já os céticos, podem continuar com sua vida sem crença, sem determinação. Cada um na sua.

Aceitam um cappuccino?

domingo, 22 de dezembro de 2019

2.019, o ano que a mídia tirou a autoestima dos brasileiros


No fundo, lutar pelo dinheiro, nosso dinheiro, nossos impostos suados.
Esse foi o lema das grandes mídias (e pequenos blogs) em 2.019.

Para isso fomos levados pelo nariz a ver somente notícias ruins, que 2.019 se encarregou de nos mandar aos borbotões, e notícias sem importância, para que acreditássemos naquilo que já sabíamos sobre nossos infelizes governantes.

Restou para nós acompanharmos pelas redes sociais aquilo que acontecia e bom no país, ainda que muitos dos nossos conhecidos tenham colocado viseiras ou antolhos, como burros de carga, para ajudar a mídia a nos trazer nossa vida para baixo, com matérias distorcidas ou falsas mesmo.

Então ficamos prestando a atenção em preços das passagens aéreas, mesmo quando um quinto dos brasileiros estava correndo atrás de um emprego que lhes desse um mínimo.
Depois foi o preço do gás, da gasolina, do dólar.
Quem quer saber de dólar? No ano 2.000 uma pesquisa mostrava que mais de 96% da população brasileira jamais tinha pego uma nota de dólar nas mãos.

Sabemos o nome da pirralha sueca, mas ninguém, fora os familiares deles, sabe dizer o nome de um bombeiro sequer daqueles que ficaram nadando na lama de Brumadinho para dar um enterro digno aos infaustos que ali perderam a vida.
Sinceramente, para você, qual a importância que tem as revistas TIME ou NATURE?
Se derem uma dessas revista para 20% da população brasileira, possivelmente servirá de papel higiênico.

Em suma, eram revistas desimportantes que nós tivemos que engolir como algo importante.
Os níveis de criminalidade caíram no pais todo e em São Paulo despencou.
Entretanto as balas perdidas e as vítimas crianças foram exploradas ao máximo, junto com frases que ressaltavam a “insegurança”, para estimular nossa tristeza.
A Bolsa de Valores saltou de 80.000 para 114.000 pontos desde outubro de 2018, mas isso não é mais notícia interessante.

Nada do que é positivo, se expõe na mídia, exceto os títulos do Flamengo, pois isso deu audiência.
A excepcional participação dos atletas no Pan e Parapan ficaram com míseras notícias de, no máximo, 30 segundos. Afinal, precisavam de tempo para comentar as “rachadinhas”.

Em suma, perdemos muito neste ano, pois 2.019 não foi fácil.
Perdi parentes, amigos queridos, músicos queridos, vi se irem artistas e pessoas públicas que admirava.
Todavia, fazendo uma análise daqueles que só se faz no final do ano, nada me deixou mais em baixa que os noticiários.
Então 2.020 vai começar com um propósito: menos notícias, bloquear pessoas amargas e voltar a tomar meu cappuccino com alegria.

Felicidades a todos nestas festas e um esplêndido 2.020

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

O PROBLEMA SÃO AS ESTATAIS QUE DÃO PREJUÍZO.


Muito se vocifera sobre o Estado se desfazer das Estatais, que deve ficar somente com suas funções e sair da Economia.
Em suma, é muita gente que não tem uma ação sequer, não tem R$1.000,00 na poupança, deve no cheque especial, dando palpite na Economia.
E ainda que não se enquadrem o perfil acima, o que vemos é sempre se manifestarem aqueles que tem um forte interesse na privatização de uma determinada estatal ou, se for político, certamente tem um interesse escuso na transação.
A conversa mais comum que corre por aí, principalmente no meio que vivo, é a privatização do Banco do Brasil, da Petrobrás e Eletrobrás.
Fatiando a questão, a Eletrobrás deve mesmo ser privatizada (mesmo de ênfase, não de concordância pessoal), pois o Estado está sem capacidade de investimento.
Se for feita a privatização, será péssimo. Veja como era em São Paulo o atendimento da Light e como ficou quando se transformou em Eletropaulo e agora Enel.
Uma lástima.
Não creio que os investimentos superarão as dores de cabeça dos consumidores.

A Petrobrás se livrará alguns penduricalhos que só dão despesas. Entretanto, se livrará de algumas empresas boas. Mas mostrou uma enorme capacidade de se recuperar e dá e dará lucro fantásticos.

O Banco do Brasil para quem não sabe, tem  mais de 72.000 ações trabalhistas.
Isso pesa muito mais que o valor dos seus imóveis.
Aí o Presidente da República diz que não será privatizado e o seu subalterno, muito mais subal que terno, presidente do Banco, sai anunciando que vai na direção contrária.
E o pior: depois de desmentido, não entregar o cargo e sim ficar na sinecura com cara de bunda.

Essas três estatais que citei, juntas, darão um lucro, este ano, parecido com o que deram no anos passado, cerca de 70 bilhões de Reais, mais ou menos 9% do que o Governo pretende economizar com a Reforma da Previdência de triste realidade.

Ou seja, o negócio não é privatizar simplesmente; é se livrar de Trem Bala e outras porcarias, pois quem dá lucro tem que ficar, sim, no Governo! Diminui a nossa necessidade de aumentar impostos.

Aceitam um cappuccino?

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

É preciso sabedoria para enfrentar o envelhecimento.


Antes de mais nada temos que saber que a nossa idade máxima já está definida quando nascemos, ou seja, no nosso DNA. Não tem choro!

Se não cuidarmos do corpo, essa data pode ser antecipada.
Ainda que ninguém traga registrado o  dia e hora determinado para o fim, todos os cuidados que passamos tomar não vai driblar a época do encontro com a morte.

Péssimos hábitos de vida, como fumo, álcool e tóxicos, alimentação incompatível com o ambiente que se vive, ausência de atividade física, excesso de luxúria, desgaste emocional com paixões ou realizações no trabalho, são ingredientes redutores do prazo que ganhamos com o DNA.

Entretanto, o outro extremo não é garantia que esticaremos nossa vida.
Não será o corte da carne vermelha ou o excesso de legumes e verduras, as frutas, a fórmula solitária para uma vida saudável; é necessário cuidar da máquina: ossos, músculos, tendões e, principalmente, do cérebro.

Exercícios moderados e contínuos tem, comprovadamente, uma maior eficiência que os exercícios exagerados aos fim-de-semana, ou mesmo ao longo dela, para quem pode.

Para quem não tem mais o compromisso de trabalhar todo dia, é muito importante a prática dos alongamentos, pois o sedentarismo encolhe os músculos e solidifica os tendões.
Manter a mente trabalhando, calculando e, principalmente, longe de mágoas e aquelas raivas insanas que achamos a toda hora na vida - ainda mais agora que temos o Facebook e Instagram para encher nosso dia a dia de mentiras e dolo – vai ajudar muito a manter a lucidez até o final dos dias.

Todo o resto, como barriga tanquinho, abdome definido, bíceps duro, vão ajudar muito a autoestima, mas não significa que se conseguirá driblar o DNA.

É certo que ajudarão alguma coisa, física e mentalmente, quando a fatiga de material começar a dar sinais e o corpo não responder mais com a rapidez habitual aos comandos do cérebro.

E tem mais um fator que ajuda demais na vida: ter bons amigos e apreciar um cappuccino sempre. Aceitam?

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

As andorinhas e seus encantos.


Fico impressionado quando vejo o amor dedicado pela Humanidade às andorinhas.
Na China o retorno ainda é combinado com rituais de fertilidade, pois o casal de andorinhas sempre foi o símbolo de fidelidade. Lá, ainda que a poluição esteja atrapalhando muito, é habitual que cheguem junto com o equinócio da primavera, e partam com o mesmo fenômeno no outono.
O anúncio dessa chagada, vem com os dias mais amplos, as flores, frutos, a colheita e acima de tudo, o voar; tudo ligado ao ciclo das andorinhas.
Os gregos já tinham a consciência ecológica da presença das andorinhas combatendo pragas de insetos.
Os valões contavam uma lenda que as andorinhas retiraram, um a um, os espinhos da coroa de Cristo e quem derrubasse seu ninho arderia no fogo do inferno.
Na antiga Pérsia a andorinha era associada aos guerreiros que abandonavam suas casas para lutar longe. Às mulheres ficava a associação com a solidão. Isto até Maomé as chamar de Aves do Paraíso e torna-las símbolo da virtude, renúncia e companhia.

Muitas poesias, como da poetisa francesa Sophie D’Arbouville, no meio do século XIX:
Ô petite hirondelle      
Qui bats de l'aile,      
Et viens contre mon mur,         
Comme abri sûr, 
Bâtir d'un bec agile 
Un nid fragile,   
Dis-moi, pour vivre ainsi        
Sans nul souci, 
Comment fait l'hirondelle 
Qui bat de l'aile 
que numa tradução livre seria algo como : Ó pequena andorinha Quem bate a asa, E vem de encontro ao meu muro, Como um abrigo seguro, Bater de um bico ágil,  Um ninho frágil, Diga-me para viver bem, Sem nada preocupar, Como faz a andorinha Quem bate a asa?
Ou minha música favorita, de Ernesto de Curtis, que compôs muitas músicas fantásticas e um dia teve a felicidade de escrever:
Partirono le rondini dal mio paese freddo E senza sole
Cercando primavere di viole Nidi d'amore e di felicità
La mia piccola rondine partì Senza lasciarmi un bacio Senza un addio partì
(Foram-se as andorinhas da minha cidade fria e sem sol, atrás da primavera de violetas, ninhos d’amor e de felicidade. Minha pequena andorinha se foi sem me deixar um beijo e um adeus.)
É meu caro Armando Valsani, é de fazer chorar.
Abro lembrança também para um dos maiores mestres de nossa língua portuguesa, Manoel Bandeira: Andorinha lá fora está dizendo:
“- Passei o dia à toa, à toa.
Andorinha, andorinha, minha canção é mais triste:
- Passei a vida à toa, à toa.”
Enquanto cidades como Rio Claro e São José do Rio Preto tentam se livrar dessas visitantes, a prefeitura de Araçatuba adotou os pássaros e a população vai curtir toda a temporada com assiduidade.
Hoje, dois dias após o equinócio da primavera, um grande bando fez a nossa alegria nesta manhã.
Espero que seja uma boa temporada.

Aceitam um cappuccino?

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Europa e suas proteções.


Um dos ambientes mais inóspitos que existe na face da Terra tem como endereço o Ministério da Agricultura da França.
Existem outros parecidos em países europeus, mas o francês supera qualquer um.
Cada vez que os agricultores franceses se veem ameaçados, bloqueiam estradas com seus tratores e fazem com a Economia francesa o que os caminhoneiros fizeram com o Brasil há dois anos.
E sempre coagem os governos, seja de esquerda, seja de direita.
A recente assinatura do Tratado com a Comunidade Européia colocou vários deles em alerta, pois sabem que o Brasil e a Argentina são dois grandes produtores rurais, capazes de produzir produtos pela metade do preço francês, mesmo com todo aquele subsidio que recebem do governo.
Então começaram a pupular as notícias de queimadas na Amazônia, morte de índios e outras manchetes macabras que encontram na ressentida imprensa brasileira um campo fértil para propagação, mesmo sendo algo que sempre aconteceu no Brasil desde 1.500 e, pior, nunca foi cuidado por governo algum, nunca incomodou europeu antes.
Uma pena saber que, enquanto os franceses se protegem, os alemães mandam fraldas descartáveis e lixo hospitalar para o Brasil, que mineradora norueguesa poluiu com metais pesados os rios amazônicos; no Brasil se presta mais atenção para o trôco que a Noruega e Alemanha dão para a Amazônia, para que os políticos de lá possam parecer defensores do meio ambiente.
Tudo demagogia.

E o mais lamentável de tudo, boa parte dos apoiadores do atual presidente do Brasil se sentem à vontade para passar a motosserra à vontade, numa forra ao petismo que dominou o Ibama e INPE esses anos todos.

Pobres dos brasileiros sensatos.