terça-feira, 16 de agosto de 2011
A Manteiga e o Martelo.
Ainda que tenha vivido o Dia dos Pais e guardado silente o peso da ausência do velho, o domingo passado me reservou várias lembranças e, uma delas em particular, disse respeito à minha mãe e sua curiosa mania de desferir provérbios.
Surgiu no meio de uma prosa e eu até me desliguei do ambiente.
Mamãe tinha um ditado para cada circunstância como, por exemplo: “Não há mal que sempre dure nem bem que não se acabe”, provavelmente o ditado que mais ouvi. Era remédio para tudo: perda de um emprego, fim de namoro, nota baixa na escola, nota alta na escola.
Certa vez fui assistir ao musical O Homem de La Mancha, e nela Sancho Pança é retratado como um “pudim de ditados”, palavras de Alonso Quintano num instante de sanidade. O amigo que via o filme comigo riu a valer após confessar que aquele personagem lembrava Dona Hélia.
Ela citava um ditado que, absolutamente, não conseguia ver qualquer senso: “O que arde cura, o que agarra, segura”.
Nem mesmo a falta de nexo – o que tem a ver arder com agarrar? – fazia que eu deixasse de chorar ao receber uma aplicação de mercúrio cromo nas feridas diversas, “de carne viva”, que acumulei na infância.
Também lembro bem a divisão que fazia das pessoas, segundo a lhaneza no trato:
ou era uma manteiga ou um martelo.
Manteiga eram as pessoas de choro fácil, mas gentis, com quem ela normalmente conversava e, volta e meia, eu via nas narrativas interrompidas, soluçadas,lágrimas que muitas vezes eram enxutas com o avental.
Martelo era uma designação normalmente reservada para homens ou para alguma mulher mais dura ou decidida, coisa não comum à época de sua infância e juventude, e um conceito que guardou para toda vida.
Uma de suas tias - uma alemã casada com um dos italianos de quatro costados do meu ramo de família - numa determinada ocasião, cuidando da horta, teve um dedo picado por uma caranguejeira.
Essa tia, com a frieza germânica atávica, colocou o dedo sobre um mourão da cerca e, com um duro e rápido golpe de em facão, decepou a ponta do dedo envenenada. Em seguida matou a aranha e foi cuidar da ferida.
“- Era um martelo aquela mulher!”
Ficou clara para mim a definição.
No domingo que passou aconteceu a confraternização esperada, com nossas filhas e genro almoçando conosco.
Findo o dia, minha fofinha perguntou se eu estava contente, com lágrimas nos olhos.
É minha manteguinha.
Estava contente sim, operando minha nova chaleira elétrica, muito apropriada para meus cappuccinos.
Aceitam um?
sábado, 6 de agosto de 2011
Aniversário do Pedrinho
Talvez muitas de vocês tenham visto isso, outras tenham vivido isso.´
Com o passar do tempo, em seus registros fotográficos muitas vezes o que se vê na foto hoje não é o que se espera hoje também, mas lá está, calcado, o seu passado.
Hoje em dia, quem sabe, seja difícil achar algumas fotos, talvez escondidas ou mesmo rasgadas de vergonha, mas alguma de vocês ou sua filha, qualquer hora, usou uma bota igual a da Mara Maravilha ou aparelho nos dentes.
Talvez as duas coisas.
Quantas coisas nós guardamos na memória com carinho ou lembramos com um sorriso escorregado no canto da boca sem dar conta.
Com o tempo, regente do mundo, eu já travei várias batalhas, mesmo sabendo que, no final, ele calcará em mim sua marca e, jazido, serei lembrado somente em momento específicos, cada vez mais distanciados.
Esse melodrama todo vai por conta do primeiro aniversário do Pedrinho, nesta semana que passou.
Em dado momento relembrei as inúmeras vezes que a mãe dele passou aqui por nossa casa, e a evolução daquela menina alegre para a mamãe alegre, apegada ao filho como só uma mãe sabe.
As maquiagens, as roupas, os enfeites pendurados nas orelhas e pescoços.
A amizade dela e minha caçula, coisa de irmãs.
Mesmo sem eu querer, conversas que escapavam do segredo, vozes altas que entravam noite adentro.
Pedia para abaixar o tom da fala, não pelo ruído, mas pela discreção.
Que risadas fantática ouvi, acalentando minha alma.
Ia deixar isto tudo só como uma lembrança a mais, iguais a tantas outras que já tive; mas não. Resolvi registrar.
A memória vai largando coisas boas pelo caminho, lembranças que não gostaria de perder.
Palavras voam, escrita vive, não é isso.
Dedicado ao Pedrinho, com meus votos eternos de felicidades, para que, se um dia ele puder ler este registro, saiba que poucas vezes vi uma mãe exalar tanto amor pelo filho como vejo na Marcella,
E a minha querida sobrinha Mariana e sua vasta prole, de quem sempre tenho saudades.
Com o passar do tempo, em seus registros fotográficos muitas vezes o que se vê na foto hoje não é o que se espera hoje também, mas lá está, calcado, o seu passado.
Hoje em dia, quem sabe, seja difícil achar algumas fotos, talvez escondidas ou mesmo rasgadas de vergonha, mas alguma de vocês ou sua filha, qualquer hora, usou uma bota igual a da Mara Maravilha ou aparelho nos dentes.
Talvez as duas coisas.
Quantas coisas nós guardamos na memória com carinho ou lembramos com um sorriso escorregado no canto da boca sem dar conta.
Com o tempo, regente do mundo, eu já travei várias batalhas, mesmo sabendo que, no final, ele calcará em mim sua marca e, jazido, serei lembrado somente em momento específicos, cada vez mais distanciados.
Esse melodrama todo vai por conta do primeiro aniversário do Pedrinho, nesta semana que passou.
Em dado momento relembrei as inúmeras vezes que a mãe dele passou aqui por nossa casa, e a evolução daquela menina alegre para a mamãe alegre, apegada ao filho como só uma mãe sabe.
As maquiagens, as roupas, os enfeites pendurados nas orelhas e pescoços.
A amizade dela e minha caçula, coisa de irmãs.
Mesmo sem eu querer, conversas que escapavam do segredo, vozes altas que entravam noite adentro.
Pedia para abaixar o tom da fala, não pelo ruído, mas pela discreção.
Que risadas fantática ouvi, acalentando minha alma.
Ia deixar isto tudo só como uma lembrança a mais, iguais a tantas outras que já tive; mas não. Resolvi registrar.
A memória vai largando coisas boas pelo caminho, lembranças que não gostaria de perder.
Palavras voam, escrita vive, não é isso.
Dedicado ao Pedrinho, com meus votos eternos de felicidades, para que, se um dia ele puder ler este registro, saiba que poucas vezes vi uma mãe exalar tanto amor pelo filho como vejo na Marcella,
E a minha querida sobrinha Mariana e sua vasta prole, de quem sempre tenho saudades.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Infância querida
Meu amigo Carelli fez um comentário sobre o Novo Centro Infantil da AABB SP e disparou em mim um turbilhão de memórias dos tempos de moleque.
A primeira imagem lembrança foi do meu carrinho feito de lata de goiabada. Meu pai dobrava com habilidade a tampa da lata - dando-lhe formato de capota - que era lixada para evitar que cortasse os dedos. Pregava quatro pedaços de cabo de vassoura a guisa de pneus e foi nesse carro que eu mais viajei na minha vida. Nele fui para lugares que meu carro atual e meu espírito, ainda que bastante moleque, são incapazes de levar. A maturidade é aborrecida e enterra nossos melhores sonhos, sonhados com a imaginação de criança.
A segunda foi uma bola de borracha que curou uma crise de bronquite.
Depois lembrei de uma vez que nosso grande mestre de molecagem, Julio Fábio, bolou:
Mandou o Beto, que era o menor de nossa turma, provocar o pessoal do fim da rua e, quando eles vieram correndo atrás do desesperado garoto com suas espirradeiras de água, foram recebidos com jatos de mangueiras dos dois lados da rua. Grande vitória.
Lembrei também quando resolvemos dar um susto em alguém que passasse na rua e esticamos um barbante de um lado ao outro da rua para, quando alguém tropeçasse, derrubasse uma latas dentro de uma construção onde deixaríamos outra lata com uma vela acesa dentro. E ficamos na expectativa de quem cairia na nossa troça. Eis que, quando ouvimos passos e fomos olhar quem era, era um aleijadinho que vivia no fim da rua. Foi uma correria para tirar o barbante da rua e livrar nossas consciências.
Não tínhamos um Centro Infantil, uma pena, mas tínhamos algo que a cidade grande nos fez perder:
a rua e a turma.
Turma, naquele tempo um grupo de garotos não era uma gangue.
Sabíamos onde viviam os bandidos e, no nosso caso, nossas fronteiras de liberdade iam até o Imirim e Lauzane.
Talvez seja por isso que me agarro quase desesperadamente no meu jardim. "Do lado de cá tanta ventura", se me permitem a licença poética.
E por falar em Chico Buarque, seguem alguns versos de DOZE ANOS:
“Ai, que saudades que eu tenho
Dos meus doze anos
Que saudade ingrata
Dar bandas por aí
Fazendo grandes planos
E chutando lata
Trocando figurinha
Matando passarinho
Colecionando minhoca
Jogando muito botão
Rodopiando pião...”
Aceitam um cappuccino
A primeira imagem lembrança foi do meu carrinho feito de lata de goiabada. Meu pai dobrava com habilidade a tampa da lata - dando-lhe formato de capota - que era lixada para evitar que cortasse os dedos. Pregava quatro pedaços de cabo de vassoura a guisa de pneus e foi nesse carro que eu mais viajei na minha vida. Nele fui para lugares que meu carro atual e meu espírito, ainda que bastante moleque, são incapazes de levar. A maturidade é aborrecida e enterra nossos melhores sonhos, sonhados com a imaginação de criança.
A segunda foi uma bola de borracha que curou uma crise de bronquite.
Depois lembrei de uma vez que nosso grande mestre de molecagem, Julio Fábio, bolou:
Mandou o Beto, que era o menor de nossa turma, provocar o pessoal do fim da rua e, quando eles vieram correndo atrás do desesperado garoto com suas espirradeiras de água, foram recebidos com jatos de mangueiras dos dois lados da rua. Grande vitória.
Lembrei também quando resolvemos dar um susto em alguém que passasse na rua e esticamos um barbante de um lado ao outro da rua para, quando alguém tropeçasse, derrubasse uma latas dentro de uma construção onde deixaríamos outra lata com uma vela acesa dentro. E ficamos na expectativa de quem cairia na nossa troça. Eis que, quando ouvimos passos e fomos olhar quem era, era um aleijadinho que vivia no fim da rua. Foi uma correria para tirar o barbante da rua e livrar nossas consciências.
Não tínhamos um Centro Infantil, uma pena, mas tínhamos algo que a cidade grande nos fez perder:
a rua e a turma.
Turma, naquele tempo um grupo de garotos não era uma gangue.
Sabíamos onde viviam os bandidos e, no nosso caso, nossas fronteiras de liberdade iam até o Imirim e Lauzane.
Talvez seja por isso que me agarro quase desesperadamente no meu jardim. "Do lado de cá tanta ventura", se me permitem a licença poética.
E por falar em Chico Buarque, seguem alguns versos de DOZE ANOS:
“Ai, que saudades que eu tenho
Dos meus doze anos
Que saudade ingrata
Dar bandas por aí
Fazendo grandes planos
E chutando lata
Trocando figurinha
Matando passarinho
Colecionando minhoca
Jogando muito botão
Rodopiando pião...”
Aceitam um cappuccino
terça-feira, 19 de julho de 2011
Chega! Basta!
Hoje cedo soube por minha amiga Geisa Couto que algo estarrecedor acontecera no interior de São Paulo: pai e filho, que estavam abraçados, foram confundidos (!?) como homossexuais e tomaram uma surra de uma gangue de covardes, frustrados, idiotas e, possivelmente, homossexuais enrustidos que tem raiva de conviver com esse conflito.
Meu primeiro pensamento foi: algumas coisas estão saindo do controle e passando dos limites.
Há algum tempo atrás um bando de bestas deu uma surra numa mulher por que imaginaram que era uma prostituta e o pai de uma dessas bestas disse que isso era coisa de jovens. Lembram?
Agora um reencontro fraternal também virou erro de juízo.
Até quando nossa sociedade, ocidental, evoluída, livre, vai se submeter a essa estupidez de marginais que imaginam que podem impor através da força um tipo de pensamento que já enterramos com Woodstock e com a composição “não existe pecado do lado de baixo do Equador”?
As pessoas boas “deste país” têm que deixar claro que a transigência é determinada pela maioria e a maioria evoluiu.
Chega!
Basta!
Não quero fazer apologia a qualquer tipo de comportamento individual ou profissão religiosa, mas até o símbolo do Deus em forma de bondade, baixado à Terra, um dia pegou um chicote e expulsou os vendilhões do Templo.
Cadeia tem que voltar ao conceito primário de castigo, com a proposta secundária de recuperação, para ser evitada.
Não cometo crime por princípios bem calcados por uma boa educação e pela opção de conviver com pessoas boas; mas o pavor de ficar atrás das grades, sem a liberdade de me mover, dormir e acordar a hora que quiser é, sem dúvida, um enorme combustível pela minha moderação social.
Vamos começar a pressionar esse nosso Congresso fajuto através das armas que temos – voto e amigos que votam, redes sociais e paróquias – para que se restabeleça os limites constitucionais da liberdade individual, e botar um fim nessa intolerância.
E sugiro que se aconselhe esse pessoal a preparar o tomar um cappuccino; é um excelente templo para reflexão.
Obrigado Geisa, por pensar como você pensa e se indignar com essas atrocidades.
Meu primeiro pensamento foi: algumas coisas estão saindo do controle e passando dos limites.
Há algum tempo atrás um bando de bestas deu uma surra numa mulher por que imaginaram que era uma prostituta e o pai de uma dessas bestas disse que isso era coisa de jovens. Lembram?
Agora um reencontro fraternal também virou erro de juízo.
Até quando nossa sociedade, ocidental, evoluída, livre, vai se submeter a essa estupidez de marginais que imaginam que podem impor através da força um tipo de pensamento que já enterramos com Woodstock e com a composição “não existe pecado do lado de baixo do Equador”?
As pessoas boas “deste país” têm que deixar claro que a transigência é determinada pela maioria e a maioria evoluiu.
Chega!
Basta!
Não quero fazer apologia a qualquer tipo de comportamento individual ou profissão religiosa, mas até o símbolo do Deus em forma de bondade, baixado à Terra, um dia pegou um chicote e expulsou os vendilhões do Templo.
Cadeia tem que voltar ao conceito primário de castigo, com a proposta secundária de recuperação, para ser evitada.
Não cometo crime por princípios bem calcados por uma boa educação e pela opção de conviver com pessoas boas; mas o pavor de ficar atrás das grades, sem a liberdade de me mover, dormir e acordar a hora que quiser é, sem dúvida, um enorme combustível pela minha moderação social.
Vamos começar a pressionar esse nosso Congresso fajuto através das armas que temos – voto e amigos que votam, redes sociais e paróquias – para que se restabeleça os limites constitucionais da liberdade individual, e botar um fim nessa intolerância.
E sugiro que se aconselhe esse pessoal a preparar o tomar um cappuccino; é um excelente templo para reflexão.
Obrigado Geisa, por pensar como você pensa e se indignar com essas atrocidades.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Eu e o FACEBOOK de novo.
Quando surgiu aquele negócio do Orkut foi uma febre e fiquei de fora por que não via uma aplicação interessante para meu dia a dia. O negócio de “Comunidade dos Amigos de Brigadeiro e Doce de Leite”, ou “turma dos que detestam o Galvão Bueno” me pareceu muito pouco.
Ter que ficar ligado o tempo todo, saber de segredinhos que não eram segredos não me cativaram a entrar no esquema. Pelo que me recordo, até fiz um perfil, mas sequer me lembro da senha.
Convidado pelo meu sobrinho Rodrigo a entrar no Facebook, fui investigar a coisa e acabei achando uma cadeira onde me sento com conforto.
Através do FB encontrei amigos diletíssimos que, como diria o poeta, “o tempo e a distância” haviam me separado física, mas não mental e afetivamente.
Saber que posso mandar, a qualquer hora, uma mensagem para o Polo, o Luiz “Lulinha” Azevedo ou Serginho Riede, traz um conforto enorme à minha alma.
Também posso ver fotos de viagens – confesso que adoro e vejo sempre – sempre me deixa feliz e muitas vezes viajo junto.
Depois disso comecei a me misturar em grupo que são simplesmente formidáveis: A turma do Banco do Brasil, sejam Dinossauros ou BBzinhos, cinema, mídia, a Ordem dos Fusetas, Amigos dos Onças, Melhores Dicas Livro ou Foi Assim. Cada qual tem seu carisma e às vezes dou muita risada, outras vejo músicas que marcaram minha vida, filmes inesquecíveis que preciso rever. Dá para viver de novo.
A coincidência e divergência de pontos de vista com o pessoal dos grupos tornou-me "amigo de infância" de gente que ainda não conheço pessoalmente.
Entretanto tenho que dizer que não domino por completo a tecnologia desta coisa e às vezes passo algumas vergonhas, como, por exemplo, um amigo que me mandou a mensagem abaixo, por e-mail:
“Oncinha, seu mala, quando é que você vai me aceitar como seu amigo no FACEBOOK?”
Nesse dia eu descobri que aquele número que ficava à frente da palavra “Amigos” significava que tinha gente querendo fazer amizade comigo. Ainda bem que tinha um monte!
E também descobri que não ser aceito como “amigo” é a maior desfeita que uma pessoa pode fazer hoje em dia.
“Tirei aquele cara do meu FB para ele saber que estou com raiva dele” foi a frase que ouvi no saguão do Clube.
Nossa!
“Estou dando um tempo de você!”
Nossa! Nossa!
Tudo tem o lado bom, tudo tem o lado ruim.
Eu prefiro ficar do lado bom, trocando mensagens afetivas, comentários alegres e sinceros que ajudam o tempo ser feliz.
Quero deixar aqui um grande abraço, em particular, para a Leila, Claudião, Edeli, Camila, Julio Fábio e meus compadres Roberto e Ana.
No geral, devo dizer que conversar com vocês pelo teclado é como se estivessem na sala da minha casa, tomando um cappuccino comigo.
Grande abraço
Ter que ficar ligado o tempo todo, saber de segredinhos que não eram segredos não me cativaram a entrar no esquema. Pelo que me recordo, até fiz um perfil, mas sequer me lembro da senha.
Convidado pelo meu sobrinho Rodrigo a entrar no Facebook, fui investigar a coisa e acabei achando uma cadeira onde me sento com conforto.
Através do FB encontrei amigos diletíssimos que, como diria o poeta, “o tempo e a distância” haviam me separado física, mas não mental e afetivamente.
Saber que posso mandar, a qualquer hora, uma mensagem para o Polo, o Luiz “Lulinha” Azevedo ou Serginho Riede, traz um conforto enorme à minha alma.
Também posso ver fotos de viagens – confesso que adoro e vejo sempre – sempre me deixa feliz e muitas vezes viajo junto.
Depois disso comecei a me misturar em grupo que são simplesmente formidáveis: A turma do Banco do Brasil, sejam Dinossauros ou BBzinhos, cinema, mídia, a Ordem dos Fusetas, Amigos dos Onças, Melhores Dicas Livro ou Foi Assim. Cada qual tem seu carisma e às vezes dou muita risada, outras vejo músicas que marcaram minha vida, filmes inesquecíveis que preciso rever. Dá para viver de novo.
A coincidência e divergência de pontos de vista com o pessoal dos grupos tornou-me "amigo de infância" de gente que ainda não conheço pessoalmente.
Entretanto tenho que dizer que não domino por completo a tecnologia desta coisa e às vezes passo algumas vergonhas, como, por exemplo, um amigo que me mandou a mensagem abaixo, por e-mail:
“Oncinha, seu mala, quando é que você vai me aceitar como seu amigo no FACEBOOK?”
Nesse dia eu descobri que aquele número que ficava à frente da palavra “Amigos” significava que tinha gente querendo fazer amizade comigo. Ainda bem que tinha um monte!
E também descobri que não ser aceito como “amigo” é a maior desfeita que uma pessoa pode fazer hoje em dia.
“Tirei aquele cara do meu FB para ele saber que estou com raiva dele” foi a frase que ouvi no saguão do Clube.
Nossa!
“Estou dando um tempo de você!”
Nossa! Nossa!
Tudo tem o lado bom, tudo tem o lado ruim.
Eu prefiro ficar do lado bom, trocando mensagens afetivas, comentários alegres e sinceros que ajudam o tempo ser feliz.
Quero deixar aqui um grande abraço, em particular, para a Leila, Claudião, Edeli, Camila, Julio Fábio e meus compadres Roberto e Ana.
No geral, devo dizer que conversar com vocês pelo teclado é como se estivessem na sala da minha casa, tomando um cappuccino comigo.
Grande abraço
domingo, 3 de julho de 2011
Um homem a ser admirado por todos os brasileiros
Sempre fui fissurado em esporte e particularmente futebol.
O Brasil nos meus tempos de garoto era o país do futebol, ou mais precisamente o país do Rei do Futebol e Príncipes espetaculares como Didi, Nilton Santos, Pepe, Jair da Rosa Pinto, e tinha muita gente boa.
Quando saíamos do futebol as coisas rareavam bastante e sobravam expoentes individuais como Maria Ester Bueno, Adhemar Ferreira da Silva, Eder Jofre e Cláudio Guardabassi.
Nas Olimpíadas o que eu mais fazia era sofrer. Rádios não informavam nada e televisão menos ainda. Jornais somente davam notas, pequenas, nas páginas internas.
O Brasil somente começou a mudar e visualisar outros esportes quando surgiu um locutor que me parece gostar de esportes: Luciano do Valle.
Lembro a força que ele deu para o vôlei masculino e feminino, transmitindo o Sul-americano de Santo André de 1981, onde nossas meninas conseguiram quebrar longa hegemonia das peruanas, umas nojentas que entravam em quadra com cara de enfado. Dez anos depois o Brasil destronou de vez o Peru e terminou o ano de 2010 como o primeiro do ranking.
No masculino promoveu um Mundialito em 1982 no qual, sob uma chuva torrencial, o Brasil derrotou a União Soviética – que era imbatível na época – por três setes a dois, deixando um trauma enorme no técnico que, no ano seguinte, ao derrotar o Brasil no final do Campeonato Mundial saiu gritando em direção ao bando do Brasil: “Mundialito finished”, encerrando a era daquele jogo. Parece que não foi bem assim; somente agora a Rússia esta se reerguendo.
Luciano conseguiu fazer os brasileiros entrar e dominar a Fórmula Indy, uma Fórmula Um morna.
Apoiou e apóia esportes olímpicos e vários atletas, como Keila Costa, surgiram depois que ele colocou seu dedo mago em cima.
Hoje ele ainda tenta alavancar o futebol feminino, muito mais bonito que o masculino, jogado com mais garra, mais alegria, mais dedicação e que hoje tem aquela moça que mais orgulho nos dá neste esporte: a pentacampeã Marta.
Assisti com muito gosto o Brasil vencer a Noruega esta tarde, e apesar dos comentários muito chatos do Neto, adorei o entusiasmo “de principiante” na narrativa.
Parabéns Luciano do Valle! Sinceramente acho que o Brasil nunca vai conseguir retribuir o que você lhe fez, mas pelo menos este amigo lhe rende uma homenagem do tamanho que me é possível.
Vamos tomar um cappuccino?
O Brasil nos meus tempos de garoto era o país do futebol, ou mais precisamente o país do Rei do Futebol e Príncipes espetaculares como Didi, Nilton Santos, Pepe, Jair da Rosa Pinto, e tinha muita gente boa.
Quando saíamos do futebol as coisas rareavam bastante e sobravam expoentes individuais como Maria Ester Bueno, Adhemar Ferreira da Silva, Eder Jofre e Cláudio Guardabassi.
Nas Olimpíadas o que eu mais fazia era sofrer. Rádios não informavam nada e televisão menos ainda. Jornais somente davam notas, pequenas, nas páginas internas.
O Brasil somente começou a mudar e visualisar outros esportes quando surgiu um locutor que me parece gostar de esportes: Luciano do Valle.
Lembro a força que ele deu para o vôlei masculino e feminino, transmitindo o Sul-americano de Santo André de 1981, onde nossas meninas conseguiram quebrar longa hegemonia das peruanas, umas nojentas que entravam em quadra com cara de enfado. Dez anos depois o Brasil destronou de vez o Peru e terminou o ano de 2010 como o primeiro do ranking.
No masculino promoveu um Mundialito em 1982 no qual, sob uma chuva torrencial, o Brasil derrotou a União Soviética – que era imbatível na época – por três setes a dois, deixando um trauma enorme no técnico que, no ano seguinte, ao derrotar o Brasil no final do Campeonato Mundial saiu gritando em direção ao bando do Brasil: “Mundialito finished”, encerrando a era daquele jogo. Parece que não foi bem assim; somente agora a Rússia esta se reerguendo.
Luciano conseguiu fazer os brasileiros entrar e dominar a Fórmula Indy, uma Fórmula Um morna.
Apoiou e apóia esportes olímpicos e vários atletas, como Keila Costa, surgiram depois que ele colocou seu dedo mago em cima.
Hoje ele ainda tenta alavancar o futebol feminino, muito mais bonito que o masculino, jogado com mais garra, mais alegria, mais dedicação e que hoje tem aquela moça que mais orgulho nos dá neste esporte: a pentacampeã Marta.
Assisti com muito gosto o Brasil vencer a Noruega esta tarde, e apesar dos comentários muito chatos do Neto, adorei o entusiasmo “de principiante” na narrativa.
Parabéns Luciano do Valle! Sinceramente acho que o Brasil nunca vai conseguir retribuir o que você lhe fez, mas pelo menos este amigo lhe rende uma homenagem do tamanho que me é possível.
Vamos tomar um cappuccino?
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Fico Pensando
Para minha grande tristeza, a bronquite que me afligiu a infância inteira foi grande impeditivo para que praticasse qualquer esporte aeróbico.
Como parte do texto do meu destino, junto com meus genes vieram uma gana desgraçada por qualquer jogo que tenha uma bola; golfe, futebol, tênis, basquete, vôlei, tamboréu, pingue-pongue, badminton e por aí vai.
Aprendi a nadar pelas boas mãos de um primo aos 17 anos e aí eu tive um consolo: meu amigo Julião era um ano mais velho que eu. Ou seja, natação para nós só foi um jeito de ficarmos acima da água, competição jamais.
Para completar a escrita, adquiri uma lesão nos dois braços e, desde então, reservei-me ao direito de somente comentar o que vejo, inúmeras vezes enxugando a bába invejosa que escorre pelo canto da boca.
Talvez seja por isso e pelo ditado popular que “algumas cobras ganham asa e não sabem o que fazer com isso”, eu fico tremendamente inconformado quando vejo notícias, a exemplo da que consta do noticiário de hoje, que uma nadadora de ponta do Brasil estará fora do Campeonato Mundial “por um descuido, uma bobeira”.
Ela recebeu uma amostra grátis e provou sem ler a bula ou o descritivo do que continha aquilo que ela comia e, tchan tchan tchan tchan, continha Metilhexanamina, da classe S6.b, Estimulante, item proibido para atletas.
Meu Deus!!!
Longe de fazer um mau juízo, não acredito no uso voluntário da substância, acho imperdoável esse descuido.
Já tivemos gente fora de competições por chás, pomadas, remédios.
É um descuido imperdoável, ficaremos sem alguém que, certamente, estaria nas finais do torneio, assim como já ficamos sem nossa medalhista de ouro em uma Olimpíada.
Tenho uma sugestão para o próximo atleta que for pego pelo antidoping:
fique calado, se esconda e mande o técnico ou o relações públicas informar que “o atleta está chorando trancado no quarto, morrendo de vergonha da bobagem que fez e pede encarecidamente que esqueçam seu nome, seu rosto, seu passado”.
Para os demais atletas, por favor, se lhes mandarem uma amostra grátis qualquer, joguem no lixo e tomem um cappuccino. Se precisarem de companhia nessa hora, eu vou.
Como parte do texto do meu destino, junto com meus genes vieram uma gana desgraçada por qualquer jogo que tenha uma bola; golfe, futebol, tênis, basquete, vôlei, tamboréu, pingue-pongue, badminton e por aí vai.
Aprendi a nadar pelas boas mãos de um primo aos 17 anos e aí eu tive um consolo: meu amigo Julião era um ano mais velho que eu. Ou seja, natação para nós só foi um jeito de ficarmos acima da água, competição jamais.
Para completar a escrita, adquiri uma lesão nos dois braços e, desde então, reservei-me ao direito de somente comentar o que vejo, inúmeras vezes enxugando a bába invejosa que escorre pelo canto da boca.
Talvez seja por isso e pelo ditado popular que “algumas cobras ganham asa e não sabem o que fazer com isso”, eu fico tremendamente inconformado quando vejo notícias, a exemplo da que consta do noticiário de hoje, que uma nadadora de ponta do Brasil estará fora do Campeonato Mundial “por um descuido, uma bobeira”.
Ela recebeu uma amostra grátis e provou sem ler a bula ou o descritivo do que continha aquilo que ela comia e, tchan tchan tchan tchan, continha Metilhexanamina, da classe S6.b, Estimulante, item proibido para atletas.
Meu Deus!!!
Longe de fazer um mau juízo, não acredito no uso voluntário da substância, acho imperdoável esse descuido.
Já tivemos gente fora de competições por chás, pomadas, remédios.
É um descuido imperdoável, ficaremos sem alguém que, certamente, estaria nas finais do torneio, assim como já ficamos sem nossa medalhista de ouro em uma Olimpíada.
Tenho uma sugestão para o próximo atleta que for pego pelo antidoping:
fique calado, se esconda e mande o técnico ou o relações públicas informar que “o atleta está chorando trancado no quarto, morrendo de vergonha da bobagem que fez e pede encarecidamente que esqueçam seu nome, seu rosto, seu passado”.
Para os demais atletas, por favor, se lhes mandarem uma amostra grátis qualquer, joguem no lixo e tomem um cappuccino. Se precisarem de companhia nessa hora, eu vou.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Meu querido amigo Waldo.
Dr. Waldo Norberto dos Santos Cantagallo.
Conheci Dr. Waldo na AABB, numa época que precisávamos de alguém muito competente para cuidar do Departamento Jurídico. Ele estava à frente do Departamento de Patinação, cuidando do desenvolvimento de suas filhas e das demais crianças que adoravam esse esporte que, recentemente, nos trouxe várias medalhas do Campeonato Brasileiro.
Com seus préstimos profissionais, ajudou nosso clube a implementar uma nova política de Recursos Humanos profícua, de grandes resultados para nossa Associação.
Pai primoroso, foi meu amigo e conselheiro particular, pessoa incomum, sem desafetos.
Estou triste por essa partida para lá de inesperada.
Espero encontrá-lo, um dia, na Eternidade, e colocar nossa conversa em dia por lá.
Meus sentimentos à nossa querida Maria Inês e aos filhos do casal.
Reitero meu pensamento que os melhores vão primeiro.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Parati, Petrópolis e Rio de Janeiro, breve.
Um breve relato sobre nossa viagem rápida aos lugares acima.
Nossa visita a Parati começou com uma grande aventura: fomos pela estrada que passa por Cunha, a Estrada Real que, ao entrarmos no Estado do Rio de Janeiro, passa a ser um conjunto de pedras lisas e buracos, ladeada por barrancos e precipícios, além de um lamaçal medonho em função da umidade local ser muito alta e a manutenção da estrada inexistente.
Confesso que pela primeira vez em minha vida, sofri ao volante.
Foram nove quilômetros e oitocentos metros vencidos em mais de duas horas, com seguidas batidas do protetor do carter nas pedras do caminho, o carro tombando de lado, que nos dava a sensação que iríamos capotar, simplesmente.
Quase ao final da tormenta, faltando dois quilômetros para voltarmos ao asfalto, encontramos uma cabana com uma placa escrita “Apoio ao Turista”, um apoio moral e alcoólico, pois nem consertar um pneu era possível.
A figura que ali estava nos falou várias vezes para relaxar, disse que não precisava consumir nada e me mostrou onde o asfalto recomeçaria.
Após deslizar mais ou menos um quilometro encontrei uma ponte caída e um desvio feito por três placas de concreto à esquerda da ponte, aonde mal e mal passava o carro. Passei direto pela pinguela preocupado em não cair no rio e em não bater numa enorme pedra que fica em frente à pequena ponte, que aparece na foto coberta por uma folhagem verde.
Aliás, tirei fotos do lugar para registrar para sempre a minha insanidade.
Ficamos no Coxixo, que não é mais da Maria Della Costa e agora se chama Pousada Literária.
Maria é uma grande artista, mora ao lado do hotel e tivemos a alegria de visitá-la na manhã de sábado. Foi uma conversa para lá de agradável e muito gratificante.
Ela é uma mulher incrível.
Ainda haverei de publicar uma crônica só para ela. Por agora posso dizer que ela foi uma anfritriã amável, nos brindou com um livro sobre sua vida e nos mostrou coisas fantásticas, como a estátua que Victor Brecheret lhe fez na ocasião em que interpretou Joana D'Arc em "O Canto da Cotovia".
A viagem já valera a pena.
À noite saímos para passear pela cidade, com muito gosto, e jantamos no Margarida Café, ouvindo a cantora Maria Marta, de voz agradabilíssima.
Deixa o bom restaurante muito melhor.
Aviso aos navegantes:
tenho dicas fabulosas sobre onde não comer e, principalmente aonde comer em Parati.
O dia seguinte foi para descobrir Parati, rever e pisar suas pedras, sua História
.
Nas ruas de Parati é possivel encontrar muitos músicos, alguns cheios de talento como a dupla ao lado.
Às vezes eles estão dentro das casas, como o Osmar da flauta, que espalha uma música suave a partir das janelas da Casa da Música.
E sobra talento entre os artistas plásticos, como vimos no
Ateliê de Lucio Cruz, com quadros e máscaras incríveis, e o Noca, cicerone alegre, culto e simpático.
Parati é uma maravilha.
Nossa viagem para Petrópolis começou como uma corrida de obstáculos. Coitada da Elisa, quantos sustos! Uma hora um pedestre bêbado, depois dois ciclistas em tempos alternados, praticamente entraram na frente do carro com a mínima chance de brecar e desviar.
Chegamos a Petrópolis no final da tarde, ainda a tempo de visitar o Museu Imperial.
O sol se põe cedo na cidade e o passeio noturno foi feito sob grande frio.
No segunda-feira Petrópolis fecha para balanço e nós aproveitamos para irmos até Teresópolis visitar, entre outras coisas, a sede da CDF.
A Estrada Petrópolis Teresópolis está em obras e ficamos parados várias vezes, tranquilos, apreciando a vista.
De volta a Petrópolis visitamos a Casa da Ipiranga, também chamada de Sete Erros.
No dia seguinte encontramos uma figura muito conhecida em Petrópolis, o Bento Junior, ex-jogador de futebol da cidade que também jogou em Portugal, agora guia turístico.
Ele fez de nosso passeio uma visita muito proveitosa, um mergulho na nossa História, que incluiu conhecer a “Encantada”, casa do Santos Dumont que, para mim, foi o ponto alto da visita a Petrópolis. Gostei mais dali que do Museu Imperial.
Sobre Petrópolis tenho que ressaltar uma coisa negativa: gostaria de poder escrever com todas as letras o nome do restaurante aonde, à tarde, eu vi o pessoal da cozinha reaproveitando a salada que havia sido deixada por uns clientes que alí haviam almoçado. Mas eu posso contar numa conversa particular.

Após Petrópolis, visitamos a Igreja da Penha, no Rio de Janeiro, para cumprir uma promessa minha. É fato que nos perdemos no caminho, para variar, mas chegamos lá, subimos os 365 degraus e visitamos a igreja.
Uma maravilha. Que igreja linda e que visão fantastica da Cidade Maravilhosa.
Como estavam gravando uma novela, O Astro, ficamos retidos lá no alto até que a Regina Duarte desse o beijo no galã.
Descemos a pé, porque o bondinho que pretendíamos pegar foi sendo ocupado pelos equipamentos da Globo, jogados NO meu pé pelos técnicos da emissora, sempre grosseiros.
Não foi o sufuciente para nos aborrecer e ainda deu tempo de uma escala técnica na Confeitaria Colombo, onde tomei meu tradicional cappuccino.

Nossa visita a Parati começou com uma grande aventura: fomos pela estrada que passa por Cunha, a Estrada Real que, ao entrarmos no Estado do Rio de Janeiro, passa a ser um conjunto de pedras lisas e buracos, ladeada por barrancos e precipícios, além de um lamaçal medonho em função da umidade local ser muito alta e a manutenção da estrada inexistente.
Confesso que pela primeira vez em minha vida, sofri ao volante.
Foram nove quilômetros e oitocentos metros vencidos em mais de duas horas, com seguidas batidas do protetor do carter nas pedras do caminho, o carro tombando de lado, que nos dava a sensação que iríamos capotar, simplesmente.
Quase ao final da tormenta, faltando dois quilômetros para voltarmos ao asfalto, encontramos uma cabana com uma placa escrita “Apoio ao Turista”, um apoio moral e alcoólico, pois nem consertar um pneu era possível.A figura que ali estava nos falou várias vezes para relaxar, disse que não precisava consumir nada e me mostrou onde o asfalto recomeçaria.
Após deslizar mais ou menos um quilometro encontrei uma ponte caída e um desvio feito por três placas de concreto à esquerda da ponte, aonde mal e mal passava o carro. Passei direto pela pinguela preocupado em não cair no rio e em não bater numa enorme pedra que fica em frente à pequena ponte, que aparece na foto coberta por uma folhagem verde.
Aliás, tirei fotos do lugar para registrar para sempre a minha insanidade.
Ficamos no Coxixo, que não é mais da Maria Della Costa e agora se chama Pousada Literária.Maria é uma grande artista, mora ao lado do hotel e tivemos a alegria de visitá-la na manhã de sábado. Foi uma conversa para lá de agradável e muito gratificante.

Ela é uma mulher incrível.
Ainda haverei de publicar uma crônica só para ela. Por agora posso dizer que ela foi uma anfritriã amável, nos brindou com um livro sobre sua vida e nos mostrou coisas fantásticas, como a estátua que Victor Brecheret lhe fez na ocasião em que interpretou Joana D'Arc em "O Canto da Cotovia".
A viagem já valera a pena.
À noite saímos para passear pela cidade, com muito gosto, e jantamos no Margarida Café, ouvindo a cantora Maria Marta, de voz agradabilíssima.

Deixa o bom restaurante muito melhor.
Aviso aos navegantes:
tenho dicas fabulosas sobre onde não comer e, principalmente aonde comer em Parati.
O dia seguinte foi para descobrir Parati, rever e pisar suas pedras, sua História
.Nas ruas de Parati é possivel encontrar muitos músicos, alguns cheios de talento como a dupla ao lado.
Às vezes eles estão dentro das casas, como o Osmar da flauta, que espalha uma música suave a partir das janelas da Casa da Música.
E sobra talento entre os artistas plásticos, como vimos no
Ateliê de Lucio Cruz, com quadros e máscaras incríveis, e o Noca, cicerone alegre, culto e simpático.Parati é uma maravilha.
Nossa viagem para Petrópolis começou como uma corrida de obstáculos. Coitada da Elisa, quantos sustos! Uma hora um pedestre bêbado, depois dois ciclistas em tempos alternados, praticamente entraram na frente do carro com a mínima chance de brecar e desviar.
Chegamos a Petrópolis no final da tarde, ainda a tempo de visitar o Museu Imperial.
O sol se põe cedo na cidade e o passeio noturno foi feito sob grande frio.
No segunda-feira Petrópolis fecha para balanço e nós aproveitamos para irmos até Teresópolis visitar, entre outras coisas, a sede da CDF.
A Estrada Petrópolis Teresópolis está em obras e ficamos parados várias vezes, tranquilos, apreciando a vista.De volta a Petrópolis visitamos a Casa da Ipiranga, também chamada de Sete Erros.
No dia seguinte encontramos uma figura muito conhecida em Petrópolis, o Bento Junior, ex-jogador de futebol da cidade que também jogou em Portugal, agora guia turístico.
Ele fez de nosso passeio uma visita muito proveitosa, um mergulho na nossa História, que incluiu conhecer a “Encantada”, casa do Santos Dumont que, para mim, foi o ponto alto da visita a Petrópolis. Gostei mais dali que do Museu Imperial.
Sobre Petrópolis tenho que ressaltar uma coisa negativa: gostaria de poder escrever com todas as letras o nome do restaurante aonde, à tarde, eu vi o pessoal da cozinha reaproveitando a salada que havia sido deixada por uns clientes que alí haviam almoçado. Mas eu posso contar numa conversa particular.

Após Petrópolis, visitamos a Igreja da Penha, no Rio de Janeiro, para cumprir uma promessa minha. É fato que nos perdemos no caminho, para variar, mas chegamos lá, subimos os 365 degraus e visitamos a igreja.
Uma maravilha. Que igreja linda e que visão fantastica da Cidade Maravilhosa.
Como estavam gravando uma novela, O Astro, ficamos retidos lá no alto até que a Regina Duarte desse o beijo no galã.
Descemos a pé, porque o bondinho que pretendíamos pegar foi sendo ocupado pelos equipamentos da Globo, jogados NO meu pé pelos técnicos da emissora, sempre grosseiros.
Não foi o sufuciente para nos aborrecer e ainda deu tempo de uma escala técnica na Confeitaria Colombo, onde tomei meu tradicional cappuccino.

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quinta-feira, 9 de junho de 2011
A absoluta ineficiência da Eletropaulo
Vivo em um bairro arborizado - Graças a Deus - e a alguns moradores que prezam e preservam suas árvores quase como um troféu.
O Poder Público passa longe daqui o tempo todo; às vezes agradecemos por isso e outras padecemos.
Tanto a Eletropaulo quanto a Prefeitura não fazem manutenção preventiva nas árvores e, qualquer chuva de vento é suficiente para que um galhinho qualquer toque na fiação e ficamos sem energia elétrica.
De imediato mando meu torpedo para o 27373 avisando da queda da energia e ficamos horas aguardando que um emissário da Eletropaulo venha restabelecer o fornecimento.
Horas!
O pessoal chega, corre a rua de carro olhando os fios e religa a luz numa operação que não dura mais que três minutos.
Horas para essa complexidade toda.
Anteontem aconteceu a falta de energia pela primeira vez às 11:30 e a luz foi restabelecida às 15:00.
Depois novo caiu às 18:13 e só tivemos a energia de voltou ontem às 16:13. Para combinar.
A desculpa de anteontem e ontem - sempre há uma desculpa - foi o vento excepcional.
Faço três perguntas:
1ª As equipes de emergência não deveriam estar dimensionadas para qualquer emergência?
2ª Você sabia que depois da privatização da Empresa essas equipes foram reduzidas a menos de um quarto do que eram? (informação que já obtive há mais de um ano; pode ser que o quadro esteja ainda menor).
3ª Se a Eletropaulo ainda fosse estatal, você não estaria ouvindo pela mídia toda que ela seria ineficiente por ser do governo e precisaria ser privatizada?
E saiba de mais um detalhe cavernoso: A Eletropaulo vai abater o tempo que faltou luz somente daqui quatro contas. Isso mesmo, contas.
Da última vez que faltou energia em três dias seguidos e numa dessas ocasiões por mais de oito horas, o abatimento foi de R$1,25.
Então, pegue sua conta e repare que existe um quadro onde se informa quantas vezes se ficou sem luz no período, tempo de interrupção, etc. Veja que o critério, se assim pode ser chamado, é alterado mês a mês e não existe uma lógica para quem é um consumidor simples, como eu, por exemplo.
Terrível!
Mais um detalhe bastante cômico, que meus patrícios certamente morreriam de rir: quando se consegue falar nalgum dos vários 0800 – ontem não se conseguia falar nem com a Ouvidoria – a simpática atendente eletrônica informa que você pode entrar em contato com a Eletropaulo TAMBÉM ATRAVÉS DA INTENET!!!
Como vou utilizar a internet sem luz, ora pois?!
Enquanto isso nós vamos cotando valores de geradores e somando gastos para podermos manter a casa dentro da normalidade que é hoje nosso mundo.
Infelizmente perdi a despedida do Ronaldo Fenômeno na seleção e a noite teria sido completamente perdida se não fosse a minha mulher chamar para uma pequena conversa a dois. É, não foi tão mal!
Mas não precisávamos ficar vinte e duas horas sem energia elétrica para isso. Graças a Deus de novo.
Agora que voltou a energia, aceitam um cappuccino?
O Poder Público passa longe daqui o tempo todo; às vezes agradecemos por isso e outras padecemos.
Tanto a Eletropaulo quanto a Prefeitura não fazem manutenção preventiva nas árvores e, qualquer chuva de vento é suficiente para que um galhinho qualquer toque na fiação e ficamos sem energia elétrica.

De imediato mando meu torpedo para o 27373 avisando da queda da energia e ficamos horas aguardando que um emissário da Eletropaulo venha restabelecer o fornecimento.
Horas!
O pessoal chega, corre a rua de carro olhando os fios e religa a luz numa operação que não dura mais que três minutos.
Horas para essa complexidade toda.
Anteontem aconteceu a falta de energia pela primeira vez às 11:30 e a luz foi restabelecida às 15:00.
Depois novo caiu às 18:13 e só tivemos a energia de voltou ontem às 16:13. Para combinar.
A desculpa de anteontem e ontem - sempre há uma desculpa - foi o vento excepcional.
Faço três perguntas:
1ª As equipes de emergência não deveriam estar dimensionadas para qualquer emergência?
2ª Você sabia que depois da privatização da Empresa essas equipes foram reduzidas a menos de um quarto do que eram? (informação que já obtive há mais de um ano; pode ser que o quadro esteja ainda menor).
3ª Se a Eletropaulo ainda fosse estatal, você não estaria ouvindo pela mídia toda que ela seria ineficiente por ser do governo e precisaria ser privatizada?
E saiba de mais um detalhe cavernoso: A Eletropaulo vai abater o tempo que faltou luz somente daqui quatro contas. Isso mesmo, contas.
Da última vez que faltou energia em três dias seguidos e numa dessas ocasiões por mais de oito horas, o abatimento foi de R$1,25.
Então, pegue sua conta e repare que existe um quadro onde se informa quantas vezes se ficou sem luz no período, tempo de interrupção, etc. Veja que o critério, se assim pode ser chamado, é alterado mês a mês e não existe uma lógica para quem é um consumidor simples, como eu, por exemplo.
Terrível!
Mais um detalhe bastante cômico, que meus patrícios certamente morreriam de rir: quando se consegue falar nalgum dos vários 0800 – ontem não se conseguia falar nem com a Ouvidoria – a simpática atendente eletrônica informa que você pode entrar em contato com a Eletropaulo TAMBÉM ATRAVÉS DA INTENET!!!
Como vou utilizar a internet sem luz, ora pois?!
Enquanto isso nós vamos cotando valores de geradores e somando gastos para podermos manter a casa dentro da normalidade que é hoje nosso mundo.
Infelizmente perdi a despedida do Ronaldo Fenômeno na seleção e a noite teria sido completamente perdida se não fosse a minha mulher chamar para uma pequena conversa a dois. É, não foi tão mal!
Mas não precisávamos ficar vinte e duas horas sem energia elétrica para isso. Graças a Deus de novo.
Agora que voltou a energia, aceitam um cappuccino?
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