O jornal Estado de São Paulo está lançando mão de um recurso muito baixo para quem se propõe defender a liberdade de escolha, o certo e o correto:
lança um DDA na sua conta-corrente sem contato ou aviso prévio.
Para você correntista não existe a opção de mandar estornar o débito de algo que você não pediu ou não comprou; resta-lhe somente entrar em contato com o jornal.
Então começam as dificuldades:
Não se acha com facilidade o telefone exato para se ligar e depois que se consegue um número, existe um sem-número de opções que você tem que ouvir pacientemente enquanto a companhia telefônica vai enriquecendo.
Nada de ligação grátis nesse caso.
Se você não acertar a opção, a ligação é encerrada, simplesmente.
Finalmente você consegue descobrir a opção desejada, aguarda ainda por mais ou menos quinze minutos para que um atendente lhe informe que se trata de uma “degustação” do Jornal.
Não entendi: estaria ele sugerindo que eu almoço ou janto papel? E ainda por cima papel de jornal ?
Vamos aos fatos:
Isto fere completa e frontalmente o Código de Defesa do Consumidor: caso quisessem mandar esse jornal reacionário – que durante a ditadura publicou que a atriz Maria Della Costa estava escondida em Parati – como cortesia, deveriam fazê-lo DE GRAÇA.
Querem saber de mais uma: o atendente Carlos Alberto me disse que o jornal estaria sendo entregue em casa desde terça-feira, outra mentira.
E ainda queria meus dados completos para mandar cancelar aquilo que eu não pedi ou não quis comprar!
Definitivamente esse pessoal não será convidado por mim a tomar um cappuccino.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
Memórias
Estou lendo - e me deliciando - o livro Tetê-a-Tête, de Hazel Rowley, que conta detalhes da vida de Simone do Bourvoir e Jean Paul Sartre entre 1929 e o fim da vida de ambos.
A minha fascinação se deve aos relatos fiéis de passagens das vidas dos dois, registrados em milhares de cartas que se escreviam praticamente todos os dias.
Não era um fato isolado, algo deles dois, mais algo corriqueiro que praticavam com todas as pessoas com quem conviviam e vice-versa.
E eles davam um incrível valor às suas cartas a ponto da filha de Simone dar uma surra em uma das mulheres de Sartre e tomar as cartas dele que ela mantinha em seu poder, só para evitar que ela as queimasse.
Acima de tudo que já ouvira falar sobre o casal, pude ter uma real noção da relação no dia-a-dia de ambos e de sua crescente maturidade - os relatos começam na adolescência de Simone – e à filosofia de vida que adotaram, resultante da efervescência dos seus cérebros.
Não seríamos as pessoas livres que somos - pelo menos no tempo que fomos – sem esse casal fantástico.
Hoje, quando abro meu computador e quase todo dia visito a página da tal Rede Social, vejo um sem número de registros entre pessoas e amigos que, ainda que de maneira rudimentar, formariam nos nossos dias a mesma documentação das cartas de antigamente.
Amores que começam, amores que perduram, amores que estão em via de se findar.
Deboches cotidianos com nossos políticos, expectativas e alegrias e tristezas com o resultado do futebol.
Aí chega a minha questão:
Será que se guardássemos esses registros, poderíamos um dia também escrever nossas biografias? Ou alguém poderia fazê-lo? Seria interessante fazê-lo?
Reparo que muitos espalham fotografias, sempre portadoras de alegrias, até porque acho que ninguém tira fotos quando está triste.
Fotos de viagem, aniversários, encontros.
As fotografias são nosso refúgio para onde corremos quando precisamos recarregar nossas alegrias. São também os registros de nossas felicidades, seja na festa de aniversário, seja nas ruas de Santiago do Chile.
Espalhamos isso por aí.
Será que poderíamos criar uma nova rede social, onde faríamos de forma permanente o registro escrito e fotográfico - e até mesmo filmes e vídeos - de nossos relacionamentos com o mundo que nos cerca?
Fica aí, pois, a sugestão; afinal, pelo menos para aqueles que nos cercam, somos História e participamos de sua História.
Enquanto isso, aceitam um cappuccino.
A minha fascinação se deve aos relatos fiéis de passagens das vidas dos dois, registrados em milhares de cartas que se escreviam praticamente todos os dias.
Não era um fato isolado, algo deles dois, mais algo corriqueiro que praticavam com todas as pessoas com quem conviviam e vice-versa.
E eles davam um incrível valor às suas cartas a ponto da filha de Simone dar uma surra em uma das mulheres de Sartre e tomar as cartas dele que ela mantinha em seu poder, só para evitar que ela as queimasse.
Acima de tudo que já ouvira falar sobre o casal, pude ter uma real noção da relação no dia-a-dia de ambos e de sua crescente maturidade - os relatos começam na adolescência de Simone – e à filosofia de vida que adotaram, resultante da efervescência dos seus cérebros.
Não seríamos as pessoas livres que somos - pelo menos no tempo que fomos – sem esse casal fantástico.
Hoje, quando abro meu computador e quase todo dia visito a página da tal Rede Social, vejo um sem número de registros entre pessoas e amigos que, ainda que de maneira rudimentar, formariam nos nossos dias a mesma documentação das cartas de antigamente.
Amores que começam, amores que perduram, amores que estão em via de se findar.
Deboches cotidianos com nossos políticos, expectativas e alegrias e tristezas com o resultado do futebol.
Aí chega a minha questão:
Será que se guardássemos esses registros, poderíamos um dia também escrever nossas biografias? Ou alguém poderia fazê-lo? Seria interessante fazê-lo?
Reparo que muitos espalham fotografias, sempre portadoras de alegrias, até porque acho que ninguém tira fotos quando está triste.
Fotos de viagem, aniversários, encontros.
As fotografias são nosso refúgio para onde corremos quando precisamos recarregar nossas alegrias. São também os registros de nossas felicidades, seja na festa de aniversário, seja nas ruas de Santiago do Chile.
Espalhamos isso por aí.
Será que poderíamos criar uma nova rede social, onde faríamos de forma permanente o registro escrito e fotográfico - e até mesmo filmes e vídeos - de nossos relacionamentos com o mundo que nos cerca?
Fica aí, pois, a sugestão; afinal, pelo menos para aqueles que nos cercam, somos História e participamos de sua História.
Enquanto isso, aceitam um cappuccino.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
De mal com a UNICEF
Não que seja grande coisa o que faço para a UNICEF todo ano, mas tenho tido o hábito anual de fazer uma compra de produtos do catálogo natalino dessa organização há alguns anos, além de uma pequena contribuição para o Criança Esperança, com a finalidade de colaborar para o programa de combate a pobreza.
Do Papa Bento XVI à Enfermeira da Jamaica, todos estão cientes que o ralo das necessidades supera em muito o gotejamento do dinheiro caridoso.
Dia desses conversava com um amigo sobre a pobreza e a miséria no mundo e ficamos abismados com a situação que se encontram pessoas de diversos países onde não poderíamos imaginar a existência de indigentes, e a única vantagem desses lugares é uma inexistência de linha de corrupção, ou quando existe tem um resultado esperado para quem a pratica: cadeia.
Como no Brasil a cadeia tem assentos reservados, pessoalmente tenho a firme convicção de só contribuir para entidades sérias e, de preferência, que eu conheça o caminho todo do dinheiro, princípio, meio e fins.
Esse meu comportamento pode passar além da Taprobana do cinismo, mas cansei de ver contribuição dada para uma determinada necessidade virar cerveja em festa de confraternização de funcionários e dirigentes como se fosse algo para lá de natural.
É por aí que passa meu muxoxo com a UNICEF:
Tenho recebido, há pelo menos dois anos, um monte de impressos, uma agendinha e um famigerado “relatório anual”, com uma foto da representante da UNICEF no Brasil, senhora Marie-Pierre Poirier, estampada na primeira página.
Desculpem, mas para mim isso é intolerável.
Acho extremamente errado essa personalização que só pode ter caráter político ou projeção pessoal, ambas as atitudes errada e inadequadas nesse caso.
Estamos em plena era da informática e o tal relatório pode ser conseguido pelo e-mail brasília@unicef.org.
Não preciso ver o rosto da Sra. Marie para saber se as coisas estão andando de acordo com o esperado.
Quem convive em entidades sabe que um dos maiores custos de suas atividades é a postagem de correspondência, e sabe também que muito pouca gente abre essas cartas, principalmente se imaginar que ali vem um pedido de dinheiro e ainda estiver sobrando mês para o salário.
Não é possível que o que aprendi na faculdade há trinta anos atrás, que a mala-direta dá um retorno inferior a três por cento, tenha mudado em alguma coisa.
Assim, vou me recolher na minha rabugice e dirigir minha contribuição para outra entidade este ano, e só volto a contribuir com a UNICEF quando deixar de receber essas bobagens.
Todavia continuo apreciando um cappuccino. Aceitam?
Do Papa Bento XVI à Enfermeira da Jamaica, todos estão cientes que o ralo das necessidades supera em muito o gotejamento do dinheiro caridoso.
Dia desses conversava com um amigo sobre a pobreza e a miséria no mundo e ficamos abismados com a situação que se encontram pessoas de diversos países onde não poderíamos imaginar a existência de indigentes, e a única vantagem desses lugares é uma inexistência de linha de corrupção, ou quando existe tem um resultado esperado para quem a pratica: cadeia.
Como no Brasil a cadeia tem assentos reservados, pessoalmente tenho a firme convicção de só contribuir para entidades sérias e, de preferência, que eu conheça o caminho todo do dinheiro, princípio, meio e fins.
Esse meu comportamento pode passar além da Taprobana do cinismo, mas cansei de ver contribuição dada para uma determinada necessidade virar cerveja em festa de confraternização de funcionários e dirigentes como se fosse algo para lá de natural.
É por aí que passa meu muxoxo com a UNICEF:
Tenho recebido, há pelo menos dois anos, um monte de impressos, uma agendinha e um famigerado “relatório anual”, com uma foto da representante da UNICEF no Brasil, senhora Marie-Pierre Poirier, estampada na primeira página.
Desculpem, mas para mim isso é intolerável.
Acho extremamente errado essa personalização que só pode ter caráter político ou projeção pessoal, ambas as atitudes errada e inadequadas nesse caso.
Estamos em plena era da informática e o tal relatório pode ser conseguido pelo e-mail brasília@unicef.org.
Não preciso ver o rosto da Sra. Marie para saber se as coisas estão andando de acordo com o esperado.
Quem convive em entidades sabe que um dos maiores custos de suas atividades é a postagem de correspondência, e sabe também que muito pouca gente abre essas cartas, principalmente se imaginar que ali vem um pedido de dinheiro e ainda estiver sobrando mês para o salário.
Não é possível que o que aprendi na faculdade há trinta anos atrás, que a mala-direta dá um retorno inferior a três por cento, tenha mudado em alguma coisa.
Assim, vou me recolher na minha rabugice e dirigir minha contribuição para outra entidade este ano, e só volto a contribuir com a UNICEF quando deixar de receber essas bobagens.
Todavia continuo apreciando um cappuccino. Aceitam?
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Sacolinhas Plásticas de Supermercados
Há algum tempo atrás publiquei uma crônica sobre as famigeradas sacolinhas plásticas que os supermercados tanto se esforçam para deixar de fornecer e tem como aliados alguns setores da imprensa que insistem em fazer reportagens que, a mim, parecem encomendadas.
Recebi uma chuva de e-mails – a maioria dos meus amigos não usa o espaço para comentário deste blog – me repreendendo e dizendo que estava errado ao chamar de ECOBOBOS pessoas que se preocupam com a natureza.
Hoje volto à carga sobre o assunto para fazer dois comentários:
Primeiramente para reforçar meu pensamento que os supermercados e lojas, se quiserem, podem incentivar a redução de consumo desse material e todas essas reportagens tem mesmo uma finalidade econômico-financeira: redução de custos de grandes anunciantes.
Exemplo disso:
Os supermercados Wal Mart dão descontos de três centavos a cada cinco produtos passados no caixa, para o consumidor que não utilizar essas sacolas.
O Pão de Açúcar dá dez centavos de desconto, seja uma compra de dois ou cem itens.
Como se pode ver, até a Enfermeira da Jamaica diria que, se os supermercados quiserem, podem fazer algo pelo planeta.
Todavia, é mais fácil pegar carona em algum deputado demagogo ou bobo, capaz de propor um projeto de lei que possa facilitar a vida deles e aí nem esse descontíssimo eles precisarão dar.
Segundo: chamo mesmo de demagogo quem faz um projeto desses porque deixar de fornecer as sacolinhas não vai acabar com o maior mal que as cidades criaram depois de jogarem dejetos nos rios: os aterros sanitários, que atendem pela alcunha de lixões.
São inúmeros os malefícios desses aterros:
- O que produzem a céu aberto, tanto de gazes nocivos quanto de poluição visual;
- O chorume que escorre para dentro do lençol freático extinguindo qualquer possibilidade do uso da água ali existente;
- A contaminação por metais pesados;
- Descarte clandestino – até mesmo involuntário - de material infectante, feito por pessoas que estão ou tem doentes em suas residências;
- E ainda o maior de todos os pecados:
Ser a única possibilidade de diversas famílias ganharem a vida recolhendo produtos recicláveis e disputando com urubus restos de comida descartados como lixo.
Trabalham sem condições dignas, sem um teto sobre suas cabeças para evitar o sol inclemente ou a chuva fria caia sobre seus corpos e saúde frágeis.
Essas pessoas são iguais a mim e a você, e querem um teto, aposentadoria e descanso semanal remunerado e não ser condenado a morrer trabalhando para conseguir comida.
Seus filhos tem direito a possibilidade de frequentar uma escola, sem que seus pés descalços pisem em papéis higiênicos usados, cacos de vidros e latas de sardinhas abertas.
Esse é o pecado de nossos governantes: não entendem ou não ligam para o fato da coleta de recicláveis ser feita separadamente da coleta do lixo e que os aterros precisam ser reduzidos ao máximo porque, enquanto existirem, essas sacolinhas serão o menor de seus problemas.
Dedicado ao Padre José Carlos Spinola, criador do Projeto Reciclázaro, meu nome para o Prêmio Nobel da Paz, por ser uma pessoa que cumpre em plenitude os ensinamentos de Jesus, que viveu junto aos pobres, doentes e segregados.
Transcrevo abaixo o carisma dessa organização, criado por ele:
“A latinha volta a ser latinha, o papel volta a ser papel, o vidro volta a ser vidro, o plástico volta a ser plástico e o Ser Humano volta a ser Ser Humano”.
Aceitam um cappuccino?
Recebi uma chuva de e-mails – a maioria dos meus amigos não usa o espaço para comentário deste blog – me repreendendo e dizendo que estava errado ao chamar de ECOBOBOS pessoas que se preocupam com a natureza.
Hoje volto à carga sobre o assunto para fazer dois comentários:
Primeiramente para reforçar meu pensamento que os supermercados e lojas, se quiserem, podem incentivar a redução de consumo desse material e todas essas reportagens tem mesmo uma finalidade econômico-financeira: redução de custos de grandes anunciantes.
Exemplo disso:
Os supermercados Wal Mart dão descontos de três centavos a cada cinco produtos passados no caixa, para o consumidor que não utilizar essas sacolas.
O Pão de Açúcar dá dez centavos de desconto, seja uma compra de dois ou cem itens.
Como se pode ver, até a Enfermeira da Jamaica diria que, se os supermercados quiserem, podem fazer algo pelo planeta.
Todavia, é mais fácil pegar carona em algum deputado demagogo ou bobo, capaz de propor um projeto de lei que possa facilitar a vida deles e aí nem esse descontíssimo eles precisarão dar.
Segundo: chamo mesmo de demagogo quem faz um projeto desses porque deixar de fornecer as sacolinhas não vai acabar com o maior mal que as cidades criaram depois de jogarem dejetos nos rios: os aterros sanitários, que atendem pela alcunha de lixões.
São inúmeros os malefícios desses aterros:
- O que produzem a céu aberto, tanto de gazes nocivos quanto de poluição visual;
- O chorume que escorre para dentro do lençol freático extinguindo qualquer possibilidade do uso da água ali existente;
- A contaminação por metais pesados;
- Descarte clandestino – até mesmo involuntário - de material infectante, feito por pessoas que estão ou tem doentes em suas residências;
- E ainda o maior de todos os pecados:
Ser a única possibilidade de diversas famílias ganharem a vida recolhendo produtos recicláveis e disputando com urubus restos de comida descartados como lixo.
Trabalham sem condições dignas, sem um teto sobre suas cabeças para evitar o sol inclemente ou a chuva fria caia sobre seus corpos e saúde frágeis.
Essas pessoas são iguais a mim e a você, e querem um teto, aposentadoria e descanso semanal remunerado e não ser condenado a morrer trabalhando para conseguir comida.
Seus filhos tem direito a possibilidade de frequentar uma escola, sem que seus pés descalços pisem em papéis higiênicos usados, cacos de vidros e latas de sardinhas abertas.
Esse é o pecado de nossos governantes: não entendem ou não ligam para o fato da coleta de recicláveis ser feita separadamente da coleta do lixo e que os aterros precisam ser reduzidos ao máximo porque, enquanto existirem, essas sacolinhas serão o menor de seus problemas.
Dedicado ao Padre José Carlos Spinola, criador do Projeto Reciclázaro, meu nome para o Prêmio Nobel da Paz, por ser uma pessoa que cumpre em plenitude os ensinamentos de Jesus, que viveu junto aos pobres, doentes e segregados.
Transcrevo abaixo o carisma dessa organização, criado por ele:
“A latinha volta a ser latinha, o papel volta a ser papel, o vidro volta a ser vidro, o plástico volta a ser plástico e o Ser Humano volta a ser Ser Humano”.
Aceitam um cappuccino?
quarta-feira, 23 de março de 2011
E tome Obama!
Para começar quero garantir que não sou antinorte-americano. Assim como Beauvoir e Sartre um dia fizeram, também me rendo progressos e avanços daquele país aonde conheci pessoas maravilhosas. Entretanto, fico muito irritado com a neura irracional - se me permitem o pleonasmo - com que tratam os assuntos de segurança e fico extremamente irritado a cada visita de um presidente americano ao Brasil. Ainda bem que sua visita, desta vez, caiu em um final de semana e isso contribuiu para que o tumulto provocado pelas medidas de segurança fosse amenizado. Assim como uma pessoa entrevistada por um telejornal, também me pergunto se os americanos interditariam a Estátua da Liberdade por 24 horas para que a presidente Dilma pudesse visitá-la. Não mesmo, e por duas razões: Primeira porque não iriam interditar; Segunda porque isso não seria necessário; não somos odiados mundo afora. Anos atrás, na visita do George Bush, pai, o infeliz presidente do Senado Brasileiro permitiu que um segurança americano portasse uma arma no plenário da casa. Agora o Obama queria interditar a Cinelândia para discursar! Que ele imagina ser, Michel Jackson? E vamos ao que de prático se sucedeu nessa visita: Foram assinados dez acordo bilaterais. Ah, bom! Você soube quais foram esses acordos? Um desses acordos diz respeito a intercâmbios e talvez haja um ganho nessa história, ainda mais agora que o Brasil passa a ser a sétima economia mundial. Pergunto: nossos jovens terão mais facilidades para obter o visto norte-americano, ou vão continuar esperando na chuva, sol, vento e depois disso por quatro a cinco horas em uma varanda, para receber a anuência? Os passaportes ainda serão retidos por 5 dias? O que acontece se nesse meio tempo surgir uma necessidade urgente de tomar um cappuccino em Roma? Outro acordo diz respeito a transferência de tecnologia na produção de combustíveis a partir de matriz renovável, ou seja, álcool, que agora até nós mesmos já chamamos de etanol (!?!). Isto me lembra um conselho que meu pai me deu quando quis fazer um negócio com um amigo que tinha experiência na área que pretendíamos atuar. Com a sabedoria de sempre ele me disse: “Parece que você vai entrar com o dinheiro e ele com a experiência e ele vai ficar com o dinheiro e você com a experiência”. Também não quero deixar passar o início do discurso que Obama fez no Municipal, mostrado em todos nossos telejornais. Você deve lembrar ele dizendo: “Olá ... Cidade... .... Maraviosa.” A oração acima está mesmo sem ponto de exclamação, porque assim foi dita. Alguém cantava no ponto do presidente e ele repetia. Se assim não foi, assim pareceu. Pior ainda, ensaiou mal. E a galera reagiu da mesma forma que o público do Maracanã reagiu quando a Madona entrou com a camisa do Flamengo: “Demais!” Ah, esse povo carioca! Não existe gente mais receptiva! Graças a Deus a família presidencial pegou o tal do “er forse uam” e se mandou para quebrar a rotina dos chilenos. De positivo eu tirei uma coisa: o comportamento de nossa presidente. Agiu discreta e firmemente, inclusive em duas situações de grande embaraço: A primeira quando aquele cara sem-noção do CQC começou a gritar no Palácio do Planalto. Alguém precisa encontrar a pessoa que disse para esse rapaz que ele é engraçado e obrigá-la a consertar isso; A segunda foi o fato de Obama ter mandado bombardear a Líbia já no território brasileiro. Foi uma enorme descortesia por parte de quem pretendia conquistar a todos nós. A nota do Itamarati repudiando a atitude foi dada no tom correto. Vá jogar seu golfe, senhor Obama, e nos deixe tomar nosso cappuccino em paz.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Araçá ou Psidium Littorale
Para quem não conhece a fruta abaixo, este psidium littorale, por nós chamado araçá, tipo vermelho. Existe também o amarelo.
Passei boa parte da minha vida chamando-a de Goiaba, até ser informado que a goiaba é maior, mais carnuda e mais saborosa e atende pelo nome científico de psidium guajava.
Então quis saber o porquê desse nome de origem tupi, araçá.Nos dicionários diversos encontramos uma infinidade de tipos de araçás, até mesmo de famílias diversas das Mirtáceas, como as Melostomáceas e Rubiáceas.

Recorri então ao dicionário do nobre professor Silveira Bueno e tenho que confessar que fiquei bastante decepcionado.
A resposta foi inconclusiva:
“Fruto do Psidium, fruta silvestre de sabor agradável”.
Tentei analisar a palavra desmembrada, ara - ça.
Ara tem uma infinidade de aplicativos: agarrar, acontecer, colher, nascer, suceder, ocorrer, alto – a parte superior e até mesmo a espiga do milho.
Ça se aplica de forma geral em palavras ligadas ao Olho (Eça).
Encontra-se, por exemplo, em Sapucaia: yaça-pucaia. Yá (fruto), ça (Eça – olho), puçá (saltar). Fruto em forma de olho saltado ou fruto que faz saltar o olho ou dá vontade de comer.
Após a leitura de praticamente todo dicionário de Tupi - Português e uma análise profunda de outras palavras que contém as sílabas Ara e Ça cheguei à tosca conclusão que o ARAÇA é o fruto que todo mundo confunde com a goiaba, cheira como goiaba, tem gosto parecido com a goiaba, mas não é a goiaba.
Temos um pé de araçás no jardim de casa e esta é uma época peculiar.Os frutos caem com violência no telhado da garagem, dando seguidos sustos em nós e nossas visitas.
Nestes tempos a limpeza das telhas tem que ser feita, no máximo, a cada duas semanas e o que caiu lá quase enche um saco de 100 litros.Outras se espatifam no chão e deixam o cheiro de goiaba, digo, araçá, por todo o jardim e pela sala de casa.
Os raros frutos que conseguimos colher inteiros são sempre digeridos com muito cuidado, com a lembrança de um ditado sempre repetido por mamãe:
“Pior que encontrar um bicho na goiaba, é encontrar meio bicho na goiaba”.
O mesmo se aplica aos araçás.
A maioria absoluta dos frutos já cai bicada por pássaros que, nestes dias, apresentam uma boa aparência e devem estar em boa saúde.Lembrei-me de uma citação de Jesus, no evangelho de São Marcos: “Olhai as aves do céu; elas não semeiam, nem colher, nem guardam em celeiro e o Pai do Céu as alimenta”.
Bom, estamos fazendo a nossa parte no plano divino...
Aceitam um cappuccino?
domingo, 6 de março de 2011
Identidade nacional brasileira
Dia desses, numa festa, conversava com pessoas que mal acabara de conhecer e, sei lá porquê, surgiu como assunto a conversa de que o Brasil não tem uma identidade nacional, argumento justificado - entre outros - pela nossa colonização lusitana, pobreza regional, acirramento de ânimos quando da última eleição, onde discursos políticos do então presidente, páginas postadas na internet por imbecis e o resultado desse pleito, quase provocaram um cisma no país, versão que nunca conseguirei aceitar.
Refleti sobre vários pensamentos expostos na discussão e ainda tenho um teimoso ponto de vista diverso:
Uma identidade nacional única seria extremamente prejudicial àquilo que conheço como brasileiro, pessoa boa gente ou gente boa que, mal se conhece e já se chama para o churrasco “lá em casa”.
Embora surgido em uma circunstância deplorável, o personagem “Zé Carioca”, de Walt Disney, demonstra bem o que sempre foi o brasileiro: “- venha de lá um abraço” – sempre dizia o papagaio ao conhecer alguém.
As coisas mudaram bastante depois da II Grande Guerra e hoje vemos a Europa tropeçando em suas conquistas do século passado:
Na Inglaterra os súditos nativos da Rainha deploram os costumes de seus “cidadãos de segunda classe”, oriundos de outros países da Comunidade Britânica, antigo “Império onde o sol nunca se punha”, que insistem em fazer nos arredores de Londres e – pasmem – em outras grandes cidades inglesas como Birmingham, um pedacinho de seus países de origem.
Um quinto dos habitantes da Ilha pratica religiões diferentes dos Cristãos e a maioria britânica tem verdadeira ojeriza aos hábitos dessa gente que não tem o dom de tomar, com prazer, um chá das cinco, como citado por Aghata Christie em “Desenterrando o Passado”.
Também pagando seus pecados de conquista está a França, país com área pouco menor que o Estado de Minas Gerais, onde cinco milhões - de seus 65.000.000 de habitantes - são muçulmanos, mais de oitenta por cento deles não se sente obrigado a ter qualquer laço com a cultura francesa, segundo analise de sociólogos locais.
Hoje em dia pelo menos quinze milhões das pessoas lá nascidas são xenófobos, por entender que a França deveria pertencer somente aos franceses e não aos frutos dos pecados de guerras de conquista passadas.
“Eles urinam nas ruas e fazem filhos como ratos” – disse aquele candidato de direita que provocou uma grande corrida da esquerda para forçar sua derrota nas últimas eleições presidencias.
A expressão Xenofobia é vivida de forma mais exacerbada ainda na Espanha, um conjunto de regiões que se detestam entre si, particularmente os castelhanos e os catalães, sem contarmos aqueles que não se julgam nada espanhóis, os bascos.
Com um quarto da população desempregada, somente a conquista da Copa do Mundo de Futebol fez com que os espanhóis comemorassem alguma coisa juntos.
A bile espanhola está sendo despejada a rodo em turistas do terceiro mundo, particularmente sul-americanos, justamente num país que até 30 anos atrás tinha no turismo a maior parte de suas receitas. O maior pecado neste caso cai sobre a desinformação das pessoas: a Companhia Aérea espanhola tem passagens a preços atrativos e as pessoas correm para uma armadilha chamada Aeroporto de Bajaras, onde não terão a menor chance de argumentar que a Espanha é só o ponto inicial de sua viagem pelo Continente Europeu. Sonhos são desfeitos sem perdão e um sentimento de frustração e impotência jogados de forma indelével nas pessoas que só queriam ver Gaudi em Barcelona ou Miguelangelo em Roma.
Atravessando o Atlântico vemos os Estados Unidos dividido claramente em quatro vertentes de identidades diferentes: Os Brancos crentes, os Negros, os Hispânicos e os “Californianos, Oh! Deus, graças a Deus existe a Califórnia!”.
Pois bem; foi em Los Angeles que muitos brasileiros viram acontecer, ser entender, em 2.002, o discurso da atriz Halle Berry - uma mulata muito mais leite que café - sobre o momento histórico de uma negra ganhando um Oscar. Acho que a maioria das pessoas ficou aguardando a negra entrar no palco.
Não dá para entender que exista um único o perfil de norte americano, ou de estadunidense, nas pessoas de um país que tem uma divisão besta como esta.
Assim como confesso minha incapacidade para compreender essa situação, também não consigo conceber um nordestino de bombachas ou um paranaense sem aquele sotaque de “es” bem acentuados.
Acho que nossa maior riqueza é a multiplicidade de valores e a miscigenação desvairada.
Nosso grande poeta popular já advertiu que “Não existe pecado do lado de baixo do Equador”.
Ainda que me cause grande desgosto alguns hábitos centenários - resultado da falta de educação escolar e da dependência (quase) feudal aos políticos e donos de grandes fortunas, coisa que se confunde no nordeste do Brasil e na Capital de São Paulo – como atirar suas sujeiras nas ruas da forma narrada por Gilberto Freire em “Sobrados e Mucambos”, acredito que não devamos criar esse pecado da unidade geral, por necessidades acadêmicas, ou da divisão geral, por necessidades políticas.
O tempo e a memória curta do brasileiro sempre foram nossos aliados nessa questão.
Destarte, vamos aproveitar o carnaval para cair em tentação, sem grilos.
Aceitam um cappuccino?
Refleti sobre vários pensamentos expostos na discussão e ainda tenho um teimoso ponto de vista diverso:
Uma identidade nacional única seria extremamente prejudicial àquilo que conheço como brasileiro, pessoa boa gente ou gente boa que, mal se conhece e já se chama para o churrasco “lá em casa”.
Embora surgido em uma circunstância deplorável, o personagem “Zé Carioca”, de Walt Disney, demonstra bem o que sempre foi o brasileiro: “- venha de lá um abraço” – sempre dizia o papagaio ao conhecer alguém.
As coisas mudaram bastante depois da II Grande Guerra e hoje vemos a Europa tropeçando em suas conquistas do século passado:
Na Inglaterra os súditos nativos da Rainha deploram os costumes de seus “cidadãos de segunda classe”, oriundos de outros países da Comunidade Britânica, antigo “Império onde o sol nunca se punha”, que insistem em fazer nos arredores de Londres e – pasmem – em outras grandes cidades inglesas como Birmingham, um pedacinho de seus países de origem.
Um quinto dos habitantes da Ilha pratica religiões diferentes dos Cristãos e a maioria britânica tem verdadeira ojeriza aos hábitos dessa gente que não tem o dom de tomar, com prazer, um chá das cinco, como citado por Aghata Christie em “Desenterrando o Passado”.
Também pagando seus pecados de conquista está a França, país com área pouco menor que o Estado de Minas Gerais, onde cinco milhões - de seus 65.000.000 de habitantes - são muçulmanos, mais de oitenta por cento deles não se sente obrigado a ter qualquer laço com a cultura francesa, segundo analise de sociólogos locais.
Hoje em dia pelo menos quinze milhões das pessoas lá nascidas são xenófobos, por entender que a França deveria pertencer somente aos franceses e não aos frutos dos pecados de guerras de conquista passadas.
“Eles urinam nas ruas e fazem filhos como ratos” – disse aquele candidato de direita que provocou uma grande corrida da esquerda para forçar sua derrota nas últimas eleições presidencias.
A expressão Xenofobia é vivida de forma mais exacerbada ainda na Espanha, um conjunto de regiões que se detestam entre si, particularmente os castelhanos e os catalães, sem contarmos aqueles que não se julgam nada espanhóis, os bascos.
Com um quarto da população desempregada, somente a conquista da Copa do Mundo de Futebol fez com que os espanhóis comemorassem alguma coisa juntos.
A bile espanhola está sendo despejada a rodo em turistas do terceiro mundo, particularmente sul-americanos, justamente num país que até 30 anos atrás tinha no turismo a maior parte de suas receitas. O maior pecado neste caso cai sobre a desinformação das pessoas: a Companhia Aérea espanhola tem passagens a preços atrativos e as pessoas correm para uma armadilha chamada Aeroporto de Bajaras, onde não terão a menor chance de argumentar que a Espanha é só o ponto inicial de sua viagem pelo Continente Europeu. Sonhos são desfeitos sem perdão e um sentimento de frustração e impotência jogados de forma indelével nas pessoas que só queriam ver Gaudi em Barcelona ou Miguelangelo em Roma.
Atravessando o Atlântico vemos os Estados Unidos dividido claramente em quatro vertentes de identidades diferentes: Os Brancos crentes, os Negros, os Hispânicos e os “Californianos, Oh! Deus, graças a Deus existe a Califórnia!”.
Pois bem; foi em Los Angeles que muitos brasileiros viram acontecer, ser entender, em 2.002, o discurso da atriz Halle Berry - uma mulata muito mais leite que café - sobre o momento histórico de uma negra ganhando um Oscar. Acho que a maioria das pessoas ficou aguardando a negra entrar no palco.
Não dá para entender que exista um único o perfil de norte americano, ou de estadunidense, nas pessoas de um país que tem uma divisão besta como esta.
Assim como confesso minha incapacidade para compreender essa situação, também não consigo conceber um nordestino de bombachas ou um paranaense sem aquele sotaque de “es” bem acentuados.
Acho que nossa maior riqueza é a multiplicidade de valores e a miscigenação desvairada.
Nosso grande poeta popular já advertiu que “Não existe pecado do lado de baixo do Equador”.
Ainda que me cause grande desgosto alguns hábitos centenários - resultado da falta de educação escolar e da dependência (quase) feudal aos políticos e donos de grandes fortunas, coisa que se confunde no nordeste do Brasil e na Capital de São Paulo – como atirar suas sujeiras nas ruas da forma narrada por Gilberto Freire em “Sobrados e Mucambos”, acredito que não devamos criar esse pecado da unidade geral, por necessidades acadêmicas, ou da divisão geral, por necessidades políticas.
O tempo e a memória curta do brasileiro sempre foram nossos aliados nessa questão.
Destarte, vamos aproveitar o carnaval para cair em tentação, sem grilos.
Aceitam um cappuccino?
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Fair play no futebol, algo relativo.
Meu amigo Grassiotto disse que gosta das coisas que escrevo neste blog, exceto quando falo de futebol, por que de futebol, em sua opinião, eu não entendo nada.
Embora o assunto tenha algo a ver com gramados, vou me concentrar no caráter do ser humano para registrar duas passagens emblemáticas no esporte:
No Campeonato Carioca de 1960, Garrincha e Altair iniciaram um rito que passou a ser considerado muito elegante e apropriado no esporte: o primeiro deixou de fazer um gol certo para que um jogador do Fluminense, Pinheiro, pudesse ser atendido após uma contusão séria. Deixou a bola sair.
O segundo tomou a atitude correta e devolveu a posse de bola ao Botafogo, um ritual que passou a ser usado em todos os jogos de futebol.
Mais recentemente, outra passagem que exemplifica o bom comportamento no esporte foi uma explosão na Internet:
Aconteceu no jogo do Ajax, com um time misto, disputava com o modesto Cambuur, da pequena Leeuwaden, uma partida pela Copa da Holanda de 2.005. O Ajax vencia por dois a zero, é importante que se diga, quando o lateral esquerdo Vertonghen foi repor a bola para o time adversário e deu um balão em direção ao gol e a bola passou fora do alcance do goleiro do Cambuur e aconteceu um golaço.
Entre a lenda e a verdade, uns dizem que o técnico mandou, outros que a atitude partiu dos próprios jogadores, não se sabe ao certo; entretanto, o que se viu foram todos os jogadores do Ajax ficarem parados após a saída e assim permitir que o modesto time da província da Frísia fizesse um gol para contrabalançar o embaraço.
Não dá para se dizer que isso seja uma tônica no esporte europeu ou que todos os holandeses se comportem assim. Basta ver o que aconteceu na Copa do Mundo de 2.006, quando foram batidos por Portugal treinado pelo Felipão, eles esqueceram qualquer cortesia nas partida em que os lusos venceram por um a zero.
Estou relatando isso tudo porque nossa imprensa vê as coisas de uma forma muito relativa e enquanto exercia sua extremada exaltação a alguns jogadores da Seleção Sub 20 -recentemente classificada para as Olimpíadas de 2.012 - transformando os garotos em deuses e, exceto o Globo Esporte, deixou de comentar algo que para mim foi muito importante.
No jogo Brasil e Argentina, nossa estrela máxima estava no seu habitual estado vaga-lume.
Embora o assunto tenha algo a ver com gramados, vou me concentrar no caráter do ser humano para registrar duas passagens emblemáticas no esporte:
No Campeonato Carioca de 1960, Garrincha e Altair iniciaram um rito que passou a ser considerado muito elegante e apropriado no esporte: o primeiro deixou de fazer um gol certo para que um jogador do Fluminense, Pinheiro, pudesse ser atendido após uma contusão séria. Deixou a bola sair.
O segundo tomou a atitude correta e devolveu a posse de bola ao Botafogo, um ritual que passou a ser usado em todos os jogos de futebol.
Mais recentemente, outra passagem que exemplifica o bom comportamento no esporte foi uma explosão na Internet:
Aconteceu no jogo do Ajax, com um time misto, disputava com o modesto Cambuur, da pequena Leeuwaden, uma partida pela Copa da Holanda de 2.005. O Ajax vencia por dois a zero, é importante que se diga, quando o lateral esquerdo Vertonghen foi repor a bola para o time adversário e deu um balão em direção ao gol e a bola passou fora do alcance do goleiro do Cambuur e aconteceu um golaço.
Entre a lenda e a verdade, uns dizem que o técnico mandou, outros que a atitude partiu dos próprios jogadores, não se sabe ao certo; entretanto, o que se viu foram todos os jogadores do Ajax ficarem parados após a saída e assim permitir que o modesto time da província da Frísia fizesse um gol para contrabalançar o embaraço.
Não dá para se dizer que isso seja uma tônica no esporte europeu ou que todos os holandeses se comportem assim. Basta ver o que aconteceu na Copa do Mundo de 2.006, quando foram batidos por Portugal treinado pelo Felipão, eles esqueceram qualquer cortesia nas partida em que os lusos venceram por um a zero.
Estou relatando isso tudo porque nossa imprensa vê as coisas de uma forma muito relativa e enquanto exercia sua extremada exaltação a alguns jogadores da Seleção Sub 20 -recentemente classificada para as Olimpíadas de 2.012 - transformando os garotos em deuses e, exceto o Globo Esporte, deixou de comentar algo que para mim foi muito importante.
No jogo Brasil e Argentina, nossa estrela máxima estava no seu habitual estado vaga-lume.
Sim, Sua Alteza Sereníssima Neymar I não tem sido tão sereno e brilha com times mais fracos e apaga com times mais fortes.
O Brasil começou o jogo sendo garfado pelo juiz colombiano: uma bobagem inestimável nosso central levantou bastante o braço e atingiu o rosto do adversário e foi expulso.
O Brasil começou o jogo sendo garfado pelo juiz colombiano: uma bobagem inestimável nosso central levantou bastante o braço e atingiu o rosto do adversário e foi expulso.
Duvido que esse juiz safado fosse capaz de tomar a mesma atitude com um argentino se o caso fosse reverso; afinal de contas, o vice-presidente da FIFA que cuida de arbitragens é argentino.
Os castelhanos começaram o jogo na frente, bateram bastante com a anuência do árbitro e ainda assim o Brasil chegou ao empate.
Foi quando aconteceu tudo.
Um brasileiro botou a bola para fora para que alguém caído no chão fosse atendido.
Esperava-se o fair play argentino e, como sói acontecer, o ponta adversário pegou a bola e foi em direção ao gol brasileiro em uma desabalada carreia. Quando nossa defesa se deu conta, a Argentina voltava a vencer o jogo.
Não sei se foi a praga que roguei nessa hora ou se foi mesmo a justiça dos Deuses do Futebol, mas no final do Campeonato os atuais bi-campeões olímpicos estavam de fora dos Jogos de Londres.
Justiça poética, Justiça Divina, a mim não importa: estamos dentro e eles fora.
Quanto ao futebol, se me permite o Oswaldo, espero que nosso técnico consiga colocar na cabeça dos nossos jovens que esse jogo se chama Futebol, mas seu sobrenome é Associação. É um jogo de conjunto e não um espetáculo de vaidades. Se assim não for, nossa sonhada medalha de ouro estará mais próxima de chegar ao Brasil pelos pés delicados de nossas garotas, essas sim, jogadoras brilhantes e solidárias.
Acceptan uno cappuccino?
Os castelhanos começaram o jogo na frente, bateram bastante com a anuência do árbitro e ainda assim o Brasil chegou ao empate.
Foi quando aconteceu tudo.
Um brasileiro botou a bola para fora para que alguém caído no chão fosse atendido.
Esperava-se o fair play argentino e, como sói acontecer, o ponta adversário pegou a bola e foi em direção ao gol brasileiro em uma desabalada carreia. Quando nossa defesa se deu conta, a Argentina voltava a vencer o jogo.
Não sei se foi a praga que roguei nessa hora ou se foi mesmo a justiça dos Deuses do Futebol, mas no final do Campeonato os atuais bi-campeões olímpicos estavam de fora dos Jogos de Londres.
Justiça poética, Justiça Divina, a mim não importa: estamos dentro e eles fora.
Quanto ao futebol, se me permite o Oswaldo, espero que nosso técnico consiga colocar na cabeça dos nossos jovens que esse jogo se chama Futebol, mas seu sobrenome é Associação. É um jogo de conjunto e não um espetáculo de vaidades. Se assim não for, nossa sonhada medalha de ouro estará mais próxima de chegar ao Brasil pelos pés delicados de nossas garotas, essas sim, jogadoras brilhantes e solidárias.
Acceptan uno cappuccino?
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Mel Van Langendonck, um talento.
Domingo passado foi um dia especial; na noite anterior havíamos encontrado vários amigos no ótimo Baile do Hawaii da AABB, com muito assunto e muita conversa.
Ao chegar em casa, só restava tomar um banho frio para tirar o suor dos forrós e sambas dançados, além de aplacar um calor de 29 graus que o termômetro marcava.
Então começaram as surpresas:
Ao voltar para o quarto encontro um enorme vaso de azaléas com tons entre o branco e o vermelho pálido sobre a cama: foi da Elisa a primazia de surpreender no nosso ritual anual de comemoração do nosso casamento.
“Ao meu amor, pelas nossas Bodas de Coral” - dizia o singelo cartão.
Na noite do dia 13 resolvemos jantar no Don Carlini em companhia de nossa amada Janu, e partimos cheios de conversa para a Moóca. Mais uma surpresa: estavam fechados.
“Devíamos ter ligado antes”, foi o comentário.
Resolutos em arrumar um lugar para comemorarmos nossas bodas, seguimos a orientação da filhota para visitarmos o restaurante do Terraço Itália.
O restaurante, que não visitávamos desde 2006, mudou em alguns aspectos:
A bela vista da cidade ainda está no 41º andar, os preços do cardápio num hipotético 55º andar e o sabor de pelos menos dois dos três pratos ainda estavam no 15º andar.
Como o que valia mesmo era comemorar, ficamos curtindo nossos assuntos ao som agradável de um piano colocado bem atrás de minha cadeira.
As músicas, tocadas com alegria e um balanço único, chamaram minha atenção para os arranjos: fenomenais.
Confesso que em certos momentos me desconcentrei tentando imaginar aonde já havia ouvido algo parecido.
Após nosso tradicional cappuccino eu me voltei para a pianista, que já estava de saída, e pedi para tirar uma foto com ela.
Mais uma surpresa agradável:
Era a Mel Van Langendonck, talentosa música que já havíamos conhecido no Costa Mágica em março de 2.009.
Na época ela fazia parte de um duo, agora desfeito.
Todas as noites após o jantar nos colocávamos frente a Mel no piano e a Hilda cantando nossas músicas populares e alí passavamos o momento mais agradável da vida social no navio.
Lembro de um comentário do meu amigo Tadeu, presidente do Satélite, sobre as duas: "É um conjunto superior e diferenciado, para um público seleto".
Hoje sei que ela esta fazendo vários trabalhos solos, outros em companhia de nomes de respeito como Egberto Gismonti.
Fiquei muito feliz por ter detectado aquele toque único que só a Mel é capaz de executar.
É um enorme talento e, para quem gosta de música de qualidade, uma indicação.
A noite se encerrava no Terraço e descemos nós três e a Mel pelo trepidante elevador do Edifício Itália e nos despedimos ao pé do prédio.
Foi uma alegria única e um privilégio ouvir aquelas músicas.
Nossa noite ainda continuou com um papo feliz no apê da Janu e sob o ventilador na velocidade máxima em nosso quarto.
Uma comemoração alegre a nossa, que continuou na segunda-feira, mas aí já é uma outra história.
Aceitam um espumante?
Ao chegar em casa, só restava tomar um banho frio para tirar o suor dos forrós e sambas dançados, além de aplacar um calor de 29 graus que o termômetro marcava.
Então começaram as surpresas:
Ao voltar para o quarto encontro um enorme vaso de azaléas com tons entre o branco e o vermelho pálido sobre a cama: foi da Elisa a primazia de surpreender no nosso ritual anual de comemoração do nosso casamento.
“Ao meu amor, pelas nossas Bodas de Coral” - dizia o singelo cartão.
Na noite do dia 13 resolvemos jantar no Don Carlini em companhia de nossa amada Janu, e partimos cheios de conversa para a Moóca. Mais uma surpresa: estavam fechados.

“Devíamos ter ligado antes”, foi o comentário.
Resolutos em arrumar um lugar para comemorarmos nossas bodas, seguimos a orientação da filhota para visitarmos o restaurante do Terraço Itália.
O restaurante, que não visitávamos desde 2006, mudou em alguns aspectos:
A bela vista da cidade ainda está no 41º andar, os preços do cardápio num hipotético 55º andar e o sabor de pelos menos dois dos três pratos ainda estavam no 15º andar.
Como o que valia mesmo era comemorar, ficamos curtindo nossos assuntos ao som agradável de um piano colocado bem atrás de minha cadeira.As músicas, tocadas com alegria e um balanço único, chamaram minha atenção para os arranjos: fenomenais.
Confesso que em certos momentos me desconcentrei tentando imaginar aonde já havia ouvido algo parecido.
Após nosso tradicional cappuccino eu me voltei para a pianista, que já estava de saída, e pedi para tirar uma foto com ela.
Mais uma surpresa agradável:
Era a Mel Van Langendonck, talentosa música que já havíamos conhecido no Costa Mágica em março de 2.009.
Na época ela fazia parte de um duo, agora desfeito.
Todas as noites após o jantar nos colocávamos frente a Mel no piano e a Hilda cantando nossas músicas populares e alí passavamos o momento mais agradável da vida social no navio.
Lembro de um comentário do meu amigo Tadeu, presidente do Satélite, sobre as duas: "É um conjunto superior e diferenciado, para um público seleto".
Hoje sei que ela esta fazendo vários trabalhos solos, outros em companhia de nomes de respeito como Egberto Gismonti.
Fiquei muito feliz por ter detectado aquele toque único que só a Mel é capaz de executar.
É um enorme talento e, para quem gosta de música de qualidade, uma indicação.
A noite se encerrava no Terraço e descemos nós três e a Mel pelo trepidante elevador do Edifício Itália e nos despedimos ao pé do prédio.
Foi uma alegria única e um privilégio ouvir aquelas músicas.
Nossa noite ainda continuou com um papo feliz no apê da Janu e sob o ventilador na velocidade máxima em nosso quarto.
Uma comemoração alegre a nossa, que continuou na segunda-feira, mas aí já é uma outra história.
Aceitam um espumante?
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
As vitórias sobre os avanços cibernéticos
Às vezes, muitas vezes, me sinto um paspalho frente ao computador.
Tenho um monte de programas instalados que mal sei o que fazem e como fazê-los funcionar.
Acho admirável quando recebo um .PPS com som. Sei como colocar os slides no PPS, mas na hora que coloco a música, o arquivo fica tão pesado que logo ele adormece na minha caixa de quase-realizados.
Também tem o tal do Bluetooth, instrumento que comunica um celular com o computador.
Aprendi que dá para mandar a foto computador para o celular e vice-versa.
Colosso!
Colei uma foto de minha mulher mergulhando nas águas bravias de Torres, encaminhei para o celular e, pasmem, ainda consegui colocá-la como meu papel de parede que, para quem não sabe, acho que é aquela foto que tem no celular quando ele liga.
Saí mostrando para todo mundo a minha vitória e fui reparando, pouco a pouco, que meu grande feito era coisa do passado, que as filhas crianças dos meus amigos já faziam isso quando completaram 4 anos de idade.
Ainda meio deprimido aprendi a colocar fotos no Facebook.
O mundo inteiro está no Facebook.
Tenho um amigo que tem a Xuxa em sua lista de amizades. A Xuxa!
Para quem tem a foto ao lado da Dilma, aviso: você não está sozinho. E como não está!
Dessas fotos a imbatível é a do meu amigo Eliseu, na qual a presidente, não sei se pela companhia dele, está sorrindo com uma expressão serena, sem aquela aparência de: “Dai-me Senhor paciência para mais uma foto”.
Bom, o Eliseu é o Eliseu.
Meu grande trunfo é fazer um calendário no Corel 8 onde coloco as fotos dos aniversariantes no dia do aniversário.
Aí eu abro o computador e aparece um calendário com a mesma idéia no tal do Facebook.
Aviso que eu já faço isso há anos e talvez venha a processá-los por se apropriarem da minha idéia.
Também recebo vários convites para jogos no Facebook.
Então aviso a quem me manda que, infelizmente, minhas filhas estão sem a menor pressa de me dar um neto e a Cecília e o Francisco, filhos da Mariana, minha sobrinha, moram no Vale da Ribeira e só visitam os avós de quando em quando.
Então não tenho ninguém que possa me ensinar a jogar essas coisas.
Fiquem sabendo que não é desfeita; não respondo por que não sei como.
Ainda bem que para fazer um cappuccino não é necessário nenhum programa.
Aceitam um?
Tenho um monte de programas instalados que mal sei o que fazem e como fazê-los funcionar.
Acho admirável quando recebo um .PPS com som. Sei como colocar os slides no PPS, mas na hora que coloco a música, o arquivo fica tão pesado que logo ele adormece na minha caixa de quase-realizados.
Também tem o tal do Bluetooth, instrumento que comunica um celular com o computador.
Aprendi que dá para mandar a foto computador para o celular e vice-versa.
Colosso!
Colei uma foto de minha mulher mergulhando nas águas bravias de Torres, encaminhei para o celular e, pasmem, ainda consegui colocá-la como meu papel de parede que, para quem não sabe, acho que é aquela foto que tem no celular quando ele liga.
Saí mostrando para todo mundo a minha vitória e fui reparando, pouco a pouco, que meu grande feito era coisa do passado, que as filhas crianças dos meus amigos já faziam isso quando completaram 4 anos de idade.
Ainda meio deprimido aprendi a colocar fotos no Facebook.
O mundo inteiro está no Facebook.
Tenho um amigo que tem a Xuxa em sua lista de amizades. A Xuxa!
Para quem tem a foto ao lado da Dilma, aviso: você não está sozinho. E como não está!
Dessas fotos a imbatível é a do meu amigo Eliseu, na qual a presidente, não sei se pela companhia dele, está sorrindo com uma expressão serena, sem aquela aparência de: “Dai-me Senhor paciência para mais uma foto”.
Bom, o Eliseu é o Eliseu.
Meu grande trunfo é fazer um calendário no Corel 8 onde coloco as fotos dos aniversariantes no dia do aniversário.
Aí eu abro o computador e aparece um calendário com a mesma idéia no tal do Facebook.
Aviso que eu já faço isso há anos e talvez venha a processá-los por se apropriarem da minha idéia.
Também recebo vários convites para jogos no Facebook.
Então aviso a quem me manda que, infelizmente, minhas filhas estão sem a menor pressa de me dar um neto e a Cecília e o Francisco, filhos da Mariana, minha sobrinha, moram no Vale da Ribeira e só visitam os avós de quando em quando.
Então não tenho ninguém que possa me ensinar a jogar essas coisas.
Fiquem sabendo que não é desfeita; não respondo por que não sei como.
Ainda bem que para fazer um cappuccino não é necessário nenhum programa.
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