domingo, 5 de dezembro de 2021

Quando a modernidade esbarra na mediocridade. A Língua do “E”

Há alguns anos procurava o significado da palavra CRIZO, descobri, então, que tinha oito dicionários em casa, sete de Língua Portuguesa e um de Latim.

Tempos se passaram e nos desfizemos de alguns.

Senti falta deles esta semana.
Isto porque eu fiz uma brincadeira num grupo de WhatsApp dizendo que não reconhecia a palavra PRESIDENTA.
Não imaginei que tomaria tanta pancada a partir disso, inclusive de pessoas que não entenderam o texto, a conotação da ironia que adotava com uma pessoa que me ofendeu muito sem me conhecer um mínimo.


Então fiquei pensando nas mudanças que foram e são feitas na nossa Língua Pátria por conta de posicionamentos políticos. Acima de tudo falta lógica e coerência.


Tudo isso veio à baila e temos toda essa discussão por causa da suposta orientação sexual de uma PRESIDENTE, coisa, aliás, que não diz respeito a ninguém, a não ser ela mesma.
Mas, infelizmente, o mundo é feito de alguns que agem e de um monte de bajuladores que gravitam em torno deles para conseguir benesses.
No caso brasileiro, essa benesse era chamada de Lei RouanetTudo isso veio à baila e temos toda essa discussão por causa da suposta orientação sexual de uma PRESIDENTE, coisa, aliás, que não diz respeito a ninguém, a não ser ela mesma.

Mas, infelizmente, o mundo é feito de alguns que agem e de um monte de bajuladores que gravitam em torno deles para conseguir benesses.

No caso brasileiro, essa benesse era chamada de Lei Rouanet.

Assim, um dicionário escrito por um autor completamente de esquerda, logo adicionou a palavra PRESIDENTA, para que tontos pudessem dizer que constava no Pai dos Burros.

Enquanto as crianças estão sendo educadas para serem MENINE, GAROTE, ADULTE, os coitados dos adolescentes terão que optar entre ADOLESCENTO ou ADOLESCENTA!!!! É isso!

E, por uma tolice política, sou censurado ao me referir a uma pessoa como Presidente, sendo tratado como misógino, machista, ... desculpem,  misogene, machiste.

Ó vida cruel! Como detonaram a Língua Pátria, gente ignorante!


quinta-feira, 25 de março de 2021

JAMAIS SABEREMOS!

 

Em tempos pretéritos, findas as guerras, era comum se erguer um Panteão ou Monumento ao Soldado Desconhecido, onde repousavam os restos de um batalhador que não se conseguia identificar.

Hoje vivemos outra guerra, cruel, mundo afora. Jamais saberemos quantos foram os pacientes, os recuperados e os tombados nessa pandemia.


Primeiro porque, em sua origem, os dirigentes da China têm algo peculiar: são mentirosos. Também são mentirosos os dirigentes da Rússia e, de resto, no mundo inteiro. O Primeiro Ministro do Reino Unido precisou passar mais de uma semana internado para se preocupar de forma efetiva com o momento que vivia.


Em São Paulo, e várias localidades do Brasil, por não ser possível fazer velórios pelo risco de contágio, evita-se toda a burocracia que envolve o sepultamento, com o conluio das famílias, ou não, decretava-se que a morte era por COVID, com enterro sumário.


Definitivamente a COVID 19 é uma praga perversa. É impressionante o relato que tenho visto, por amigos ou parentes, de pessoas que morrem nos dias subsequentes à alta hospitalar. Muitos receberam palmas ao sair de dias internados e, subitamente, morrem por problemas causados por trombos que provocam ataques cardíacos, AVCs embolias.
Vi numa reportagem e não tenho como me certificar a veracidade dos numeros, que um quarto das pessoas que saem dos hospitais morrem em até 90 dias!!!

Ainda que, por razões políticas, se queira atribuir a este ou àquele político o mal que o mundo vive, é certo que essa peste poderia ser menor se o ser humano não fosse tão mesquinho; perdem para o rato no quesito viver em comunidade.
Entre os ratos, quem procura comida ou novas fronteiras são os mais velhos que, se morrem, espalham um odor horrível como forma de preservar o resto dos seus.

Já os humanos protestaram, acharam que o Estado queria influenciar em suas liberdades de escolha, imaginaram que era uma doença que só dava em velhos, gordos e diabéticos, depois precisaram “dar um tempo”, como se a transmissão esperasse o seu “descontrair”, transferiram a culpa para jovens baladeiros, para as pessoas que lotam ônibus e trens, e agora de batem cabeça e culpam “os outros” por seus males!


No fundo, como resultado dessa peste, jamais saberemos quantos morreram nesse período por seus males diretos ou indiretos.

Só aprendemos que a Raça Humana tem uma pequena parcela sábia e solidária e uma maioria mesquinha, egoísta e insana.

Que tristeza!

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Leonardo di Caprio e outros imbecis.

Eu não tenho olhos fechados para a tristeza do momento cruel que passamos no Brasil em chamas, muito menos sabendo que muitas das queimadas poderiam ter sido evitadas.

É sempre muito fácil para quem tem algum conhecimento e cultura recriminar as pessoas que vivem sem acesso ao estudo e que mantém as tradições familiares, mesmo que seja o erro de queimar o solo.
Também não tenho olhos fechados para a política revanchista que vivemos, que só existe pela forte intolerância implantada pelos governos anteriores, represada durante anos e que agora, alforriada, queima tudo o que pode por ter a franca sensação de impunidade.

Infelizmente o Brasil é o paraíso dos impunes.

Entretanto eu tenho um forte olhar de reprovação para quem faz beicinho mundialmente, jogando com a imagem de "amigo da Amazônia" e que não faz nada pela Amazônia além de usar no marketing pessoal.

É o caso do Leonardo di Caprio. O máximo que ele conhece da Amazônia foi uma incursão que ele fez quando namorava a Giselle Bundchen, que é outra ambientalista de meia tigela, que usa pele de marmota e age como uma marmota.

Ou desse senhor casado com uma pedófila que morre de medo dos agricultores franceses.

E tenho muito mais raiva daqueles que, por motivação política, replicam as bobagens como as ensinadas pela Universidade de Havard em seu curso de preservação ambiental.
Para quem tiver a curiosidade de ver o que ensina esse curso insano, basta digitar: 
“The Health Effects of Climate Change” e dominar a língua inglesa, para ver que absurdo é o ponto de vista de gente no mínimo idiota e certamente ignorante para o que acontece na parte de baixo do Equador.

Ainda que a Globo queira fazer parecer que só o Pantanal e Amazônia estão ardendo, e logicamente os incêndios da Califórnia e região, toda linha tropical e subtropical da América do Sul, África e Ásia está ardendo.

As razões são duas: 

Primeiro: o mundo está seco; 

Segundo: contribuímos muito para chegarmos a esta situação.

A Europa, que arde em todas as suas bordas aonde existem as raras áreas florestais, tem talvez o maior pecado e a maior culpa nisso tudo.
Afinal, a Inglaterra é feita de móveis de Mogno e Cerejeira extraídos da Amazônia, Portugal quase acabou com o Pau Brasil de nossas terras e a Espanha, Bélgica, Itália, Holanda, Alemanha e França, em seus episódios colonizadores, devastaram praticamente todas as florestas do mundo, seja na África, na Índia, no Canadá ou na Oceania.

Temos nossos problemas como o mundo todo tem; eu tenho problemas em casa e cuido disso do eu jeito. Se algum vizinho meu vier dar palpite, eu vou estrilar muito.


Dessa forma, não vou aliviar para qualquer governo - pois não podemos nos orgulhar de qualquer governo que tivemos depois de 1.959 - mas não vou deixar esses idiotas que não sabem nada de nada, virem empinar seus narizes empinados para mim.

Aceitam um cappuccino?

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

“PROVA DE VIDA”.

 

Hoje eu me submeti à humilhação de fazer a “PROVA DE VIDA”.

Essa prática é o troféu dos bandidos que agem no Brasil varonil, gentalha que frauda a Previdência, o Auxílio Emergencial, as Cotações Públicas e todas as formas de roubar o dinheiro do Contribuinte.

Essa pratica é também o troféu a Ineficiência dos Governos e Governantes, gentalha indisposta a tomar medidas sérias, como o fim do Foro Privilegiado, a Prisão na Segunda Instância que, na verdade, deveria ser na Primeira Instância, se nossa polícia fosse completamente séria e agisse sempre de forma completamente séria.

Essa prática é o troféu dado à JUSTIÇA que demora para julgar, quando julga, maldita herança da Primeira República, proclamada ara proteger 2% da população, elite que se acha o máximo até hoje, que acha que pode roubar, matar e não ser preso como a gente comezinha, o pobretão.

Assim nós nos submetemos à essa famigerada prova que não estamos roubando dinheiro público no pais que milhares vivem às custas de aposentadorias, nem sempre conseguidas de forma honesta ou correta, e que se agarram a qualquer grana que veem pela frente.

Mesma gente que a cada eleição vota messianicamente por um salvador que vai nos livrar dessa vida marvada e da corrupção endêmica.
E que vai continuar a levar seus idosos a passos curtos, de cadeira de rodas, no lombo de burros até “os pessoal do Banco” - pois o INSS é incompetente para fazer esse serviço desprezível - para provar que vão poder receber seus direitos.

Pobre Brasil! Hoje parte dele está sob fumaça da irresponsabilidade governamental, três quartos vivendo sob o domínio de facções de cadeias públicas, e todo território vivendo as lamúrias resultante das facções instaladas no Planalto Central.

A parcela correta do povo brasileiro não merecia isso.

terça-feira, 12 de maio de 2020

Cinodependência



Há alguns anos um brasileiro, filho de um colega meu do Banco do Brasil, abandonou sua tecelagem aqui e foi para a China produzir ternos e roupas afins. Um negócio da China!
Deixava o país dos impostos e salários inviáveis para enfim lucrar com seu capital.
Faria o João Amoedo morrer de inveja.
Esse brasileiro exportava para seus clientes contumases no Brasil e o terno era tão barato que as pessoas nem ligavam para a qualidade do produto. Uma vez, o pai dele, querendo dizer que a qualidade era boa, deu uma pequena puxada numa das mangas e ela descosturou 5, 6 pontos no ombro. Era isso: produção em massa, baixo custo e, Graças a Deus, as melhores empresas do ramo no Brasil sobreviveram por causa dos clientes dos Shoppings.
O mundo todo foi para a China: empresas americanas, alemãs, japonesas, todas acharam o Eldorado do capital.
A China passou a ser, então, o que sempre foi: um país fechado, quase um feudo, só que agora nas mãos do Partido Comunista, e partiu para um contra-ataque feroz.
Vendia, posto no Brasil, lápis a US$0,01, custo menor que o valor do grafite dentro dele. Resultado, fechamos a Faber Castel.
Assim a China acabou com as fábricas de lâmpadas no Brasil e na Holanda, placas-mãe da Coréia do Sul, e sucessivamente foi derrubando indústrias no mundo inteiro, principalmente aquelas que os europeus chama de “sujas”. Lá é praticamente o único lugar no mundo que desmonta integralmente computadores, para aproveitar os metais, mesmo que seja ao custo da vida do operário, que não pode escolher onde trabalhar.
E assim passou a exportar tudo, até turista mal-educados. Quando um dirigente europeu reclamou do comportamento dos chineses nos museus, a China fez o que faz de melhor: mentiu. Disse que faria um programa de educação dos seus habitantes e espalhou pelo mundo a mentira que só poderiam viajar chineses bem-educados.
Sabe qual o critério para saber se o chinês é bem-educado ou não?
Se salvam os que não falam mal do governo ou não criam encrenca no trabalho por salários.
Tomou?
Poucos dias atrás o Japão falou que retirará todas as empresas que exportou para a China. Não suportam duas coisas: a dependência externa e os chineses, de longa data, diga-se de passagem. Sentimento mútuo.
Espero que mais países ajam assim, inclusive o Brasil que deixou várias tecelagens em Santa Catarina fechadas enquanto importava máscaras da China, ignorou os respiradores baratos da USP para trazer alguns que nem funcionam por preços estratosféricos.
É a vida que segue, no meu caso, confinada.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

A primeira vítima


Nestes tempos em que aprendemos o significado de comorbidade, fico impressionado com a morbidez do jornalismo mundial, brasileiro em particular.
É chocante ver nossas apresentadoras e apresentadores informarem o número de mortos como se estivessem narrando um gol no futebol: “Os mortos pela COVID 19 chegam a trezeeeentos!!!”

Já coloquei esta frase mais de uma vez, criada por Samuel Clemens, que assinava Mark Twin:
“ A imprensa separa o joio do trigo e publica o joio! ”.

Nunca vi jornalistas tão satisfeitos em levantarem da cama e não se preocupar em procurar matéria.
Eles têm uma peste para trabalhar.
Mais chocado ainda estou com a morbidez de parte da imprensa que faz um jogo político.

Vi uma entrevista com um “cientista renomado”, que nunca tinha ouvido falar, onde ele afirmava que as notificações no Rio grande do Sul estavam subnotificadas.
Ia tudo bem até ele chegar na conclusão e dizer: Eu ACHO que o Rio Grande tem cinco vezes mais casos e mortes que o informado.
Como um cientista diz ACHO?!?
Ciência é ou não é! Isto não é fé!!!!

Hoje fiquei chocado também com uma postagem de um professor universitário carioca, muito sério, que repercutia a notícia da Reuters que afirma que no Brasil os casos são 12 vezes maiores que os publicados!!!
Como assim?
É certo que não temos este número correto, preciso, mas nenhum país do mundo tem!
Doze?  De onde vem a base para esse cálculo?
Se fosse o dobro já daria para desconfiar que o articulista acabara de acordar e estava em cima do prazo para mandar o artigo e chutou. Mas 12?
Ele pensa que estamos na China?
Pois eu não ACHO que a China publicou seus números corretamente, mas nem lá ACHO que as notificações foram 12 vezes menores.

Em suma, a imprensa, com o advento da internet, que poderia melhorar e agilizar suas notícias, se deixa cair na futilidade política, na vaidade pessoal e, parafraseando Winston Churchill que dizia: “na guerra a primeira vítima é a verdade”, digo sem medo de exagerar:
“Na guerra e na pandemia a primeira vítima são os leitores, ouvintes e espectadores”.
Aceitam um cappuccino?

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Entendo perfeitamente

Como boa parte da população brasileira, acho  que os noticiários que assistimos tem extrapolado e exposto somente o que tem de pior na crise da pandemia; seguem a risca a piada do Grouxo Marx:
"A imprensa separa o joio do trigo e publica o joio".
Simplesmente parei de ver noticiários.
Estou revendo jogos do Guga Kuerten, vitórias do Ayrton Senna, séries toscas na TV, e lendo mornamente o livro LONGA PÉTALA DE MAR, da adorável Isabel Allende.
Três ou quatro vezes por dia tenho feito uma aposta que, ao abrir meu FB vou ver postagens com fotos maravilhosas de amigos meus em suas viagens. Infelizmente perco a maioria das vezes.
Sinceramente, já estou esclarecido sobre o COVID 19 e não quero acompanhar o números de infectados, mortos ou recuperados.
Só espero a crise passar.

Mas tenho que ser sincero e dizer que entendo porquê o Governo - ou parte dele - faz esse escarcéu todo e nos mandar ficar em casa.
É fácil!
Basta ver esses jornalistas ou apresentadores que parecem ter sangue na boca ao dar o noticiário e te mandar ficar em casa, sendo pegos passeando na praia.
Tem uma moça que ficou conhecida como "Pseudo Passionária" porque sempre dizia que o Capitão "não passaria" nas eleições de 2018, que hoje m dia faz uma campanha danada contra qualquer fala do presidente e repete o mantra "Fique em casa" milhares de vezes.
Entretanto, hoje ela passeava com seu cãozinho na parte externo do Parque que está fechado para evitar esses passeios.
Ela "precisa" sair e espairar! Está mantendo distância das pessoas à frente, embora muitos passem por ela no sentido contrário. 'Tá bom, ela pôs uma mascara de pano feita em casa.
Eu, todavia, "tenho" que ficar em casa! Com máscara ou sem tenho que colaborar para a espiral não subir.
Entendi,.
Sim, eu e uma pá de amigos temos consciência disto, mas, é o resto?

É nessa hora que eu entendo perfeitamente esse terror todo: o problema do Brasil é esta parte que chamamos de povinho egoísta, incapaz de pensar coletivamente.

O cara vai fazer mochilão na Ásia, acaba a grana dele no meio da crise e aí ele acha que o governo tem que mandar um avião para ele voltar.
É isso! Nada além do próprio umbigo.

Então ficamos vendo o comércio fechado e uma turba em frente ao banco, para pegar o abono, ou diante da prefeitura para pegar a cesta básica.

Não é incongruência; é ciência que boa parte do povo é absolutamente incapaz de agir coletivamente.
Se não se fizer o terror, vai ter churrasco na lage, samba na praia, happy hour.

Entendo perfeitamente.

sábado, 28 de março de 2020

Quem tiver razão, sobreviverá!



Hoje eu quero falar com as pessoas que ainda conseguem manter alguma lucidez nesta crise.
Estamos num barco, como bem disse o Papa Francisco ontem, e de um lado batem forças malignas e do outro muito malignas.
Quem está certo? Não sei, vou tentar sobreviver para ver.

Hoje vemos as forças da esquerda, uma seita já conhecida, agindo como agiram nos anos que antecederam às últimas eleições: batendo e denegrindo o possível candidato de direita.
Já vimos essa história; enquanto o chefe da seita estava recluso e poupado, se dizia tudo sobre o capitão do mato.
Agora o chefe da seita está passeando com nosso dinheiro na Europa, quietinho, e todos os seguidores bombando um monte de postagens dizendo que o capitão é aquilo que já sabíamos que era.
Afinal ele não foi eleito pela verborragia: foi eleito porque o outro lado representava o roubo, o atraso e o Brasil rumo a venezuelização.

Agora, com a ajuda da boca maldita do capitão, e de seus filhos, está acontecendo tudo de novo.
Ninguém pensa no Corona vírus; estão todos de olho em 2.022.

E ainda temos um novo personagem nessa briga entre o Falso Messias e o Capitão do Mato: o Playboy.
Outro que se elegeu na carona do combate à seita maldita, está vendo o barco da reeleição ficar mais longe, então se perde no bate-boca e contamina a nós todos.
Oportunista, quer se colocar na disputa, só isso!

O que nos resta fazer?

Sugiro não alimentarmos a fogueira.
Um ou outro desmentido, quando a coisa for muito grave.
Não saberemos se o combate ao Corona Vírus vai dar certo ficando em casa, nem vou entrar nessa discussão científica. Só veremos se o combate deu certo se sobrevivermos.

Então, coloquem-se a salvo, pois muita gente que quer ver o país quebrar, está postando seu veneno de apartamentos quentinhos, com muito dinheiro na poupança, com pobres carregadores entregando marmitas para pobres porteiros, ambos expostos ao vírus para que essa pessoa má possa ficar fazendo intriga.

Pense bem, vale a pena ficar em qualquer um desses lados?
Você que sempre foi correto, não roubou, se irritava com o roubo, vale a pena bater boca com o pessoal da seita?
Vale a pena defender as ideias e as falas na contramão do Capitão?
Não vale.
Você só vai se contaminar com o veneno que só sobreviverá se o MAL for alimentado.

Mantenha-se salvo!
Muitos têm fé! Rezem!

Ao final da crise, vamos pegar os trapos e fazer o que fizeram os alemães e japoneses depois da II Grande Guerra: construir um novo país.

Aceitam um cappuccino?

terça-feira, 24 de março de 2020

Meu amor nos tempos do cólera.



- Você quer um cafezinho, acabei de passar?
- Que bom, quero sim.
- A propósito, você já trocou a luz do corredor?
- Sim.
- Colocou a cadeirinha no travão da cortina?
- Agora a pouco.
- Não esquece do rejunte da escada ...
- Fiz hoje de manhã.
- Tem também que ajustar as portas do armário embutido...
- Fiz isto ontem, você não reparou?
- Não, não vi. Pregou o botão no paletó branco?
- Ontem a noite, enquanto via CSI.
- E o livro da Isabel Allende, está gostando?
- Terminei hoje à tarde.
- Gostou?
- Adorei.
- Bom, então porque você não dá um cochilo?
- Acabei de levantar do sofá.
- Nesse caso, por favor, lave a louça, que vou pintas as unhas.
- Você vai sair???
- Não, só vou ficar linda para você, meu amor.


domingo, 15 de março de 2020

Quem sabe agora é a hora?



Recentemente assisti o filme O Milagre de Cokeville, baseado em fatos reais, sobre um casal que invadiu uma escola nessa cidade em 16 de maio de 1986.
Eles explodiram uma bomba e foram as únicas vítimas.
 
O que se seguiu depois que transformou a história em algo contagiante:
As crianças sobreviventes comentaram que haviam sido salvas por
uma mulher vestida de branco e, cada criança havia visto no rosto dessa senhora uma antepassada dela.
Outro fator que levou a todos a se emprenharem na investigação
da história, foi o fato das crianças, seus pais, a cidade toda rezarem e pedirem proteção.
 Hoje vi, com alegria, uma postagem de um desses meus amigos de
infância que conheci no Facebook, mostrando que na Itália sobrevoaram uma cidade com um Padre portando o Santíssimo e uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, para abençoar os enfermos e a cidade.

Talvez a chegada do Covid 19 venha com um propósito adicional: nos dar um tempo para nós mesmos.
Uma introspecção.
Quem sabe aos nos vermos forçados a nos recolher, possamos
pensarmos nas nossas boas lembranças, nas nossas orações relaxadas e esquecidas, coisas que nos elevem.
Estou certo que isto vai nos ajudar tanto quanto lavar as mãos e todas essas sugestões de higiene que talvez estivessem fazendo companhia às nossas orações.

Aceitam um cappuccino?

domingo, 26 de janeiro de 2020

Não deixe para viajar depois, nunca



Tem gente que não liga para viagens, mas o sonho da maioria das pessoas é viajar.
Basta ver aquelas reportagens sem imaginação, quando a repórter pergunta na porta da lotérica o que a pessoa vai fazer se ganhar o prêmio acumulado.
Quase todas as respostas vêm com a frase “ajudar a família e viajar bastante”.

Dizia-me um amigo espírita que as pessoas querem viajar para visitar as terras aonde viveram outras encarnações. Se isto for verdade, já reencarnei no mundo todo.

Hoje vejo com tristeza meus limites diminuindo e isto tem pesado muito na minha alegria de viver.
Pedaços do mundo que já puderam ser visitados, hoje são um verdadeiro perigo à existência, seja por intolerância religiosa, seja por fatores climáticos.
Diga a verdade: é possível visitar o Líbano? Tem alguma graça visitar a Austrália depois desse desastre? Como fazer para ver o Exército de Terracota de Xian, com o Corona vírus a um vento de distância?
Dá para se sentir seguro visitando cidades da Europa, como a extremamente pacífica Ostrava, na República Tcheca, sabendo que, do nada, um maluco saiu esfaqueando pessoas.
Será que poderemos visitar Berlim ou Munique sem que algum fundamentalista invada a rua com um caminhão? Ou Barcelona?

Na primeira chance que tive na minha vida, visitei a Igreja da Penha, no Rio de Janeiro.
Apesar de uma antipática equipe da Globo estar lá gravando uma novela, consegui realizar o sonho de subir as escadarias sabendo que a favela ao lado estava “pacificada” e lá embaixo se via um caminhão com policiais exibindo fuzis. Sinceramente, dá para fazer o mesmo programa hoje?

Lembro quando levei minhas filhas para visitar a Disney, na década de 90. Um colega do Banco falou que gostaria de viajar comigo e, na última hora, ele precisou cancelar a viagem pois tinha sido promovido para uma gerência melhor que a que ocupava.  Concordamos em deixar para o ano seguinte. Três dias depois ele teve um enfarte fulminante na sua mesa de trabalho. Soube no dia seguinte e sai imediatamente para comprar o meu pacote.

Deveria ter pautado minha vida nessa experiência. Mas não; muitas coisas deixei para depois. Hoje vejo, com tristeza, que esse depois pode não chegar.
Dinheiro a gente corre atrás, carro se pode trocar em outro ano. Fronteiras, entretanto, podem ser fechadas sem aviso prévio. Fundamentalismo não tem como ser evitado e novos vírus estão aí sendo criados.

Então, três coisas não devem ser deixadas para depois nesta vida: amar, viajar e tomar seu cappuccino.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

O poder do pensamento positivo e a Lei da Atração.



Desde tempos imemoriais o mundo se divide entre céticos, crentes e indiferentes.
Os crentes sempre foram a maioria, pois a Humanidade habituou-se a atribuir ao Divino aquilo que não compreendia.
Também sempre foi mais fácil chama o sol de Rá, um deus, que explicar porque ele clareava a vida das pessoas e depois descansava, levando a Terra à escuridão temerária.

Pulando bastante os caminhos e os conhecimentos adquiridos por nós, humanos, chegamos ao rito da passagem do ano.
Por motivos religiosos, uma parte razoável dos brasileiros passam o ano com vestimentas brancas, atitude relacionada à pratica espiritual e associada ao forte desejo de paz.
É ponto pacífico que o Branco, cientificamente comprovado como a soma de todas as cores, representa a Paz. É a cor da rendição, ao desejo de finalizar batalhas inúteis e preservar vidas.
De repente alguém pensou que se vestisse vermelho, iria atrair o amor.
Se deu certo, ou não, várias outras pessoas aderiram e essa prática.
Ato contínuo, alguém acho que azul servia para um determinado objetivo, outrem que amarelo também e assim começaram a variar suas crenças e desejos.

Funciona? Sim para os crentes, não para os céticos.
Então os crentes continuam suas práticas e os céticos sempre se dispõe a tirar um barato de quem crê. Não sei o que poderão ganhar com isso, pois debochar de alguém nunca traz nada de positivo. E mais, quem acredita não dá a menor bola para o descrente; fé não se discute.

Eu estou entre os crentes; acredito no Divino, no poder da Oração e na Lei da Atração.
“Ora, isso é superstição”, diriam os céticos!
Se é ou não é, tudo bem para mim; jamais vou começar uma viagem sem uma peça de roupa amarela. Já dá certo há mais de 50 anos e não tenho motivo para mudar porque alguém acha isso bobagem.
Então, quando o novo ano for raiar, e começarmos a viajar por 2.020, podem ter certeza que estarei usando uma peça amarela na minha vestimenta, nem que seja um par de meias ou a cueca. Ponto pacífico.
Acredito que direcionar minha mente para uma determinada coisa, ajuda.
Direcionar minhas orações, também.

Já os céticos, podem continuar com sua vida sem crença, sem determinação. Cada um na sua.

Aceitam um cappuccino?

domingo, 22 de dezembro de 2019

2.019, o ano que a mídia tirou a autoestima dos brasileiros


No fundo, lutar pelo dinheiro, nosso dinheiro, nossos impostos suados.
Esse foi o lema das grandes mídias (e pequenos blogs) em 2.019.

Para isso fomos levados pelo nariz a ver somente notícias ruins, que 2.019 se encarregou de nos mandar aos borbotões, e notícias sem importância, para que acreditássemos naquilo que já sabíamos sobre nossos infelizes governantes.

Restou para nós acompanharmos pelas redes sociais aquilo que acontecia e bom no país, ainda que muitos dos nossos conhecidos tenham colocado viseiras ou antolhos, como burros de carga, para ajudar a mídia a nos trazer nossa vida para baixo, com matérias distorcidas ou falsas mesmo.

Então ficamos prestando a atenção em preços das passagens aéreas, mesmo quando um quinto dos brasileiros estava correndo atrás de um emprego que lhes desse um mínimo.
Depois foi o preço do gás, da gasolina, do dólar.
Quem quer saber de dólar? No ano 2.000 uma pesquisa mostrava que mais de 96% da população brasileira jamais tinha pego uma nota de dólar nas mãos.

Sabemos o nome da pirralha sueca, mas ninguém, fora os familiares deles, sabe dizer o nome de um bombeiro sequer daqueles que ficaram nadando na lama de Brumadinho para dar um enterro digno aos infaustos que ali perderam a vida.
Sinceramente, para você, qual a importância que tem as revistas TIME ou NATURE?
Se derem uma dessas revista para 20% da população brasileira, possivelmente servirá de papel higiênico.

Em suma, eram revistas desimportantes que nós tivemos que engolir como algo importante.
Os níveis de criminalidade caíram no pais todo e em São Paulo despencou.
Entretanto as balas perdidas e as vítimas crianças foram exploradas ao máximo, junto com frases que ressaltavam a “insegurança”, para estimular nossa tristeza.
A Bolsa de Valores saltou de 80.000 para 114.000 pontos desde outubro de 2018, mas isso não é mais notícia interessante.

Nada do que é positivo, se expõe na mídia, exceto os títulos do Flamengo, pois isso deu audiência.
A excepcional participação dos atletas no Pan e Parapan ficaram com míseras notícias de, no máximo, 30 segundos. Afinal, precisavam de tempo para comentar as “rachadinhas”.

Em suma, perdemos muito neste ano, pois 2.019 não foi fácil.
Perdi parentes, amigos queridos, músicos queridos, vi se irem artistas e pessoas públicas que admirava.
Todavia, fazendo uma análise daqueles que só se faz no final do ano, nada me deixou mais em baixa que os noticiários.
Então 2.020 vai começar com um propósito: menos notícias, bloquear pessoas amargas e voltar a tomar meu cappuccino com alegria.

Felicidades a todos nestas festas e um esplêndido 2.020

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

O PROBLEMA SÃO AS ESTATAIS QUE DÃO PREJUÍZO.


Muito se vocifera sobre o Estado se desfazer das Estatais, que deve ficar somente com suas funções e sair da Economia.
Em suma, é muita gente que não tem uma ação sequer, não tem R$1.000,00 na poupança, deve no cheque especial, dando palpite na Economia.
E ainda que não se enquadrem o perfil acima, o que vemos é sempre se manifestarem aqueles que tem um forte interesse na privatização de uma determinada estatal ou, se for político, certamente tem um interesse escuso na transação.
A conversa mais comum que corre por aí, principalmente no meio que vivo, é a privatização do Banco do Brasil, da Petrobrás e Eletrobrás.
Fatiando a questão, a Eletrobrás deve mesmo ser privatizada (mesmo de ênfase, não de concordância pessoal), pois o Estado está sem capacidade de investimento.
Se for feita a privatização, será péssimo. Veja como era em São Paulo o atendimento da Light e como ficou quando se transformou em Eletropaulo e agora Enel.
Uma lástima.
Não creio que os investimentos superarão as dores de cabeça dos consumidores.

A Petrobrás se livrará alguns penduricalhos que só dão despesas. Entretanto, se livrará de algumas empresas boas. Mas mostrou uma enorme capacidade de se recuperar e dá e dará lucro fantásticos.

O Banco do Brasil para quem não sabe, tem  mais de 72.000 ações trabalhistas.
Isso pesa muito mais que o valor dos seus imóveis.
Aí o Presidente da República diz que não será privatizado e o seu subalterno, muito mais subal que terno, presidente do Banco, sai anunciando que vai na direção contrária.
E o pior: depois de desmentido, não entregar o cargo e sim ficar na sinecura com cara de bunda.

Essas três estatais que citei, juntas, darão um lucro, este ano, parecido com o que deram no anos passado, cerca de 70 bilhões de Reais, mais ou menos 9% do que o Governo pretende economizar com a Reforma da Previdência de triste realidade.

Ou seja, o negócio não é privatizar simplesmente; é se livrar de Trem Bala e outras porcarias, pois quem dá lucro tem que ficar, sim, no Governo! Diminui a nossa necessidade de aumentar impostos.

Aceitam um cappuccino?

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

É preciso sabedoria para enfrentar o envelhecimento.


Antes de mais nada temos que saber que a nossa idade máxima já está definida quando nascemos, ou seja, no nosso DNA. Não tem choro!

Se não cuidarmos do corpo, essa data pode ser antecipada.
Ainda que ninguém traga registrado o  dia e hora determinado para o fim, todos os cuidados que passamos tomar não vai driblar a época do encontro com a morte.

Péssimos hábitos de vida, como fumo, álcool e tóxicos, alimentação incompatível com o ambiente que se vive, ausência de atividade física, excesso de luxúria, desgaste emocional com paixões ou realizações no trabalho, são ingredientes redutores do prazo que ganhamos com o DNA.

Entretanto, o outro extremo não é garantia que esticaremos nossa vida.
Não será o corte da carne vermelha ou o excesso de legumes e verduras, as frutas, a fórmula solitária para uma vida saudável; é necessário cuidar da máquina: ossos, músculos, tendões e, principalmente, do cérebro.

Exercícios moderados e contínuos tem, comprovadamente, uma maior eficiência que os exercícios exagerados aos fim-de-semana, ou mesmo ao longo dela, para quem pode.

Para quem não tem mais o compromisso de trabalhar todo dia, é muito importante a prática dos alongamentos, pois o sedentarismo encolhe os músculos e solidifica os tendões.
Manter a mente trabalhando, calculando e, principalmente, longe de mágoas e aquelas raivas insanas que achamos a toda hora na vida - ainda mais agora que temos o Facebook e Instagram para encher nosso dia a dia de mentiras e dolo – vai ajudar muito a manter a lucidez até o final dos dias.

Todo o resto, como barriga tanquinho, abdome definido, bíceps duro, vão ajudar muito a autoestima, mas não significa que se conseguirá driblar o DNA.

É certo que ajudarão alguma coisa, física e mentalmente, quando a fatiga de material começar a dar sinais e o corpo não responder mais com a rapidez habitual aos comandos do cérebro.

E tem mais um fator que ajuda demais na vida: ter bons amigos e apreciar um cappuccino sempre. Aceitam?

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

As andorinhas e seus encantos.


Fico impressionado quando vejo o amor dedicado pela Humanidade às andorinhas.
Na China o retorno ainda é combinado com rituais de fertilidade, pois o casal de andorinhas sempre foi o símbolo de fidelidade. Lá, ainda que a poluição esteja atrapalhando muito, é habitual que cheguem junto com o equinócio da primavera, e partam com o mesmo fenômeno no outono.
O anúncio dessa chagada, vem com os dias mais amplos, as flores, frutos, a colheita e acima de tudo, o voar; tudo ligado ao ciclo das andorinhas.
Os gregos já tinham a consciência ecológica da presença das andorinhas combatendo pragas de insetos.
Os valões contavam uma lenda que as andorinhas retiraram, um a um, os espinhos da coroa de Cristo e quem derrubasse seu ninho arderia no fogo do inferno.
Na antiga Pérsia a andorinha era associada aos guerreiros que abandonavam suas casas para lutar longe. Às mulheres ficava a associação com a solidão. Isto até Maomé as chamar de Aves do Paraíso e torna-las símbolo da virtude, renúncia e companhia.

Muitas poesias, como da poetisa francesa Sophie D’Arbouville, no meio do século XIX:
Ô petite hirondelle      
Qui bats de l'aile,      
Et viens contre mon mur,         
Comme abri sûr, 
Bâtir d'un bec agile 
Un nid fragile,   
Dis-moi, pour vivre ainsi        
Sans nul souci, 
Comment fait l'hirondelle 
Qui bat de l'aile 
que numa tradução livre seria algo como : Ó pequena andorinha Quem bate a asa, E vem de encontro ao meu muro, Como um abrigo seguro, Bater de um bico ágil,  Um ninho frágil, Diga-me para viver bem, Sem nada preocupar, Como faz a andorinha Quem bate a asa?
Ou minha música favorita, de Ernesto de Curtis, que compôs muitas músicas fantásticas e um dia teve a felicidade de escrever:
Partirono le rondini dal mio paese freddo E senza sole
Cercando primavere di viole Nidi d'amore e di felicità
La mia piccola rondine partì Senza lasciarmi un bacio Senza un addio partì
(Foram-se as andorinhas da minha cidade fria e sem sol, atrás da primavera de violetas, ninhos d’amor e de felicidade. Minha pequena andorinha se foi sem me deixar um beijo e um adeus.)
É meu caro Armando Valsani, é de fazer chorar.
Abro lembrança também para um dos maiores mestres de nossa língua portuguesa, Manoel Bandeira: Andorinha lá fora está dizendo:
“- Passei o dia à toa, à toa.
Andorinha, andorinha, minha canção é mais triste:
- Passei a vida à toa, à toa.”
Enquanto cidades como Rio Claro e São José do Rio Preto tentam se livrar dessas visitantes, a prefeitura de Araçatuba adotou os pássaros e a população vai curtir toda a temporada com assiduidade.
Hoje, dois dias após o equinócio da primavera, um grande bando fez a nossa alegria nesta manhã.
Espero que seja uma boa temporada.

Aceitam um cappuccino?

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Europa e suas proteções.


Um dos ambientes mais inóspitos que existe na face da Terra tem como endereço o Ministério da Agricultura da França.
Existem outros parecidos em países europeus, mas o francês supera qualquer um.
Cada vez que os agricultores franceses se veem ameaçados, bloqueiam estradas com seus tratores e fazem com a Economia francesa o que os caminhoneiros fizeram com o Brasil há dois anos.
E sempre coagem os governos, seja de esquerda, seja de direita.
A recente assinatura do Tratado com a Comunidade Européia colocou vários deles em alerta, pois sabem que o Brasil e a Argentina são dois grandes produtores rurais, capazes de produzir produtos pela metade do preço francês, mesmo com todo aquele subsidio que recebem do governo.
Então começaram a pupular as notícias de queimadas na Amazônia, morte de índios e outras manchetes macabras que encontram na ressentida imprensa brasileira um campo fértil para propagação, mesmo sendo algo que sempre aconteceu no Brasil desde 1.500 e, pior, nunca foi cuidado por governo algum, nunca incomodou europeu antes.
Uma pena saber que, enquanto os franceses se protegem, os alemães mandam fraldas descartáveis e lixo hospitalar para o Brasil, que mineradora norueguesa poluiu com metais pesados os rios amazônicos; no Brasil se presta mais atenção para o trôco que a Noruega e Alemanha dão para a Amazônia, para que os políticos de lá possam parecer defensores do meio ambiente.
Tudo demagogia.

E o mais lamentável de tudo, boa parte dos apoiadores do atual presidente do Brasil se sentem à vontade para passar a motosserra à vontade, numa forra ao petismo que dominou o Ibama e INPE esses anos todos.

Pobres dos brasileiros sensatos.

domingo, 16 de junho de 2019

O fim do império dos Jornais


Muita gente próxima à minha idade vai reconhecer uma frase que, certamente, os jovens de hoje nunca ouviram:
“Para ser alguém bem informado é necessário se ler dois, três jornais por dia, e uma ou duas revistas semanais”.
Isso era uma máxima exigida de quem queria ser de alguma forma influente, ou “’executivo”, o coach daqueles tempos, ou ainda um chefe de alguma indústria, dono de comercio e por aí ia.
O Brasil sempre se orgulhou de ter jornais tradicionalíssimos, que vinham dos tempos do império, que haviam sobrevivido às ditaduras, a crise de 1929 e revoluções.
Tinha até mesmo uma revista que dizia que não se curvava a ninguém, que depois nós vimos que seus jornalistas publicavam o que os donos dela, talvez pelas origens próximas da máfia italiana, exigiam que fosse publicado.

Então entrou em ação a criação mais democrática que a Humanidade já fez: o computador pessoal.
Nos primórdios das comunicações, eram as trocas de mensagens – logo batizadas de e-mails – que traziam desde notícias que não interessavam aos donos dos jornais até notícias que não interessavam a quase ninguém.
A seguir se criou um meio de comunicação que agregava os iguais, aplicativo que foi engolido por outros que abrigavam os amigos e não tão amigos.

E então, aquilo que as ditaduras não conseguiram, o povo conseguiu: o fim do império da mídia.
A primeira a naufragar foi a impressa.
Numa reportagem aonde se pretendia acabar com as sacolinhas gratuitas dos supermercados, um jornalista “descolado” sugeriu a um transeunte que, no banheiro, se colocasse jornais no cestinho de papel higiênico. A resposta foi fatal: “E eu tenho dinheiro para comprar jornal? ”.

O gasto do jornal foi substituído pelas mensagens dos amigos, pela internet cheia de blogs, alguns como o meu, que não deve nada a ninguém, outros voltados para finalidades específicas como yoga, bem estar, etc.
Também vieram os financiados por governos corruptos, que normalmente abrigam jornalistas demitidos pela Globo (ou não aceitos por ela) e, finalmente, alguns algo independentes.

Restou à imprensa, escrita e televisada, se apoiar em si e seus pares; eles se citam como referência, como se fossem um poço de credulidade.
Coitados, perderam-se no tempo.

Neste momento se vê no Brasil uma verdadeira batalha, toda mídia tentado voltar a comandar as ações e, do outro lado, dois bandos de guerrilheiros:
um ligado à esquerda, que usa muita ironia em suas mensagens, tem algum compartilhamento entre eles mesmos, a vão massageando seus egos.
Do outro um grupo de indignados com passado do país, uns mais radicais, outros mais ainda, que defende com unhas e dentes uma nova ordem para o país e que multiplicam seus pontos de vista aos borbotões, ainda que alguns seja assustadores na essência.

Em comum, os dois grupos desprezam a imprensa e só a glorificam quando expõe pontos-de-vista iguais aos seus pensamentos.
A grande massa de brasileiros, entretanto, aproveita o domingo para comer o macarrão da mama ou fazer um churrasco na laje, enquanto espera a transmissão do futebol no final da tarde.
Viva os novos tempos. Nunca imaginei que viveria algo tão exuberante.
Aceitam um cappuccino?


terça-feira, 14 de maio de 2019

Rico não é solidário; é competitivo.


Passado mais de um mês do incêndio na Catedral de Notre Dame e todos os indignados do FACEBOOK com as ofertas recebidas pelo monumento ainda não doaram €1 sequer para as crianças famintas da África. 
Ou seja, ou a indignação é só no teclado e diz respeito ao dinheiro dos outros ou ocorre pela ignorância de algo básico: rico não é solidário; é competitivo.

É fácil entender porque o Schumaker doou €1 milhão para os afetados pelo tsunami da Indonésia em menos de 24 horas da tragédia ou porque o Cristiana Ronaldo pagou um tratamento para um garoto que tinha câncer: eles nasceram em classes média e baixa e entendem o quanto a solidariedade é necessária.

Já o rico só sabe o que é solidariedade na doença; é quando chega na AACD e vê seu filho ter o mesmo problema que o filho do motorista de ônibus. Aí ele percebe uma limitação em si e vê a necessidade de apoio.
Aliás, foi assim que surgiu a AACD, quando as crianças ainda eram defeituosas, não deficientes.
Também surgiram vários hospitais brasileiros, construídos com o dinheiro de milionários desesperados.

Fora isso, num caso icônico como a Notre Dame, o que aconteceu entre os ricaços foi uma pequena guerra de “eu doo mais que você”. Fácil chegar no valor que chegou, ainda mais quando se trata de aparecer nas páginas sociais doando.

Nas terras tupiniquins vários administradores das fortunas alheias ficaram indignados quando uma milionária nascida no Brasil - casada um podre de rico europeu e que mora por lá há três vezes mais tempo que viveu por aqui – doou € 80 milhões à Notre Dame e nem um centavo para o Museu Nacional.
Erraram três vezes:
Primeiro: o Museu Nacional não diz nada para a quase totalidade dos ricos do hemisfério norte. Não é o D’Orsay ou a Galleria Borghese;

Segundo: Não se sente corrupção na administração desses fundos na França e, se houver, o corrupto vai preso sem STF para libertá-lo. Já no Brasil...

Terceiro, e mais importante: o rico tem que competir com outras pessoas do seu ambiente.
Ou alguém usa uma bolsa de plástico, feita na China, por uma operária-escrava, que rasga fácil, na qual ela paga €30.000 por quê?
Porque alguém que ela conhece não tem, e ela fica ‘por cima”, ou, se tem, ela não fica “por baixo”.

Se não deu para entender ainda, vamos trazer o exemplo para nossa classe média que se julga endinheirada; alguma madame vai usar batom da Jequiti ou Boticário e correr o risco de encontrar a recepcionista do marido usando a mesma coisa?

Qual a real necessidade de se comprar uma Ferrari e andar com ela nas ruas esburacadas de São Paulo, a 70 por hora, ou tomar uma multa numa estrada, para poder mostrar para os amigos que estava a 260 km/hora, registrados na multa. E ainda passar os pontos para um laranja que vende a Carteira de Motorista por 200 Real.

O nome disso é competição, não solidariedade.

Então, não use o FB para se fazer de santo. Faça como meu amigo Marcos Mota, de Puigcerdà, na Catalunha, que pediu que não lhe dessem presente de aniversário, mas sim doações para os Médicos Sem Fronteiras.

Mais ação, menos demagogia.

Aceitam um cappuccino?

sábado, 4 de maio de 2019

Suicídio é para sempre

Não posso dizer seu nome, mas conheci essa garota há mais de uma década.
Uma menina bonita, longos cabelos, feliz e esperta.
Sempre a via estudando e tinha uns traços maravilhosos em seu desenho.
Quando atingiu a puberdade, além de todas as novidades que a vida lhe trouxe, veio também uma inquietação com relação ao seu gênero. Como lidar com isso?
Não é difícil imaginar, em nossa sociedade, todas as dificuldades e todo o peso dessa situação caindo sobre a cabeça de uma adolescente.
Criada numa família religiosa para gostar de uma forma e sua cabeça lhe dizendo outra coisa.
Com o passar do tempo encarou seu destino, entretanto a escolha não foi fácil.
Como ser aceita?
Então o inconsciente começa a trabalhar de maneira inquieta e, infelizmente, trás a auto-flagelação e o castigo em suas atitudes cotidianas: sobre-peso, tatuagens e piercings, um tapa em uma droga leve, um litro de uma bebida pesada. É como se tivesse uma vozinha dizendo: Culpa!
Junto com isso tudo, o sentimento que é melhor tentar deixar esta vida e jogar suas fichas numa nova encarnação.

Então, como sei que você está lendo isto agora, vou ser direto: eu aceito você como você é, sem tirar nem por.
Ninguém coloca comida na sua mesa, então deixe as criticas dessas pessoas para lá.
Vá viver sua vida como vivia na sua infância: levante, tome seu banho e café da manhã. Agora você sai para o trabalho, e não mais a escola, mas vá apreciando a paisagem, como seu inseparável fone de ouvido.
Ao voltar, abrace essa pessoa querida que vive contigo. Isto é para sempre, o amor.
Suicídio não é para sempre, como disse acima; é somente um desespero incontrolado.

Aceita um cappuccino?